Elementos de máquinas de Shigley: projeto de engenharia mecânica (8a. ed.)

Autor(es): Budynas, Richard
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20 capítulos

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1 Introdução ao projeto de engenharia mecânica

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30    Elementos de máquinas de Shigley: projeto de engenharia mecânica

O projeto mecânico é um empreendimento complexo que exige várias habilidades. Relações abrangentes precisam ser subdivididas em uma série de tarefas mais simples. A complexidade do assunto requer uma sequência em que os conceitos são introduzidos e reiterados.

Primeiro tratamos da natureza do projeto em geral e, depois, do projeto de engenharia mecânica em particular. Projeto é um processo repetitivo com muitas fases interativas. Existem muitos recursos para auxiliar o desenhador, entre os quais várias fontes de informação e diversas ferramentas computacionais de projeto. O engenheiro de projetos precisa não apenas desenvolver competência em seu campo, mas também cultivar um forte senso de responsabilidade e ética no desempenho da profissão.

Há papéis a serem cumpridos por códigos e padrões, os sempre presentes aspectos econômicos, a segurança e as considerações de responsabilidade pelo produto. A subsistência de um componente mecânico muitas vezes está relacionada à tensão e à resistência. Incertezas estão sempre presentes em projetos de engenharia e são resolvidas por meio do fator de projeto e do fator de segurança, seja em termos determinísticos ou estatísticos. A abordagem estatística trata da confiabilidade do projeto e requer dados estatísticos adequados.

 

2 Materiais

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54    Elementos de máquinas de Shigley: projeto de engenharia mecânica

A seleção de um material para uma peça de máquina ou membro estrutural é uma das decisões mais importantes que o desenhador deve tomar. Normalmente, a decisão é tomada antes de as dimensões da peça serem estabelecidas. Após escolher o processo de criação da geometria desejada, bem como o material a ser empregado (os dois não podem estar divorciados), o desenhador pode dar proporções ao componente de modo que impeça perda de função ou que a chance de perda de função possa ser mantida em um nível de risco aceitável.

Nos Capítulos 3 e 4 são apresentados métodos para estimar tensões e deflexões de elementos de máquina. Essas estimativas se baseiam nas propriedades do material do qual o elemento será feito. Por exemplo, para avaliações de deflexões e de estabilidade, são necessárias as propriedades elásticas (rigidez) do material e para cálculo da tensão em um ponto crítico em um elemento de máquina é necessária uma comparação com a resistência do material nesse ponto em dada geometria e condição de uso. Essa resistência é uma propriedade do material encontrada por meio de testes e, quando necessário, é ajustada à geometria e à condição de uso.

 

3 Análise de cargas e tensões

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Um dos principais objetivos deste livro é descrever como os componentes de máquina específicos funcionam, assim como desenhá-los e especificá-los de modo que funcionem de maneira segura e sem falhas estruturais. Embora a discussão anterior tenha descrito resistência estrutural em termos de carga ou tensão versus resistência, falha de função por razões estruturais pode surgir de outros fatores tais como deformações ou deflexões excessivas.

Aqui, pressupõe-se que o leitor tenha completado cursos básicos em estática de corpos rígidos e mecânica dos materiais e esteja bem familiarizado com a análise de cargas e tensões e deformações associadas aos estados de carga básica de elementos prismáticos simples. Neste capítulo, bem como no Capítulo 4, revisaremos e extenderemos esses tópicos brevemente. Derivações complestas não serão apresentadas e pede-se ao leitor que reveja livros-texto básicos e notas sobre este assunto.

Este capítulo começa como uma revisão sobre equilíbrio e diagramas de corpo livre associados a componentes transmissores de carga. Deve-se compreender a natureza das forças antes de tentar realizar uma análise ampla das tensões ou deflexões de um componente mecânico. Uma ferramenta extremamente útil para lidar com carregamento descontínuo de estruturas emprega funções de singularidade ou de Macaulay. Funções de singularidade são descritas na Seção 3–3 conforme aplicadas a forças de cisalhamento e momentos flexores. No Capítulo 4, o uso de funções de singularidade será expandido para mostrar o real poder delas no tratamento de deflexões de geometria complexa e problemas estaticamente indeterminados.

