Parasitologia na Medicina Veterinária, 2ª edição

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A segunda edição de Parasitologia na Medicina Veterinária, ampliada, atualizada e ricamente ilustrada, conta com capítulos sucintos, objetivos e bem estruturados, a fim de facilitar o entendimento e a memorização de ecto e endoparasitas, além de apresentar os ciclos biológicos e métodos de controle e resistência parasitária.

O material iconográfico que compõe esta obra resulta dos anos de experiência profissional da autora e dos colaboradores. São mais de 500 ilustrações e fotos de piolhos, carrapatos, moscas, mosquitos, pulgas, percevejos e helmintos em geral.

Indicada para estudantes e profissionais de Medicina Veterinária, Ciências Biológicas e demais áreas da saúde, esta obra é essencial a todos aqueles que buscam aprendizado e atualização no campo da Parasitologia.

 

33 capítulos

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1 - Conceitos e Nomenclatura

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Conceitos e

Nomenclatura

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Silvia Gonzalez Monteiro

Conceitos em Parasitologia

Parasito

Tem origem grega, significa “ser que se alimenta de outro ser” (hospedeiro). Indivíduo que necessita de outro ser para ter abrigo e alimento, para reproduzir e perpetuar a espécie.

A relação parasito‑hospedeiro é muito importante. Alguns exemplos são:

Acantocéfalos e cestódeos: têm dependência de 100% do hospedeiro, pois necessitam deles para sua nutrição

Nematoides: têm dependência menor, pois apresentam tubo digestivo e obtêm seu O2 no próprio hábitat.

O parasito é sempre beneficiado, e o hospedeiro, prejudicado.

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Endoparasitos

Vivem dentro do hospedeiro. São aqueles que têm contato profundo com tecidos e órgãos dos hospedeiros. Por exemplo, helmintos e protozoá­rios.

Ectoparasitos

Vivem na superfície ou em cavidades do hospedeiro. São aqueles que têm contato com a pele dos hospedeiros. Por exemplo, artrópodes (ácaros e insetos), como bernes, carra‑ patos, pulgas.

 

2 - Artrópodes

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Artrópodes

Silvia Gonzalez Monteiro

Filo Arthropoda (arthron = articulação; podos = pés)

subclasse Acari, chamados comumente de ácaros, carrapatos e sarnas.

Principais características:

Apresentam apêndices ar­ticulados

Corpo com simetria bilateral

Corpo geralmente segmentado e ar­ticulado

Cabeça, tórax e abdome diferenciados (insetos) ou fusionados (ácaros)

Muitos têm exoesqueleto endurecido (quitina)

Fazem mudas do exoesqueleto entre as diferentes fases de vida

Tubo digestivo completo (com aparelho bucal, intestino,

ânus)

Sistema circulatório aberto (a hemolinfa não está contida em vasos, é transparente, contém hemócitos e circula entre os órgãos)

Respiração por traqueias, brânquias e/ou pulmões

Presença de órgãos de sentido, como antenas e pelos sensitivos

Reprodução sexuada, raramente partenogênese. A maioria dos artrópodes tem fecundação interna e é ovípara

As classes de maior importância Médico-veterinária podem ser vistas na Tabela 2.1.

 

3 - Mesostigmata

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Mesostigmata

Silvia Gonzalez Monteiro

Filo Arthropoda

Classe Arachnida | Subclasse Acari

Principais características:

Ácaros de pequeno porte

Quelíceras modificadas e palpos curtos

Cefalotórax e abdome fusionados

Corpo coberto por placas (escudos) dorsais e ventrais

Larvas com três pares de patas

Ninfas e adultos com quatro pares de patas

Respiração cutânea ou traqueal.

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Superordem Parasitiformes | Ordem

Mesostigmata (Gamasida; Meso = mediano;

Stigmata = espiráculo)

Principais características:

Quelíceras com quelas (estruturas cortantes; Figura 3.1) ou estiletiformes

Apresentam um par de estigmas respiratórios abrindo‑se em peritremas alongados entre as coxas II e III ou III e IV

(Figura 3.2)

Presença de escudo dorsal

Face ventral com escudos, importantes para reconheci‑ mento dos gêneros (Figura 3.2B)

 

4 - Metastigmata | Carrapatos

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Metastigmata |

Carrapatos

Silvia Gonzalez Monteiro

Filo Arthropoda

Classe Arachnida | Subclasse Acari

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Principais características:

Ácaros de pequeno porte

Quelíceras modificadas e palpos curtos

Cefalotórax e abdome fusionados

Corpo coberto por placas dorsais e/ou ventrais

Larvas com três pares de patas

Ninfas e adultos com quatro pares de patas

Respiração cutâ­nea ou traqueal.

