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Parte 4 | Capítulo 5 - Promoção da Saúde no Âmbito Escolar: A Estratégia Escola Promotora de Saúde

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Capítulo

A Promoção da Saúde no Âmbito Escolar:

A Estratégia Escola Promotora de Saúde

5

Cláudia Maria Bógus

Marcia Faria Westphal

Rosilda Mendes

Kátia Ferreira dos Santos

A Promoção da Saúde, como vem sendo entendida nos últimos 25 anos, é uma estratégia para enfrentar os múltiplos problemas que afetam o bem-estar das populações humanas e o ambiente em que elas vivem.

O termo, associado a um conjunto de valores como qualidade de vida, equidade, cidadania e participação, refere-se a uma combinação de estratégias, com a ideia de responsabilização múltipla pelos problemas de saúde, assim como pela proposição de soluções.

Os campos de atuação da Promoção da Saúde apresentados na Carta de Ottawa de 1986 são: elaboração e implementação de políticas públicas saudáveis; criação de ambientes favoráveis à saúde; fortalecimento da ação comunitária; desenvolvimento de habilidades individuais e reorientação dos sistemas e serviços de saúde.

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Parte 5 | Capítulo 6 - A Construção de um Programa de Educação Nutricional para Mulheres Hipertensas

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Capítulo

6

A Construção de um Programa de Educação

Nutricional para Mulheres Hipertensas

Giseli Cristina Galati

Rosa Wanda Diez-Garcia

Emília Heráclito Rego

PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO NUTRICIONAL COMO ESTRATÉGIA PARA

PROMOÇÃO DE PRÁTICAS ALIMENTARES SAUDÁVEIS

Atualmente vivenciamos um processo desafiador marcado por mudanças no estilo de vida, crescimento da urbanização, aumento da expectativa de vida e, com isso, fatores de risco de saúde que levam a alterações metabólicas importantes, resultando em um aumento da prevalência de doenças cardiovasculares e outras doenças crônicas como: diabetes melito, hipertensão arterial sistêmica, dislipidemias, obesidade, câncer, entre outras cuja etiologia está relacionada com a alimentação.1,2 Diante desse atual contexto, a promoção de práticas alimentares saudáveis e a prevenção e o controle dos distúrbios nutricionais são propósitos evidenciados na Política Nacional de Alimentação e Nutrição

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Parte 2 | Capítulo 1 - Políticas Públicas como Norteadoras das Ações em Nutrição

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Capítulo

Políticas Públicas como Norteadoras das Ações em Nutrição

1

Ana Beatriz Pinto de Almeida Vasconcellos

POR QUE OS GUIAS ALIMENTARES SERVEM PARA ORIENTAR PROGRAMAS

E AÇÕES EDUCATIVAS DESCENTRALIZADOS?

A saúde é reconhecida como um direito humano fundamental e essencial para o desenvolvimento social e econômico. A alimentação e nutrição são requisitos básicos para a promoção e proteção à saúde das pessoas e para a segurança alimentar e nutricional dos países. O Estado brasileiro, ao optar por um modelo de segurança alimentar e nutricional, incluiu a alimentação adequada como direito humano fundamental e indispensável à realização dos direitos consagrados na Constituição Federal, estabelecendo como uma de suas diretrizes a promoção da intersetorialidade das ações e políticas públicas (Brasil, 2006).

A Política Nacional de Alimentação e Nutrição, integrante do conjunto de políticas que conformam o Sistema Único de Saúde, e implementada de forma articulada ao Sistema de Segurança Alimentar e Nutricional, tem como propósito a garantia da qualidade dos alimentos colocados para consumo no país, a promoção de práticas alimentares saudáveis e a prevenção dos distúrbios nutricionais, bem como o estímulo às ações intersetoriais voltadas ao acesso universal aos alimentos (Brasil, 2003). O componente de intersetorialidade garante o potencial de universalidade das ações e a coerência com o cenário nutricional.