 

4 Deflexão e rigidez

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168    Elementos de máquinas de Shigley: projeto de engenharia mecânica

Todos os corpos reais deformam sob carga, elástica ou plasticamente. Um corpo pode ser suficientemente insensível à deformação que a presunção de rigidez não afeta a análise o suficiente para justificar um tratamento de corpo não rígido. Se se provar posteriormente que a deformação do corpo não é desprezível, então declarar rigidez foi uma decisão inadequada, e não uma hipótese inadequada. Uma corda de fio trançado é flexível, porém, sob tração ela pode ser robustamente rígida e distorcer enormemente sob tentativas de carregamento de compressão. O mesmo corpo pode ser tanto rígido como não rígido.

A análise de deflexões aparece em situações de desenho (ou projeto) de muitas maneiras.

Um anel de pressão ou de retenção deve ser suficientemente flexível para ser flexionado sem experimentar deformação permanente e poder ser montado com outras peças; posteriormente, ele deve ser rígido o suficiente para manter as peças montadas juntas. Em uma transmissão, as engrenagens devem ser sustentadas por um eixo rígido. Se o eixo flexionar em demasia, isto é, se ele for muito flexível, os dentes das engrenagens não irão engrazar de forma apropriada e o resultado será impacto excessivo, ruído, desgaste excessivos e falha precoce. Ao laminar aço em chapas ou aço em tiras até uma espessura prescrita, os rolos devem ser coroados, isto é, curvados, de modo que o produto acabado será de espessura uniforme. Portanto, para desenhar os rolos é necessário saber exatamente quanto flexionarão quando uma chapa de aço for laminada entre eles. Às vezes elementos mecânicos devem ser desenhados para ter uma determinada característica de força-deflexão. O sistema de suspensão de um automóvel, por exemplo, deve ser projetado dentro de um intervalo muito estreito para alcançar uma frequência de vibração ótima para todas as condições de carregamento do veículo, pois o corpo humano se sente confortável apenas em um intervalo limitado de frequências.

 

5 Falhas resultantes de carregamento estático

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232    Elementos de máquinas de Shigley: projeto de engenharia mecânica

No Capítulo 1 aprendemos que resistência é uma propriedade ou característica de um elemento mecânico. Essa propriedade resulta da identidade do material, do tratamento e processamento incidental para criar sua geometria e do carregamento, e está na localização de controle ou crítica.

Além de considerarmos a resistência de uma única peça, devemos estar cientes de que as resistências de peças produzidas em massa serão sempre algo diferentes de outras na coleção ou no conjunto por causa das variações em dimensões, usinagem, conformação e composição. Descritores de resistência são necessariamente estatísticos por natureza, envolvendo parâmetros tais como média e desvios padrão e identificação distribucional.

Carga estática é uma força estacionária ou momento aplicado a um membro. Para ser estacionária, a força ou momento deve ser imutável em magnitude, ponto ou pontos de aplicação e direção. Uma carga estática pode produzir tração axial ou compressão, uma carga de cisalhamento, uma carga de flexão, uma carga torcional, ou qualquer combinação dessas. Para ser considerada estática, a carga não pode mudar de maneira alguma.

 

6 Falha por fadiga resultante de carregamento variável

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284    Elementos de máquinas de Shigley: projeto de engenharia mecânica

No Capítulo 5 consideramos a análise e o projeto de peças sujeitas a carregamento estático.

O comportamento de peças de máquina é inteiramente diferente quando estão sujeitas a carregamento variando no tempo. Neste capítulo examinaremos como as peças falham sob carregamento variável e como dimensioná-las para resistir com sucesso a tais condições.

6–1 Introdução à fadiga em metais

Na maioria dos ensaios das propriedades dos materiais que se relacionam ao diagrama tensão-deformação, a carga é aplicada gradualmente, para dar tempo suficiente para a deformação se desenvolver plenamente. Além disso, o espécime é experimentado até a destruição, e assim as tensões são aplicadas somente uma vez. Ensaio desse gênero é aplicável, ao que conhecemos como condições estáticas; tais condições aproximam-se estritamente das condições reais às quais muitos membros estruturais e de máquina estão sujeitos.

Frequentemente aparece, contudo, a condição em que as tensões variam com o tempo ou flutuam entre diferentes níveis. Por exemplo, uma fibra particular na superfície de um eixo rodando, sujeita à ação de cargas de flexão, passa por ambos, tração e compressão, em cada revolução do eixo. Se o eixo é parte de um motor elétrico rodando a 1 725 rev/min, a fibra é tensionada em tração e compressão 1 725 vezes a cada minuto. Se, além disso, o eixo é também carregado axialmente (como seria, por exemplo, por uma engrenagem helicoidal ou sem fim), uma componente axial da tensão é superposta à componente de flexão. Nesse caso, alguma tensão sempre está presente em qualquer fibra, mas agora o nível de tensão é flutuante. Esses e outros gêneros de carregamento ocorrendo em membros de máquina produzem tensões que são chamadas tensões variáveis, repetidas, alternantes ou flutuantes.