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Superordem Parasitiformes | Ordem

Metastigmata (carrapatos) = Ixodida

(Meta = atrás; Stigmata = espiráculo)

Família Ixodidae

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Principais características:

Aparelho bucal constituí­do de palpos, quelíceras e hipos‑ tômio contendo dentes (Figura 4.1)

Fêmeas com á­ rea porosa na base do capítulo (Figura 4.2)

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Carrapatos com escudo dorsal cobrindo toda a face dor‑ sal no macho (Figura 4.3) e somente um terço da face dorsal da fêmea, ninfa e larva. Por isso, são chamados de carrapatos duros

 

5 - Astigmata | Sarnas

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Astigmata | Sarnas

Silvia Gonzalez Monteiro

Filo Arthropoda

Classe Arachnida | Subclasse Acari

Superordem Acariformes | Ordem

Sarcoptiformes

Subordem Oribatida | Coorte Astigmatina =

Astigmata

Principais características:

Ácaros sem estigmas respiratórios (trocas gasosas pela pele)

Os machos têm edeago (órgão copulador) para a cópula

(Figura 5.1)

Coxas fundidas à face ventral do corpo

Quelíceras com quelas (tesourinhas; Figura 5.2)

Corpo pouco quitinizado

Tarsos com empódio unciforme ou em forma de ventosa

(Figura 5.3)

Olhos ausentes.

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Ciclo completo:

Sarcoptidae: 10 a 20 dias

Psoroptidae: 8 a 20 dias.

Família Sarcoptidae | Escavadores

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Escavam galerias na pele (intradérmicas), nas quais penetram profundamente, provocando um espessamento da pele

Corpo globoso

Rostro curto e largo

 

6 - Actinedida | Prostigmata

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Actinedida |

Prostigmata

Silvia Gonzalez Monteiro

Filo Arthropoda

Classe Arachnida | Subclasse Acari

Superordem Acariformes | Ordem

Trombidiformes | Subordem Prostigmata =

Actinedida

Principais características:

Estigmas respiratórios, quando presentes, si­tua­dos ante‑ riormente na base do aparelho bucal (gnatossoma), próxi‑ mo às quelíceras ou na margem da parte anterior do corpo

(propodossoma). São de difícil ­visua­lização

Ausência de escudo esternal

Fases do ciclo: ovo – larva – protoninfa – deutoninfa – adultos

Principais famílias: Cheyletidae, Myobiidae, Demodecidae e Trombiculidae.

Ciclo biológico

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Família Cheyletidae

Gênero Cheyletiella (pronúncia: Queiletié­la)

A queiletielose é uma dermatose descamante ou papulocros‑ tosa, causada pelo ácaro superficial Cheyletiella. As espécies desse ácaro podem acometer várias espécies de hospedeiros, incluindo o ser humano. Os ácaros são habitantes da superfí‑ cie, vivem na camada de queratina da epiderme e se alimen‑ tam de restos de tecido e linfa.

 

7 - Acari Oribatida ou Cryptostigmata

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Acari Oribatida ou

Cryptostigmata

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Aníbal Ramadan Oliveira

Filo Arthropoda

Classe Arachnida | Subclasse Acari

Superordem Acariformes | Ordem

Sarcoptiforme | Subordem Oribatida ou

Cryptostigmata

Durante mais de 50 anos, o ciclo de vida de cestódeos Ano‑ plocephalidae consistiu em um dos mais enigmáticos proble‑ mas em Parasitologia, até que Horace W. Stunkard, em 1937, descobriu que ácaros oribatídeos poderiam atuar como hos‑ pedeiros in­ter­me­diá­rios de Moniezia expansa. Atualmente, o papel dos Oribatida como vetores/transmissores de Anoplo‑ cephalidae para mamíferos domésticos e silvestres é bem‑co‑ nhecido, uma vez que muitas espécies desses cestódeos utilizam ácaros oribatídeos para o desenvolvimento de cisti‑ cercoides. Quase 100 espécies de Oribatida têm sido relatadas como hospedeiras in­ter­me­diá­rias de uma dezena de Anoplo‑ cephalidae parasitos de bovinos, equinos e ovinos, a maioria de Moniezia spp. Em razão, principalmente, da importância da monieziose em ovinos, o reconhecimento e o estudo dos