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Parte 5 | Capítulo 2 - Programa de Educação Nutricional com Grupo de Adolescentes: Problematização como Estratégia para Análise e Mudanças do Comportamento Alimentar

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Capítulo

2

Programa de Educação Nutricional com

Grupo de Adolescentes: Problematização como

Estratégia para Análise e Mudanças do Comportamento Alimentar

Érika Marafon Rodrigues-Ciacchi

Silvia Henrique de Campos

Este capítulo convida para uma reflexão sobre estratégias voltadas à Educação em Saúde, em especial à Educação Nutricional, bem como sobre as escolhas metodológicas que podem delinear o atendimento ao adolescente obeso, em duplo viés: o coletivo e o individual.

Para tanto, apresentaremos em destaque uma experiência de programa educativo1,2 que, por lidar com os conceitos de “aconselhamento dietético” e “problematização”, articulando-os entre si, priorizou as situações e os temas expostos pelos próprios adolescentes, que foram atendidos nos dois diferentes modelos de intervenção nutricional, dando origem à reflexão que será aqui apresentada, ao lado dos desdobramentos conceituais dessas categorias. O interesse pelo método da problematização, que supõe a ação transformadora por meio da construção autônoma e crítica do sujeito para o alcance de mudanças com elementos da própria realidade,3,4 veio ao encontro da necessidade de conhecer como os adolescentes se posicionam quando lhes é oferecida a oportunidade para expressarem suas percepções e experiências, e também pela urgência de estratégias do setor saúde que desvelem e compreendam práticas e valores que facilitam ou dificultam um comportamento alimentar seguro e prazeroso.

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Parte 3 | Capítulo 3 - Publicidade e as Práticas Alimentares

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Capítulo

3

A Publicidade e as Práticas Alimentares

Rosa Wanda Diez-Garcia

O interesse pela influência da publicidade nas práticas alimentares está voltado para dois aspectos: como difusora de recomendações sobre saúde, alimentação e nutrição e pelo atributo simbólico associado ao alimento como adjetivo ponderado nas escolhas alimentares.

Como difusora de recomendações, a publicidade apropria-se de fatos científicos para legitimar seus produtos e dar a eles um status que permite categorizá-los como saudáveis e, assim, recomendáveis. Repercute nas práticas alimentares porque, através de apelos, incute noções sobre saúde e alimentação, sobre o que “faz bem” e o que “faz mal”; enfim, funciona, de certo modo, como propagadora de recomendações dietéticas, sem entrar aqui no mérito da qualidade da informação.

A publicidade adensa a premissa acerca da existência de mecanismos homogeneizadores da alimentação (Contreras, 2005), nesse caso, pela difusão de produtos alimentares da indústria alimentícia e de informações técnico-científicas associadas aos produtos alimentícios, nos meios de comunicação.

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Parte 4 | Capítulo 9 - Abordagem Educacional nos Transtornos Alimentares

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Capítulo

Abordagem Educacional nos

Transtornos Alimentares

9

Rosane Pilot Pessa Ribeiro

Os transtornos alimentares (TA), entre eles a anorexia nervosa e a bulimia nervosa, são quadros psicopatológicos caracterizados por graves alterações do comportamento alimentar que afetam, predominantemente, adolescentes e adultos jovens do sexo feminino, podendo desencadear prejuízos de natureza tanto biológica como psicológica, bem como aumento da morbimortalidade. Por acometerem sobretudo indivíduos que se encontram em processo evolutivo, esses quadros acarretam riscos potenciais à consolidação de funções orgânicas essenciais e do amadurecimento de fatores estruturantes da personalidade, ameaçando o desenvolvimento biopsicossocial.

