Gestão Estratégica do Conhecimento

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O tema Gestão do Conhecimento emergiu na última década das discussões fechadas entre pesquisadores e profissionais de P&D das empresas, para despontar como um dos assuntos mais polemizados e menos compreendidos. Procurando avançar nessa questão e trazer uma contribuição significativa não só para o mundo acadêmico, mas principalmente para as empresas brasileiras, esta coletânea foi organizada. Reúne artigos de pesquisadores internacionais e nacionais sobre temas como Gestão do Conhecimento, Aprendizagem Organizacional, Competências Essenciais e apresenta o resultado de estudos realizados em diferentes países.

 

11 capítulos

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Parte I - Gerenciando Sistemas do Conhecimento

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GERENCIANDO SISTEMAS DE CONHECIMENTO

27

Gerenciando Sistemas de Conhecimento*

J. C. Spender

Dean, New York Institute of Technology

INTRODUÇÃO

Este artigo discute os caminhos pelos quais uma análise baseada no conhecimento pode fazer avançar nossa reflexão sobre as organizações e sua gestão.

Existe uma bibliografia considerável sobre a gestão do conhecimento. A maior parte lida inadequadamente com velhos tópicos de design e de gestão das organizações, muito embora com alguma pincelada de nova terminologia. Todavia, o importante sobre a abordagem baseada no conhecimento para a empresa é que, de fato, ela possibilita encaminhar problemas totalmente novos.

Uma forma de iniciar é categorizar a literatura atual e indagar (a) o que é novo e (b) o que ainda não está coberto. No final desse processo, concluímos que uma abordagem baseada no conhecimento revela novos tópicos e métodos apenas na extensão em que entendemos as diferenças entre os ativos de conhecimento de uma organização e os chamados ativos mais convencionais.

 

Parte I - Estrutura e Espontaneidade: Conhecimento e Organização

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GESTÃO DO CONHECIMENTO: ESTRUTURA, EPISTEMOLOGIA E SISTEMAS DE CONHECIMENTO

Estrutura e Espontaneidade:

Conhecimento e Organização*

Paul Duguid

UC Berkeley

John Seely Brown

Xerox Palo Alto Research Center

RESUMO1

À medida que a velha rigidez dos átomos confronta-se com a nova fluidez dos bits, algumas pessoas argumentam que a estrutura da organização formal deve dar lugar à espontaneidade da auto-oganização e, em particular, que a empresa hierarquizada deve render-se às empresas virtuais emergentes e aos empreendedores impetuosos. As teorias da firma �baseadas no conhecimento� questionam essas suposições. De modos diferentes, argumentam que as empresas são mantidas juntas não pelos custos de transação convencionais, mas pelas demandas de criação de conhecimento. Apresentamos nossa própria versão desse argumento, baseada no conhecimento, destacando a importância da estrutura social na criação e na inovação do conhecimento. Todavia, notamos que a maioria dos estudos baseados no conhecimento considera a empresa uma estrutura internamente homogênea � uma �comunidade� única ou �universo de discurso� com visão de mundo abrangente. Tais suposições deixam de explicar adequadamente por que o conhecimento funciona como uma �cola� dentro das empresas (a experiência mostra que isso realmente ocorre). Ademais, a

 

Parte I - De Fábricas a Lojas de Conhecimento - As Universidades e a Desconstrução do Conhecimento sem Cliente

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GESTÃO DO CONHECIMENTO: ESTRUTURA, EPISTEMOLOGIA E SISTEMAS DE CONHECIMENTO

De Fábricas a Lojas de Conhecimento

As Universidades e a Desconstrução do

Conhecimento sem Cliente

Suzana Braga Rodrigues

Cepead � UFMG

Mudanças importantes aconteceram no final deste século, tanto na área econômica, quanto na área comercial, mas entre as mais importantes e que dizem respeito a esse capítulo, uma refere-se à maneira como o conhecimento científico vem sendo usado pelas instituições e pela sociedade. Tornou-se muito freqüente considerar-se o conhecimento técnico e o científico como uma commodity, como uma mercadoria comum. Hoje, o conhecimento tem um valor de troca, um valor utilitário, pois pode ser comprado, trocado, codificado, transferido e até comercializado (McLellan, 1977). Em sua versão eletrônica, o conhecimento pode ser promovido, licenciado não somente para uso próprio, mas tem um valor de troca, podendo ser atribuído a ele até mesmo o conceito marxista de fetichismo de mercadoria.

 

Parte II - Competências Essenciais e Conhecimento na Empresa

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COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS E CONHECIMENTO NA EMPRESA

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Competências Essenciais e

Conhecimento na Empresa

1

Moacir de Miranda Oliveira Jr.2

PUC-SP e Fundação Dom Cabral

RESUMO

Este artigo aprofunda desenvolvimentos recentes em administração estratégica, particularmente na chamada �visão da empresa baseada em recursos�.