 

8 - Insecta

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Insecta

Silvia Gonzalez Monteiro

Filo Arthropoda | Classe Insecta

Morfologia externa

Os insetos são artrópodes com o corpo dividido em três re­ giões bem distintas: cabeça, tórax e abdome. Por terem três pares de pernas, são também conhecidos por hexápodes.

Adultos geralmente apresentam um ou dois pares de asas.

Alguns insetos são ápteros.

A respiração é traqueal.

O orifício genital está si­tua­do na extremidade posterior do abdome, e o corpo tem simetria bilateral.

Apresentam um par de antenas, divididas em escapo (par­ te ar­ticulada na cabeça), pedicelo e flagelo (um a dez segmen­ tos). Pode ou não existir arista nos flagelos.

Os olhos compostos (omátides) são formados por cente­ nas de omatídeos, que tornam a visão dos insetos bastante ampla. Alguns têm dois a três ocelos auxiliares na parte dorsal da cabeça, entre os olhos compostos.

O aparelho bucal é constituí­do por um par de mandíbulas, um par de maxilas (pode ter palpos maxilares), um labro dor­ sal, um lábio ventral e uma hipofaringe.

 

9 - Phthiraptera | Piolhos

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Phthiraptera |

Piolhos

Silvia Gonzalez Monteiro

Filo Arthropoda | Classe Insecta

Ordem Phthiraptera

Os piolhos pertencem à ordem Phthiraptera e são parasitos de aves e mamíferos. Dependendo do tipo de alimentação, classificam‑se em piolhos mastigadores (também chamados de malófagos) ou sugadores (hematófagos).

A maneira mais fácil de diferenciá‑los é observar o tama‑ nho da cabeça em relação ao tórax. Os piolhos mastigadores têm a cabeça mais larga do que o tórax e os piolhos sugadores, a cabeça mais estreita do que o tórax.

Seus ovos operculados são chamados de lêndeas e são pre‑ sos por uma substância cimentante aos pelos, aos cabelos ou

às penas (Figura 9.1).

São divididos em quatro subordens (Figura 9.2):

Amblycera: piolhos mastigadores com antenas escondidas

(Tabela 9.1)

Ischnocera: piolhos mastigadores com antenas livres (Ta‑ bela 9.1)

Anoplura: piolhos sugadores

Rynchophthirina – parasito de elefantes com uma espécie,

 

10 - Hemiptera | Barbeiros e Percevejos

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Hemiptera | Barbeiros e Percevejos

Silvia Gonzalez Monteiro

Filo Arthropoda

Classe Insecta | Ordem Hemiptera

Conceitos

O tamanho desses insetos varia de poucos milímetros até 10 cm de comprimento. São achatados dorsoventralmente e têm olhos bem grandes.

Alimentação: podem ser hematófagos (Figura 10.1) com rostro (aparelho bucal) curto e reto com três segmentos. Po‑ dem ser predadores ou entomófagos (Figura 10.2), que têm

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rostro curvo com três segmentos e se alimentam de hemolin‑ fa, ou fitófagos (Figura 10.3), que se alimentam de seiva vege‑ tal e têm rostro longo com quatro segmentos.

Geralmente, apresentam dois pares de asas: um par ante‑ rior inserido no mesotórax, do tipo hemiélitro (Figura 10.4), que consiste em uma asa dividida em uma parte apical mem‑ branosa e uma parte basal coriácea (dura), e um par de asas posteriores membranosas (destinadas ao voo), inseridas no metatoráx, que ficam protegidas pelo par de asas em hemiéli‑ tro quando o inseto está em repouso.