Considerando a intensidade e gravidade dos sintomas e suas consequências disruptivas no processo adaptativo desses indivíduos, o tratamento deve envolver a unidade paciente-família, e, dependendo da modalidade terapêutica, o atendimento deve ser individual e/ou grupal. Ainda, deve ser realizado por uma equipe multiprofissional e interdisciplinar atenta a todas as dimensões vitais envolvidas – clínicas, psicológicas e nutricionais. Assim como ocorre em outras condições crônicas de agravos à saúde, o conhecimento acumulado nessa área prescreve a necessidade de contarmos com o respaldo de um trabalho integrado por diferentes especialidades que promovam uma conjugação eficiente de saberes, articulados em torno de estratégias de intervenção diversificadas, em busca de metas minuciosamente traçadas para cada paciente. Desse somatório de esforços irão resultar o sucesso terapêutico e a manutenção dos resultados obtidos.1

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Parte 4 | Capítulo 8 - Aspectos Sensoriais da Alimentação em Programas de Educação Nutricional

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Capítulo

Aspectos Sensoriais da Alimentação em

Programas de Educação Nutricional

8

Hellen Daniela de Sousa Coelho

Maria Elisabeth Machado Pinto e Silva

PERCEPÇÃO SENSORIAL

A habilidade sensorial de crianças, adolescentes, adultos e idosos pode ser um dos fatores que reflete na seleção dos alimentos, e depende do sistema sensorial do corpo humano. Os cinco sentidos

– boca, olfato, tato, visão e audição – nos causam sensações que geram percepções do que se deve/ quer ou não consumir, produzindo estímulos positivos ou negativos para a ingestão das preparações alimentícias.

Elencar as razões da seleção do alimento a ser consumido é uma tarefa árdua, devido aos inúmeros fatores associados. Por exemplo, são apresentadas duas maçãs, uma que parece nova, vermelha, bonita, brilhante, sem machucados, a outra com aspecto de murcha, de um vermelho sem vida, com manchas escuras e vários machucados. A decisão da experimentação dessa fruta decorre de várias sensações, como a aparência, determinada pela visão, e o cheiro, pelo olfato, que despertam a vontade de seu consumo. Ao pegá-la, a resistência percebida da fruta dará a ideia de seu frescor, pelo sentido do tato.

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5 - Prevenção de Acidentes

CHIRMICI, Anderson; OLIVEIRA, Eduardo Augusto Rocha de Guanabara Koogan PDF

5

Prevenção de

Acidentes

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128  Introdução à Segurança e Saúde no Trabalho

Conceitos

A respeito de acidentes de trabalho, iniciaremos o assunto por meio de um breve contexto histórico.

Durante o século 19, os acidentes de trabalho eram considerados acontecimentos inesperados e traumáticos, quase decorrentes de uma obra do destino dentro do ambiente de trabalho e o trabalhador, carregava a culpa pelo acidente que ele próprio sofrera.

No Brasil, o conceito de acidente do trabalho é definido pela Lei no

8.213/1991, que dispõe sobre os planos de benefícios da Previdência Social.

Em seu Art. 19, define acidente de trabalho da seguinte maneira:

Acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço de empresa ou de empregador doméstico ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do art. 11 desta Lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.

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Apêndice | Código de Ética dos Técnicos de Segurança do Trabalho

CHIRMICI, Anderson; OLIVEIRA, Eduardo Augusto Rocha de Guanabara Koogan PDF

Apêndice | Código de Ética dos Técnicos de Segurança do Trabalho

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29/08/16 09:57

166  Introdução à Segurança e Saúde no Trabalho

O código de ética foi elaborado pela Federação Nacional dos Técnicos de

Segurança do Trabalho (Fenatest). O texto a seguir foi retirado na íntegra do site da Fenatest.

CÓDIGO DE ÉTICA DOS TÉCNICOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO

Considerando a intensificação do relacionamento do profissional na área da segurança do trabalho, sendo imperativo para a disciplina profissional, resolve adotar o código de ética do técnico em segurança do trabalho, elaborada pelos integrantes da Comissão de Ética e instituições representativas da categoria dos técnicos de segurança do trabalho, como indicativo provisório até a regulamentação do Conselho Federal dos Técnicos de Segurança do Trabalho. cc

Resolve

Art. 01 – Fica aprovado o anexo código de ética profissional do técnico de segurança do trabalho.