Aqui são apresentados e discutidos aspectos da �visão da empresa baseada no conhecimento�, que tem como principal pressuposto o entendimento de que empresas são comunidades sociais cujo principal papel é administrar seu conhecimento de forma mais eficiente que seus competidores. Essa abordagem apresenta o conhecimento da empresa como seu ativo mais relevante estrategicamente.

Neste texto propõe-se que as empresas possuam diferentes tipos de conhecimento e cada um desses tipos pode proporcionar a base para uma vantagem competitiva. É apresentada uma taxonomia do conhecimento organizacional que con-

1. Versão anterior deste artigo foi premiada como um dos best papers apresentados junto à 18th

 

Parte II - Competências Essenciais Dinâmicas Mediante a Metaaprendizagem e o Contexto Estratégico

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COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS DINÂMICAS MEDIANTE A METAAPRENDIZAGEM

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Competências Essenciais Dinâmicas

Mediante a Metaaprendizagem e o

Contexto Estratégico

1e 2

David Lei

Southern Methodist University

Michael A. Hitt

Arizona State University

Richard Bettis

University of North Carolina

INTRODUÇÃO

Muitas das perspectivas que dominavam a idéia inicial a respeito da vantagem competitiva têm suas origens na teoria econômica tradicional, com ênfase no poder do mercado e na estrutura industrial como determinantes do desempenho (Caves, 1971; Caves e Porter, 1977; Chandler, 1990; Kogut, 1988;

Porter, 1985; Rumelt, 1982, 1984; Williamson, 1985). Esses autores enfatizam as economias de escala e escopo, a otimização dos custos das transações entre subsidiárias e as características críticas do mercado para explicarem as diferentes estratégias das empresas. Nesse contexto teórico, as estratégias empresariais são preparadas para assegurar a vantagem competitiva ao responderem

 

Parte III - Desenvolver Competências e Gerir Conhecimentos em Diferentes Arranjos Empresariais - O caso da indústria brasileira de plástico

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DESENVOLVER COMPETÊNCIAS E GERIR CONHECIMENTOS

189

Desenvolver Competências e Gerir

Conhecimentos em Diferentes

Arranjos Empresariais �

O caso da indústria brasileira de plástico

Maria Tereza Leme Fleury

FEA/USP

Afonso Fleury

Poli/USP

INTRODUÇÃO

Compreender os diferentes arranjos empresariais na busca de eficiência coletiva demanda um olhar atento às nuanças do tecido empresarial, em suas diversas formas de atuação: estratégias e competências de uma empresa são definidas não só em função de sua relação com o mercado, mas também de sua posição em complexas redes de inter-relações empresariais.

Objetivando apreender essa dinâmica de formação de redes e de cadeias produtivas e o desenvolvimento de competências, por empresas, em diferentes posições nesses arranjos empresariais, realizamos um estudo sobre empresas de transformação de plásticos.

Iniciaremos o texto com uma discussão teórica sobre o processo de formação de redes e cadeias produtivas e sobre a noção de competência. Em seguida, apresentaremos as informações coletadas junto à indústria de transformação de plásticos, que permitirá melhor fundamentar os argumentos sobre a relação entre estratégias competitivas e a questão de formação de competências e gestão de conhecimentos.

 

Parte III - Gestão do Conhecimento: Aspectos Conceituais e Estudo Exploratório sobre as Práticas de Empresas Brasileiras

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GESTÃO DO CONHECIMENTO EM EMPRESAS, REDES E CADEIAS DE EMPRESAS NO BRASIL

Gestão do Conhecimento:

Aspectos Conceituais e Estudo Exploratório sobre as Práticas de Empresas Brasileiras

José Cláudio Cyrineu Terra

INTRODUÇÃO

Verifica-se algum tipo de correlação entre efetividade na Gestão do Conhecimento e resultados empresarias? Este capítulo relata resultados significativos na busca de evidências empíricas para responder a essa questão no caso de empresas que atuam no Brasil. Antes, porém, de apresentarmos nossa metodologia de pesquisa e seus resultados, é preciso compreender nossa abordagem conceitual.

Esta, como veremos a seguir, encara a Gestão do Conhecimento como uma síntese dos resultados de vários campos de pesquisa: administração geral, administração de P&D, engenharia de produção, economia, psicologia etc.

GESTÃO DO CONHECIMENTO: ABORDAGEM CONCEITUAL

O interesse pelo tema �Gestão do Conhecimento� reflete-se na miríade de termos que, de certa maneira, se referem ao mesmo tema. É relativamente difícil encontrar um denominador comum ou mesmo estabelecer limites para a forma como os termos conhecimento, competência, aprendizado e habilidade, criatividade, capital intelectual, capital humano, tecnologia, capacidade inovadora, ativos intangíveis e inteligência empresarial, entre outros, são utilizados e

 

Parte III - Desenvolvimento de Competências Gerenciais e Contribuição da Aprendizagem Organizacional

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GESTÃO DO CONHECIMENTO EM EMPRESAS, REDES E CADEIAS DE EMPRESAS NO BRASIL

Desenvolvimento de Competências

Gerenciais e Contribuição da

Aprendizagem Organizacional

1

Roberto Ruas2

PPGA-UFRGS

INTRODUÇÃO

Este artigo pretende tratar da relação entre o desenvolvimento de competências e o emprego de conceitos e princípios de aprendizagem nas organizações, com base na construção de uma proposta experimental orientada para a gestão de competências. Ainda em fase de construção e avaliação, esta proposta baseia-se em experiências de pesquisa e consultoria, o que a coloca no contexto de uma construção em �pleno movimento�, com todos os riscos, problemas e simplificações de um processo de tal tipo.