 

11 - Siphonaptera | Pulgas

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Siphonaptera |

Pulgas

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Silvia Gonzalez Monteiro

Filo Arthropoda

Classe Insecta

Ordem Siphonaptera (Siphon = sifão;

A = ausência; Pteros = asas)

Principais características

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Nome vulgar: pulgas

Não têm asas

Achatadas lateralmente, o que facilita o andar pelos ani‑ mais

Corpo revestido de espessa quitina escorregadia e cerdas voltadas para trás, que auxiliam a pulga a deslizar entre as penas e os pelos dos hospedeiros e a impossibilitam de an‑ dar para trás

Pernas longas, principalmente as posteriores, adaptadas para o salto

Antena com três segmentos (escapo, pedicelo e clava) e sulco antenal que divide a cabeça em fronte (parte ante‑ rior) e occipício (atrás do sulco antenal)

O aparelho bucal das larvas é mastigador e, nos adultos, é picador‑sugador (hematófago)

 

12 - Nematocera | Mosquitos

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Nematocera |

Mosquitos

Cláudia Lúcia Guimarães da Silva e Silvia Gonzalez Monteiro

Filo Arthropoda

Classe Insecta

Subfamília Anophelinae

Características morfológicas

Ordem Diptera | Subordem Nematocera

Família Culicidae

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Principais características:

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Sem ocelos

Antenas com 15 a 16 segmentos

Pernas longas

Conhecidos como mosquitos

As fêmeas hematófagas sugam sangue à noite

Os machos alimentam‑se de sucos vegetais

As fêmeas colocam seus ovos em locais úmidos (plantas flutuantes) ou água

Há quatro estádios larvais e um estádio pupal, ambos aquáticos, com características físicas e bioecológicas di‑ ferentes dos adultos, o que classifica os membros dessa família como insetos holometábolos, assim como os de‑ mais dípteros.

A classificação da subordem Nematocera, com as princi‑ pais espécies de importância em Medicina Veterinária e Saú‑ de Pública, pode ser vista na Tabela 12.1.

 

13 - Brachycera Tabanomorpha | Mutucas

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Brachycera

Tabanomorpha |

Mutucas

Silvia Gonzalez Monteiro

Filo Arthropoda

Classe Insecta

Ordem Diptera | Subordem Brachycera |

Infraordem Tabanomorpha

Família Tabanidae

Ciclo biológico

É completo, holometabólico: ovo – larva – pupa e imago

(adultos). Em climas quentes, o ciclo dura em torno de 4 me‑ ses. Após o repasto, as fêmeas põem lotes de centenas de ovos.

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Principais características:

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O tamanho varia de 0,6 a 3 cm

Chamados vulgarmente de mutucas ou moscas do cavalo

Dípteros robustos

A maioria das fêmeas apresenta aparelho bucal lambedor e sugador (de aspecto curto e grosso)

O mecanismo principal para achar os hospedeiros é a vi‑ são; assim, os olhos grandes servem bem para essa função

 

14 - Brachycera Muscomorpha | Moscas

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Brachycera

Muscomorpha |

Moscas

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Silvia Gonzalez Monteiro

Filo Arthropoda

Classe Insecta

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Ordem Diptera | Subordem Brachycera

Apresentam antenas com três segmentos (escapo, pedicelo e flagelo; Figura 14.1).

Infraordem Muscomorpha

Antenas compostas de três segmentos com arista (Figura

14.1) nua ou plumosa, geralmente inserida no terceiro artí‑ culo antenal (flagelo).

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Divisão Schyzophora

Principais características:

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Divisão Aschyza

Principais características:

Não têm sutura ptilineal (mancha entre os olhos, cicatriz de uma membrana (ptilíneo) que se rompe na hora de sair do pupário – Figura 14.2)

Têm pouca importância em Medicina Veterinária

As famílias Syrphidae e Phoridae são algumas pertencen‑ tes a essa divisão (Figura 14.3).

Apresentam fissura ptilineal ou frontal (Figura 14.1)

Têm importância em Medicina Veterinária

 

15 - Protozoários Flagelados

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Protozoários

Flagelados

Maria Elisa Carneiro

Introdução

Os protozoários flagelados, de acordo com Soulsby, são clas‑ sificados dentro do Reino Protista, Sub‑reino Protozoa, Filo

Sarcomastigophora, Subfilo Mastigophora e Classe Zoomas‑ tigophorea e são representados por organismos unicelulares eucariontes que têm um ou mais flagelos, que são estruturas complexas de locomoção. Sua organização básica pode ser es‑ tudada em Ruppert e Barnes.