Art. 02 – A presente Resolução entra em vigor na data de sua aprovação.

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Parte 1 | Capítulo 2 - Ações Educativas, Programas e Políticas Envolvidos nas Mudanças Alimentares

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Capítulo

Ações Educativas, Programas e Políticas

Envolvidos nas Mudanças Alimentares

2

Inês Rugani Ribeiro de Castro

Luciana Maria Cerqueira Castro

Silvia Angela Gugelmim

Neste capítulo apresentamos alguns referenciais teóricos com o intuito de ampliar o entendimento não só da questão alimentar no contexto atual, mas também do escopo de ações que se faz necessário para a promoção de mudanças alimentares efetivas no âmbito das políticas públicas. Comentamos, em seguida, alguns aspectos da questão alimentar na atualidade e, por fim, sistematizamos algumas experiências de promoção de alimentação saudável acumuladas em diferentes realidades à luz das vertentes de ação apresentadas em um dos referenciais teóricos.

Partimos da nossa experiência como pesquisadoras, docentes e profissionais do campo da alimentação e nutrição em saúde coletiva, que tem apontado para a urgência de repensarmos e ampliarmos nossa forma de ver e agir em relação à questão alimentar. Nossa intenção é, em última instância, contribuir para uma reflexão sobre as possibilidades e os desafios das políticas públicas de alimentação e nutrição na perspectiva tanto da construção de um sistema alimentar comprometido com a sustentabilidade ambiental e com a justiça social quanto do reposicionamento da alimentação como uma prática plena de sentido no âmbito da vida cotidiana.

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Parte 6 | Capítulo 5 - Indicadores Bioquímicos para Acompanhamento Nutricional em Ambulatórios

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Capítulo

5

Indicadores Bioquímicos para

Acompanhamento Nutricional em Ambulatórios

Andresa Marques de Mattos

Paula Garcia Chiarello

Os exames bioquímicos são atualmente ferramentas indispensáveis na avaliação diagnóstica do estado nutricional e, em alguns casos, também para monitoramento dos retornos ambulatoriais, oferecendo subsídios para estimar a eficácia da intervenção dietética e de modificações em estilo de vida. Este capítulo foi preparado com o enfoque no atendimento nutricional ambulatorial, seguindo duas premissas básicas: 1. de que os testes bioquímicos são parte integrante do grupo de exames disponíveis para a avaliação global do estado nutricional e 2. de que o uso aqui discutido e recomendado pode ser utilizado nas consultas nutricionais em ambulatórios, considerando as especificidades mais comuns desse tipo de atendimento. Esta seção contempla a avaliação diagnóstica e, nos casos em que se aplica, o monitoramento, da desnutrição proteico-calórica e de carências em micronutrientes, das doenças crônicas consideradas na síndrome metabólica, na doença renal crônica e das anemias nutricionais. Não foram aqui incluídas, obviamente, as condições e doenças em que os testes bioquímicos perdem sua capacidade de traduzir o estado nutricional.

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3 - Principais Conceitos e Noções Aplicáveis à Segurança do Trabalho

CHIRMICI, Anderson; OLIVEIRA, Eduardo Augusto Rocha de Guanabara Koogan PDF

3

Principais Conceitos e Noções Aplicáveis à

Segurança do Trabalho

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12/09/16 15:14

40  Introdução à Segurança e Saúde no Trabalho

Riscos ocupacionais

Em nosso dia a dia, nos deparamos com diversas situações nas quais o conceito de risco é facilmente perceptível. Ao aguardarmos, por exemplo, a chegada do metrô em uma plataforma, temos o sentimento de que, se nos aproximarmos muito do limite da plataforma, indo além da linha amarela de segurança demarcada no chão, estaremos expostos ao perigo. Trata-se da conhecida sensação de risco iminente.