Esta construção tem como perspectiva a revisão da visão dominante acerca de como pensar projetos de mudança e melhoria na empresa brasileira. De fato, com base em número apreciável de experiências em projetos de mudança em organizações públicas e privadas, observamos que grande parte desses projetos de melhoria, a partir de determinado período após sua implantação, apresentam dificuldades para prosseguir numa rota de resultados positivos e, mesmo, de atingir a organização de forma abrangente.

 

Parte IV - Aprendizagem Organizacional e Transferências de Conhecimento em Joint Ventures Internacionais

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APRENDIZAGEM ORGANIZACIONAL E TRANSFERÊNCIA DE CONHECIMENTO

273

Aprendizagem Organizacional e

Transferência de Conhecimento em Joint Ventures Internacionais*

Marjorie A. Lyles

Indiana University, Kelley School of Business

INTRODUÇÃO1

A aprendizagem organizacional é o know-how incorporado, resultante da capacidade de absorção e da receptividade da empresa a uma nova tecnologia

(von Krogh et al., 1998). Este capítulo destaca a importância da Aprendizagem

Organizacional no contexto das joint ventures internacionais e na transferência de conhecimento das matrizes estrangeiras. Em particular, discutiremos o caso das economias em desenvolvimento.

O caso das economias em desenvolvimento é especial e importante para os profissionais e acadêmicos por várias razões. Primeiro, os países em desenvolvimento incluem as economias em transição, que representam quase metade da população mundial, desde que a lista inclua a China, a Rússia, o Vietnã e, recentemente, os países liberalizados da Europa Central. Kornai (1992) refere-se a eles como países de sistema socialista, em que as regras do partido comunista e do socialismo clássico diferem-se das economias de comando centralizado.

 

Parte IV - Compatilhando Conhecimento em Negócios Internacionais: Um Estudo de Caso na Indústria de Propaganda

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GESTÃO DO CONHECIMENTO EM REDES CORPORATIVAS GLOBAIS E NEGÓCIOS INTERNACIONAIS

Compartilhando Conhecimento em

Negócios Internacionais:

Um Estudo de Caso na Indústria de Propaganda

Moacir de Miranda Oliveira Jr.

PUC-SP e FDC

Maria Tereza Leme Fleury

FEA-USP

John Child

University of Cambridge

RESUMO

Nesta pesquisa, são investigados os processos de aprendizagem e compartilhamento de conhecimento em empresas multinacionais de publicidade. Entrevistas e coleta de dados foram realizadas em subsidiárias de uma empresa em três países: Hungria, Inglaterra e Brasil. Essas subsidiárias eram diferentes em diversos aspectos: porte, papel da subsidiária na rede corporativa, propriedade, contexto nacional, entre outros. Processos são identificados e descritos como críticos para habilitar o compartilhamento de conhecimento na rede corporativa e internamente às subsidiárias. Algumas hipóteses encontradas na literatura sobre administração do conhecimento são reforçadas, mas algumas são criticadas, e alguns insights decorrentes da pesquisa empírica são apresentados. Uma contribuição adicional do trabalho está em apresentar resultados de pesquisa sobre administração do conhecimento para empresas multinacionais de serviços, uma vez que a maior parte da pesquisa sobre o tema foca empresas multinacionais de manufatura.

 

Parte IV - Gerenciando Redes Corporativas dos Estados Unidos à China

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GERENCIANDO REDES CORPORATIVAS DOS ESTADOS UNIDOS À CHINA

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Gerenciando Redes Corporativas dos

Estados Unidos à China*

John Child e Sally Heavens

Centre for International Business and Management

Judge Institute of Management Studies

University of Cambridge

INTRODUÇÃO1

As corporações multinacionais (CMs) estão dando grande contribuição ao desenvolvimento econômico da China. Este capítulo examina como oito CMs norte-americanas proeminentes estão lidando com o processo de vincular o gerenciamento de suas joint ventures na China a suas estruturas globais. Mostra como as CMs estão resolvendo as tensões que surgem para a manutenção do controle em termos de seus padrões mundiais e tentando, simultaneamente, adaptá-lo ao complexo e dinâmico ambiente desse país. A conciliação de tais exigências depende de relativamente poucos atores focalizadores, localizados nas interfaces críticas das redes internas das CMs, entre as joint ventures chinesas e o nível corporativo.

 

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