Neste capítulo, os flagelados serão abordados em três im‑ portantes ordens em Medicina Veterinária: Trichomonadida,

Diplomonadida e Kinetoplastida, cuja importância está asso‑ ciada às patogenias causadas tanto em animais quanto em hu‑ manos, podendo ser de caráter zoonótico, fato que, na atuali‑ dade, leva à experiência e à consciência do médico veterinário ao tomar decisões que podem influir no contexto humano.

O objetivo deste capítulo é prover aos estudantes informa‑

ções úteis e simplificadas sobre esses organismos.

 

16 - Coccídios

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Coccídios

Rita de Cássia Alves Alcantara de Menezes

Filo Apicomplexa | Levine, 1970

Os protozoários do Filo Apicomplexa são parasitos intracelu­ lares obrigatórios e se caracterizam por apresentar, na extremi­ dade afilada do “zoíto”, o complexo apical. Esse complexo é composto de um conjunto de estruturas visíveis apenas em microscopia eletrônica e que são responsáveis pela penetração na célula do hospedeiro. Sua presença caracteriza, então, as formas infectantes dos protozoários, que, nos coccídios, são: esporozoíto, merozoíto, taquizoíto e bradizoíto.

Outra característica dos Apicomplexa é a ausência de cílios.

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Classe Coccidea ou Sporozoasida |

Leuckart, 1879

A locomoção é realizada por meio de flexão e há presença de flagelo apenas em microgametas () de alguns grupos. A re­ produção compreende duas etapas: proliferativa (assexuada) e de diferenciação (sexuada).

Oocistos contêm esporozoítos infectantes que resultam da esporogonia (ou processo de esporulação). Podem ser homo­ xeno ou heteroxeno.

 

17 - Piroplasmasida | Babesia spp.

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Piroplasmasida |

Babesia spp.

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Lucia Helena O’Dwyer de Oliveira

Classe Piroplasmasida

Ordem Piroplasmorida

Família Babesidae

Gênero Babesia (pronúncia: Babésia)

O gênero Babesia compreende protozoários parasitas de hemácias de humanos e diferentes animais domésticos e silvestres. Esse piroplasma tem significado histórico es‑ pecial por ter sido o primeiro protozoário reconhecidam‑ ente transmitido por um artrópode (no caso o carrapato), o que possibilitou importantes estudos posteriores sobre a transmissão de outros protozoários de animais e seres hu‑ manos. Levando em consideração o seu tamanho dentro da hemácia, as babésias são divididas em pequenas (< 3 mm) ou grandes (> 3 mm). Multiplicam‑se por divisão binária e, após a multiplicação, tipicamente apresentam um formato piriforme, daí serem conhecidas popularmente como piro‑ plasmas.

O diagnóstico molecular de Babesia spp. tem demonstra‑ do que a especificidade de pirosplasmídeos com relação aos hospedeiros é menor do que se pensava anteriormente. Nos

 

18 - Riquétsias

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Riquétsias

Luís Antônio Sangioni e Sônia de Avila Botton*

Ordem Rickettsiales

Definição

A ordem Rickettsiales compreende os microrganismos tam‑ bém conhecidos por riquétsias. Esses agentes são bactérias caracterizadas pela disseminação por vetores principalmente das classes Insecta e Arachnida, do filo Arthropoda, e pelo parasitismo intracelular obrigatório. Estruturalmente, for‑ mam cocobacilos (0,3 × 1,5 mm) Gram‑nega­tivos, apresen‑ tam parede celular composta de lipopolissacarídio e podem estar agrupadas em pares, agrupadas em cadeias ou isoladas.

Essas bactérias não apresentam flagelos, com exceção da Rick‑ ettsia prowazekii, causadora do tifo. O seu invólucro típico consiste em três camadas: uma membrana citoplasmática mais interna, uma parede celular rígida e uma membrana ex‑ terna com composição química típica e com aspecto trilami‑ nar. Na parede celular, há invaginações intracitoplasmáticas contendo ribossomos.

A multiplicação celular somente ocorre por divisão biná‑ ria dentro da célula hospedeira. Apesar de terem metabolismo próprio para o seu desenvolvimento, esses microrganismos têm um sistema transportador de ATP que utiliza a energia do hospedeiro.

 

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