33 capítulos
Medium 9788536324999

8. Alterações cromossômicas estruturais

Maluf, Sharbel Weidner Grupo A - Artmed PDF

Capítulo 8

Rafaella Mergener

Luciane Bitelo Ludwig

Sharbel Weidner Maluf

Alterações cromossômicas estruturais

Introdução

O desenvolvimento de técnicas de bandeamento cromossômico, como a técnica de bandas G, que permite identificar cada um dos 24 cromossomos humanos e detectar qualquer alteração em sua estrutura, representou um grande avanço para a citogenética clínica. As alterações na estrutura dos cromossomos podem ser balanceadas, ou seja, sem perda nem ganho de material genético, com significado fenotípico, ou não balanceadas. As alterações cromossômicas estruturais, assim como as numéricas, podem ocorrer em todas as células do paciente, ou em mosaico, atingindo apenas uma parte das células.

As alterações cromossômicas estruturais podem aparecer em neonatos com dismorfias ou problemas neurológicos, quando existe perda ou ganho de material genético, mas muitas vezes o portador de uma alteração estrutural não manifesta alterações clínicas. Entretanto, podem surgir consequências como a infertilidade ou uma prole com possibilidade de apresentar problemas genéticos. Isto é explicado pela segregação dos cromossomos anormais após o pareamento na meiose I. A nomenclatura utilizada nos exemplos deste capítulo está baseada no Sistema Internacional de

Ver todos os capítulos
Medium 9788536324999

22. Diagnóstico citogenético das síndromes mieloproliferat ivas crônicas

Maluf, Sharbel Weidner Grupo A - Artmed PDF

Capítulo 22

Maria de Lourdes L. F. Chauffaille

Diagnóstico citogenético das síndromes mieloproliferativas crônicas

Introdução

As síndromes mieloproliferativas crônicas são doenças clonais de célula­‑tronco hematopoiética nas quais há proliferação aumentada das séries mieloides com maturação eficaz, o que leva a leucocitose no sangue periférico, aumento da massa eritrocitária ou trombocitose. Várias destas síndromes progridem para fibrose medular ou transformação leucêmica.1

De acordo com a classificação da Organização

Mundial de Saúde (OMS), as neoplasias mieloproliferativas englobam várias doenças, tais como leucemia mieloide crônica (LMC), policitemia vera, mielofibrose primária, trombocitemia essencial, leucemia eosinofílica crônica, mastocitose e neoplasia mieloproliferativa inclassificável. A seguir, são descritas a policitemia vera, a mielofibrose, a trombocitemia essencial e a leucemia eosinofílica crônica.

A doença cursa com três fases: a fase prodrômica ou pré­‑policitêmica, inicial, na qual há apenas eritrocitose discreta ou limítrofe; a fase pletórica, com a sintomatologia descrita anteriormente; e a fase tardia, de esgotamento ou consumo, na qual há fibrose medular e as queixas são de fraqueza pela anemia e desconforto abdominal pela esplenomegalia evidente.1,2

Ver todos os capítulos
Medium 9788536324999

26. Citogenética de tumores sólidos

Maluf, Sharbel Weidner Grupo A - Artmed PDF

Capítulo 26

Silvia Toledo

Citogenética de tumores sólidos

Introdução

A citogenética teve um grande impacto em diversos aspectos das ciências básica e médica, incluindo a genética clínica e de, forma muito importante, a hematologia e a patologia. Há aproximadamente cem anos foram descritas alterações do fuso mitótico e da divisão celular em neoplasias humanas, mas os primeiros estudos cromossômicos só aconteceram na década de 1960 com o desenvolvimento de metodologias que possibilitaram o cultivo e a interrupção das células mitóticas, permitindo, assim, as primeiras observações das alterações cariotípicas presentes nas células neoplásicas. No entanto, somente no início dos anos de 1970 é que começou a ocorrer um refinamento dos estudos cromossômicos, com o desenvolvimento das metodologias de bandeamento cromossômico (bandas Q, G e R), o que permitiu realmente que os cromossomos envolvidos nessas alterações fossem identificados e, mais do que isso, que as alterações estruturais tivessem seus pontos de quebra revelados com precisão. Todos esses eventos permitiram que fossem investigadas as correlações entre cariótipo e fenótipo de um grande número de doenças, incluindo as neoplasias.

Ver todos os capítulos
Medium 9788536324999

20. Diagnóstico citogenético da leucemia mieloide aguda

Maluf, Sharbel Weidner Grupo A - Artmed PDF

208

Capítulo 20

Maria de Lourdes L. F. Chauffaille

Diagnóstico citogenético da leucemia mieloide aguda

Introdução

A leucemia mieloide aguda (LMA) é caracterizada pela proliferação de mieloblastos anormais. Exposição a benzeno, radiação ionizante e tratamento com agentes alquilantes ou outras drogas citotóxicas podem causar LMA.

Ela ocorre mais habitualmente em indivíduos adultos, e sua frequência aumenta com a idade, até que, acima dos 45 anos, corresponde a

90 a 95% do total de leucemias agudas.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por análise do hemograma, mielograma, imunofenotipagem, estudo cromossômico dos blastos (cariótipo) e análises moleculares.

A classificação da Organização Mundial da

Saúde (OMS) considera como critério diagnóstico de LMA a infiltração da medula óssea (MO) por 20% ou mais de mieloblastos, levando em consideração os aspectos genéticos e moleculares, além de história prévia de mielodisplasia (Tabela 20.1). Daí a razão de, além de examinar morfologicamente os mieloblastos, proceder­‑se à imunofenotipagem e

Ver todos os capítulos
Medium 9788536324999

16. Troca entre cromátides‑irmãs

Maluf, Sharbel Weidner Grupo A - Artmed PDF

Capítulo 16

Pamela Brambilla Bagatini

Sharbel Weidner Maluf

Troca entre cromátides­‑irmãs

As trocas entre cromátides­‑irmãs (SCEs, de sister chromatid exchange) representam manifestações citológicas de permutas entre produtos de replicação do DNA, em loci homó­logos das cromátides­‑irmãs de um cromossomo duplicado.1 O processo de troca envolve quebras na cadeia de DNA e posterior reunião.2

O emprego desse teste na avaliação de respostas citogenéticas a exposições químicas é comum,3 e excelentes relações dose­‑resposta de vários agentes químicos têm sido estabelecidas em uma grande variedade de experimentos in vitro e in vivo, em humanos e animais de laboratório.1

Diferentes eficiências de indução a danos no DNA são observadas durante a ação de cada agente testado, e cada tipo de lesão gerada parece ser processado diferentemente pela célula, resultando em tipos diferenciados de dano.4 As variáveis capazes de influenciar a indução de SCEs incluem o tipo de célula estudada, a habilidade inerente ao organismo testado de metabolizar o agente em questão, a exposição prévia e/ou concomitante do sistema testado a outros agentes, e o tempo em que as células do sistema testado são expostas no ciclo.5 Determinados quimioterápicos, drogas antineoplásicas, infecções bacterianas e virais, doenças crônicas e malignidades

Ver todos os capítulos

Visualizar todos os capítulos