 

7 Eixos e componentes de eixo

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374    Elementos de máquinas de Shigley: projeto de engenharia mecânica

7–1 Introdução

O eixo é um membro rotativo, usualmente de seção transversal circular, usado para transmitir potência ou movimento. Ele provê o áxis de rotação, ou oscilação, de elementos tais como engrenagens, polias, volantes, manivelas, rodas dentadas e similares, e controla a geometria de seus movimentos. O eixo fixo é um membro não rotativo que não transmite torque e é usado para suportar rodas girantes, polias e similares. O eixo automotivo não é um eixo fixo verdadeiro; o termo é subsistente da era de cavalo e charrete, quando as rodas giravam em membros não rotativos. O eixo não rotativo pode prontamente ser desenhado e analisado como uma viga estática, e não receberá a atenção especial dada neste capítulo a eixos rotativos que estão sujeitos a carregamento de fadiga.

Não há realmente nada único em relação a um eixo que requeira qualquer tratamento especial além dos métodos básicos já desenvolvidos em capítulos anteriores. Contudo, por causa da ubiquidade do eixo em tantas aplicações de desenho de máquinas, existe alguma vantagem em dar ao eixo e seu desenho uma inspeção mais próxima. Um desenho completo de eixo tem muita interdependência como desenho dos componentes. O próprio desenho da máquina ditará que certas engrenagens, polias, mancais e outros elementos terão sido pelo menos parcialmente analisados e seus tamanhos e espaçamentos tentativamente determinados. O Capítulo 18 apresenta um estudo de caso completo de uma transmissão de potência, focando no processo global de desenho. Neste capítulo, detalhes do eixo serão examinados incluindo o seguinte:

 

8 Parafusos, fixadores e o desenho de junções não permanentes

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422    Elementos de máquinas de Shigley: projeto de engenharia mecânica

O parafuso de rosca helicoidal foi sem dúvida uma invenção mecânica extremamente importante. Ele é a base dos parafusos de potência, que transformam o movimento angular em movimento linear para transmitir potência ou desenvolver grandes forças (prensas, macacos etc.), e os fixadores rosqueados, um elemento importante em junções não permanentes.

Este livro pressupõe um conhecimento dos métodos elementares de fixação. Métodos típicos de fixação ou de união de peças usam tais dispositivos como parafusos de porca, porcas, parafusos rosqueados até a cabeça, parafusos de retenção, rebites, retentores de mola, dispositivos de travamento, pinos, chavetas, soldas e adesivos. Estudos dos desenhos de engenharia e dos processos do metal frequentemente incluem instruções de vários métodos de união, e a curiosidade de qualquer pessoa interessada em engenharia mecânica naturalmente resulta na aquisição de um bom conhecimento básico de métodos de fixação. Contrário às primeiras impressões, o assunto é um dos mais interessantes em todo o campo de projeto (desenho) mecânico.

 

9 Soldagem, união e o desenho de junções permanentes

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484    Elementos de máquinas de Shigley: projeto de engenharia mecânica

A forma pode mais prontamente desempenhar a função com a ajuda de processos de união, tais como soldagem, brasagem, fusão de liga de baixa fusão, cementação e colagem

– processos que são hoje usados extensivamente em manufatura. Sempre que partes tiverem de ser montadas ou fabricadas, existe usualmente um bom motivo para considerar um desses processos em trabalho preliminar de desenho. Particularmente quando as seções a serem unidas são finas, um desses métodos pode levar a uma economia significativa. A eliminação de fixadores individuais, com seus orifícios e custos de montagem, é um fator importante. Dessa forma alguns desses métodos permitem também rápida montagem em máquina, promovendo a atratividade deles.

Junções rebitadas permanentes foram comuns como meio de prender perfis laminados de aço, um ao outro, para formar uma junção permanente. A fascinação infantil de ver um rebite quente vermelho-cereja lançado com tenazes através de um esqueleto de edifício para ser infalivelmente agarrado por uma pessoa com uma caçamba cônica, e ser martelado pneumaticamente em sua forma final, é tudo menos esgotada. Dois desenvolvimentos relegaram rebitagem a menor proeminência. O primeiro foi o desenvolvimento de parafusos de porca de aço de alta resistência, cuja pré-carga podia ser controlada.

 

10 Molas mecânicas

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526    Elementos de máquinas de Shigley: projeto de engenharia mecânica

Quando um desenhador deseja rigidez, deflexão desprezível é uma aproximação aceitável, contanto que não comprometa a função. A flexibilidade é algumas vezes necessária e é com frequência fornecida por corpos metálicos com a geometria controlada engenhosamente.

Esses corpos podem exibir flexibilidade no grau que o desenhador busca. Tal flexibilidade pode ser linear ou não linear ao relacionar deflexão e carga. Esses dispositivos permitem a aplicação controlada da força ou do torque; o armazenamento e a liberação da energia pode ser um outro objetivo. A flexibilidade permite distorção temporária para acesso e restauração imediata da função. Por causa do valor da maquinária para os desenhadores, as molas têm sido intensamente estudadas; além disso, são produzidas em grandes quantidades (por isso, custam pouco) e configurações engenhosas foram encontradas para uma variedade de aplicações desejadas. Neste capítulo, discutiremos os tipos de molas mais usados, suas relações paramétricas necessárias e seus desenhos.

 

11 Mancais de contato rolante

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576    Elementos de máquinas de Shigley: projeto de engenharia mecânica

Os termos mancal de contato com rolamento, mancais antifricção e mancais de rolamento são utilizados para descrever aquela classe de mancal na qual a carga principal é transferida por elementos em contato rolante em lugar de contato de deslizamento. Em um mancal de rolamento, a fricção de partida é cerca de duas vezes a de funcionamento, porém ainda assim insignificante em comparação com a fricção de partida de um mancal de manga. Carga, velocidade e a viscosidade de operação do lubrificante afetam as características friccionais de um mancal de rolamento. É, provavelmente, um erro descrever um mancal de rolamento como de “antifricção”, porém o termo é utilizado de forma generalizada na indústria.

Do ponto de vista do desenhador mecânico, o estudo de mancais antifricção difere em vários aspectos se comparado ao estudo dos outros tópicos, uma vez que os mancais especificados já foram projetados anteriormente. O especialista em desenho de mancais antifricção confronta-se com o problema de desenhar um grupo de elementos que compõe um mancal de rolamento: estes elementos devem ser desenhados para caber em um espaço cujas dimensões são especificadas; eles devem ser desenhados para receber uma carga que possui certas características e, finalmente, devem ser desenhados para ter uma vida satisfatória quando operados sob condições especificadas. Especialistas em mancais devem, portanto, considerar matérias como carregamento de fadiga, fricção, calor, resistência à corrosão, problemas cinemáticos, propriedades do material, lubrificação, tolerâncias de usinagem, montagem, uso e custo. A partir da consideração de todos esses fatores, especialistas em mancais chegam a um compromisso que, em seus julgamentos, representa uma boa solução para o problema, como enunciado.

 

12 Lubrificação e mancais de deslizamento

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624    Elementos de máquinas de Shigley: projeto de engenharia mecânica

O objetivo da lubrificação é reduzir a fricção, o desgaste e aquecimento de partes de máquinas que se movem em relação umas às outras. Um lubrificante é qualquer substância que, quando inserida entre superfícies que se movem, alcança esses propósitos. Em um mancal de deslocamento (manga), um eixo, ou munhão, roda ou oscila dentro da manga, ou bucha, e o movimento relativo é de deslizamento. Em um mancal antifricção, o movimento relativo principal é o rolamento. Um seguidor pode rolar ou deslizar no came. Os dentes de engrenagem unem-se entre si por uma combinação de rolamento e deslizamento. Pistões deslizam dentro de seus cilindros. Todas essas aplicações requerem lubrificação para reduzir a fricção, o desgaste e aquecimento.

O campo de aplicação dos mancais de munhão é imenso. O eixo de manivela (virabrequim) e os mancais dos eixos de conexão (biela) de um motor de automóvel devem operar por milhares de quilômetros, a temperaturas elevadas e sob condições de carga variante. Os mancais de deslizamento usados em turbinas de vapor de estações de geração de potência têm confiabilidade aproximando-se de 100%. No outro extremo, existem milhares de aplicações nas quais as cargas são leves e o serviço relativamente sem importância: é requerido um mancal simples, facilmente instalável, usando pouca ou nenhuma lubrificação. Em tais casos, um mancal antifricção pode ser uma má resposta por causa do custo, dos recintos elaborados, das tolerâncias apertadas, do espaço radial requerido, das velocidades elevadas ou dos efeitos inerciais aumentados. Em vez disso, um mancal de náilon não requerendo lubrificação, um mancal de metalurgia do pó com lubrificação incorporada, ou ainda um mancal de bronze com oleação de anel, alimentação de pavio ou filme lubrificante sólido, ou lubrificação de graxa, podem ser uma solução muito satisfatória. Desenvolvimentos recentes de metalurgia em materiais de mancal, combinados com o conhecimento ampliado do processo de lubrificação, tornam possível hoje desenhar mancais de munhão com vidas satisfatórias e muito boa confiabilidade.

 

13 Engrenagens – Geral

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680    Elementos de máquinas de Shigley: projeto de engenharia mecânica

Este capítulo trata a geometria das engrenagens, as relações cinemáticas e as forças transmitidas pelos quatro tipos principais de engrenagens: retas, helicoidais, cônicas e sem-fim.

As forças transmitidas entre engrenagens engrazadas suprem momentos torcionais a eixos para gerar movimento e transmissão de potência, e criam forças e momentos que afetam o eixo e seus mancais. Os dois próximos capítulos considerarão tensão, resistência, segurança e confiabilidade dos quatro tipos de engrenagens.

13–1

Tipos de engrenagens

Engrenagens cilíndricas de dentes retos, ilustradas na Figura 13–1, possuem dentes paralelos ao eixo de rotação e são utilizadas para transmitir movimento de um eixo a outro eixo, paralelo ao primeiro. De todos os tipos, a engrenagem cilíndrica de dentes retos é a mais simples e, por essa razão, utilizada para desenvolver as relações cinemáticas primárias na forma de dente.

Engrenagens helicoidais, mostradas na Figura 13–2, possuem dentes inclinados com relação ao eixo de rotação. Elas podem ser usadas nas mesmas aplicações que as engrenagens de dentes retos e, quando assim utilizadas, não são tão barulhentas, devido ao engajamento mais gradual dos dentes durante o engrazamento. O dente inclinado também cria forças axiais e conjugados de flexão, que não estão presentes no caso de dentes retos. Algumas vezes engrenagens helicoidais são utilizadas para transmitir movimento entre eixos não paralelos.

 

14 Engrenagens cilíndricas de dentes retos e engrenagens cilíndricas helicoidais

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740    Elementos de máquinas de Shigley: projeto de engenharia mecânica

Este capítulo destina-se primariamente à análise e desenho (projeto) de engrenagens cilíndricas de dentes retos e engrenagens helicoidais que resistam à falha por flexão dos dentes, bem como à falha por crateramento (formação de cavidades) nas superfícies do dente. A falha por flexão ocorrerá quando a tensão significativa do dente igualar ou exceder à resistência ao escoamento ou a resistência de endurança à flexão (limite de resistência à fadiga por flexão). Falha superficial ocorre quando a tensão significativa de contato iguala ou excede a resistência de endurança superficial. As duas primeiras seções apresentam uma pequena história de análises com base nas quais se desenvolveu a metodologia corrente.

A American Gear Manufacturers Association1 (AGMA) foi, por muitos anos, a autoridade responsável pela disseminação de conhecimento pertinente ao desenho e análise de engrenagens. Os métodos que essa organização apresenta estão em uso geral nos Estados

 

15 Engrenagens cônicas e sem-fim

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792    Elementos de máquinas de Shigley: projeto de engenharia mecânica

A American Gear Manufacturers Association (AGMA) estabeleceu as padronizações para a análise e desenho dos vários tipos de engrenagens cônicas e engrenagens sem-fim. O

Capítulo 14 foi uma introdução aos métodos da AGMA para engrenagens cilíndricas de dentes retos e engrenagens helicoidais. A AGMA também estabeleceu métodos similares para outros tipos de engrenamentos, todos seguindo o mesmo procedimento geral.

15–1

Engrenamento cônico – Geral

As engrenagens cônicas podem ser classificadas como se segue:

Engrenagens cônicas de dentes retos.

Engrenagens cônicas espirais.

Engrenagens cônicas Zerol.

Engrenagens hipoides.

Engrenagens espiroides.

Uma engrenagem cônica de dentes retos foi ilustrada na Figura 13–35. Ela é utilizada geralmente para velocidades na linha primitiva de até 1 000 ft/min (5 m/s), quando o nível de ruído não é considerado importante. Estão disponíveis em muitos tamanhos comerciais e são menos custosas de produzir que outras engrenagens cônicas, especialmente em pequenas quantidades.

 

16 Embreagens, freios, acoplamentos e volantes

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832    Elementos de máquinas de Shigley: projeto de engenharia mecânica

Este capítulo diz respeito a um grupo de elementos usualmente associados com rotação que têm em comum a função de armazenar e/ou transferir energia rotacional. Por causa dessa similaridade de função, embreagens, freios, acoplamentos e volantes são tratados em conjunto neste livro.

Uma representação dinâmica simplificada de uma embreagem de atrito ou freio é mostrada na Figura 16–1a. Duas inércias I1 e I2 movendo-se nas velocidades angulares !1 e !2, uma das quais podendo ser zero, como no caso dos freios, devem ser levadas à mesma velocidade por meio do acoplamento da embreagem ou freio. Ocorre deslizamento uma vez que os dois elementos estão rodando a diferentes velocidades e é dissipada energia durante acionamento, resultando em um aumento de temperatura. Ao analisarmos o desempenho desses aparatos estaremos interessados em:

1

2

3

4

Força de acionamento.

Torque transmitido.

Perda de energia.

Aumento de temperatura.

O torque transmitido está relacionado à força atuante, ao coeficiente de atrito (fricção) e à geometria da embreagem ou do freio. Esse é um problema de estática que deve ser estudado separadamente para cada configuração geométrica. Porém, o aumento de temperatura está relacionado à perda de energia e pode ser estudado sem atender ao tipo de freio ou embreagem, uma vez que a geometria de interesse é aquela das superfícies dissipativas de calor.

 

17 Elementos mecânicos flexíveis

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886    Elementos de máquinas de Shigley: projeto de engenharia mecânica

Correias, cordas, correntes e outros similares elásticos ou elementos de máquinas flexíveis são utilizados em sistemas de transporte e na transmissão de potência sobre distâncias comparativamente grandes. Frequentemente se empregam esses elementos como substitutos de engrenagens, eixos, mancais ou outros dispositivos relativamente rígidos de transmissão de potência. Em muitos casos, seu uso simplifica o desenho de uma máquina e reduz o custo substancialmente.

Além disso, uma vez que esses elementos são elásticos e usualmente bastante compridos, desempenham um papel bastante importante em absorver cargas de choque e em amortecer e isolar os efeitos de vibração. Essa é uma vantagem importante no que concerne à vida de máquinas.

A maior parte dos elementos flexíveis não possui uma vida infinita. Quando eles são utilizados, é importante estabelecer um cronograma de inspeção para salvaguardar contra o desgaste, envelhecimento e perda de elasticidade. Esses elementos devem ser trocados ao primeiro sinal de deterioração.

 

18 Estudo de caso de transmissão de potência

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940    Elementos de máquinas de Shigley: projeto de engenharia mecânica

Transmitir potência a partir de uma fonte, como um motor de combustão interna ou motor elétrico, através de uma máquina com uma atuação de saída é uma das tarefas mais comuns das máquinas. Um modo eficiente de transmitir potência é por meio do movimento rotativo de um eixo que é suportado por mancais. Engrenagens, polias de correia ou rodas dentadas de correntes podem ser incorporadas para proporcionar o torque e mudanças de velocidade entre eixos. A maioria dos eixos é cilíndrica (sólidos ou ocos) e incluem diâmetros escalonados com espaçadores (mangas) para acomodar posicionamento e suporte para mancais, engrenagens etc.

O desenho de um sistema para transmitir potência requer atenção ao desenho e seleção de componentes individuais (engrenagens, mancais, eixo etc.). Contudo, como é frequente no caso de projeto, esses componentes não são independentes. Por exemplo, para que se desenhe o eixo para tensão e deflexão, é necessário que se conheçam as forças aplicadas. Se as forças são transmitidas por meio de engrenagens, é necessário conhecer as especificações dessas a fim de que se determinem as forças que serão transmitidas ao eixo. Porém, engrenagens de estoque são oferecidas com certos tamanhos de furo, requerendo que se tenha conhecimento do diâmetro do eixo necessário. Não constitui, portanto, surpresa o fato de o processo de desenho ser interdependente e iterativo, porém, por onde o desenhador deve começar?

 

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