Sabemos, por exemplo, que devemos ter cautela ao manusear uma faca na cozinha. É muito fácil perceber que qualquer descuido poderá provocar um ferimento potencialmente grave.

Os casos citados são exemplos de riscos a que podemos nos expor em nossas residências e em nosso cotidiano. No trabalho, ao exercer uma profissão, não é diferente; esses riscos em específico – aqueles relacionados ao exercício das atividades profissionais – serão denominados riscos ocupacionais ou riscos ambientais.

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Parte 4 | Capítulo 4 - Desafios do Campo da Alimentação e Nutrição na Atenção Básica

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Capítulo

Desafios do Campo da Alimentação e

Nutrição na Atenção Básica

4

Maria Angélica Tavares de Medeiros

As ações de alimentação e nutrição relativas à saúde coletiva vêm ganhando terreno no complexo cenário epidemiológico dos anos 2000, sobretudo no que se refere às medidas de promoção da saúde.

Nesse sentido, a Atenção Básica, como porta de entrada dos serviços públicos, é o local por excelência para a realização dessas ações.

A criação do Sistema Único de Saúde (SUS) em 1988, regulamentado em 1990 (Lei n.o 8.080/90 e Lei n.o 8.142/90), momento em que o Estado assume a responsabilidade de assegurar o direito à saúde, é o ponto de partida para a definição de políticas de promoção da saúde no Brasil. A regionalização, a hierarquização, a descentralização das ações e o controle social da gestão figuram entre os princípios e as diretrizes do sistema que operacionalizam essa assistência nos distintos níveis de atenção: básica, de média e de alta complexidade. O trabalho em equipe multiprofissional e a interdisciplinaridade se põem como condição sine qua non para a equidade e a integralidade da atenção.1

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Parte 5 | Capítulo 1 - Formação de Multiplicadores para a Promoção da Alimentação Saudável: Projeto Culinária, Saúde e Prazer

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Capítulo

1

Formação de Multiplicadores para a Promoção da Alimentação Saudável: Projeto Culinária,

Saúde e Prazer

Inês Rugani Ribeiro de Castro

Thais Salema Nogueira de Souza

A promoção de práticas alimentares saudáveis é, atualmente, uma prioridade na agenda das políticas públicas de saúde, alimentação e nutrição do país (Brasil, 1999, 2006a, 2006b, 2007). Porém, observa-se que, em geral, os documentos oficiais que tratam do tema não oferecem referenciais teóricos sobre as abordagens educacionais, nem tampouco indicam diretrizes para a prática. Como resultado, as ações de promoção da alimentação saudável têm sido marcadas pela ausência de ações inovadoras e pela reprodução de estratégias pouco eficazes que, muitas vezes, têm como foco central a difusão de informação sobre os benefícios de determinados alimentos e nutrientes e os malefícios de outros (Garcia, 1997; Garcia, 2000; Santos, 2005).

A avaliação das experiências em promoção da alimentação saudável na cidade do Rio de Janeiro desenvolvidas nas últimas décadas apontou a necessidade do desenvolvimento de estratégias que abordassem de forma mais ampliada a alimentação em suas diferentes dimensões, abarcando conteúdo informativo e atividades de motivação e de desenvolvimento de habilidades voltadas para a prática alimentar saudável no cotidiano, com ênfase na culinária. Apontou, também, a necessidade da utilização de metodologias que resgatassem a dimensão lúdica do aprender e do viver e que privilegiassem a realidade e a cultura dos sujeitos envolvidos na atividade, a construção coletiva do conhecimento, o estímulo ao desenvolvimento da autonomia e do protagonismo na vida pessoal e profissional (Maldonado et al., 2002; Rotenberg et al., 2005). Indicou, ainda, a necessidade de formadores de opinião

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Parte 5 | Capítulo 7 - Programa de Educação Nutricional em Grupo para Crianças e Adolescentes com Obesidade em Ambulatório

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Capítulo

Programa de Educação Nutricional em

Grupo para Crianças e Adolescentes com

Obesidade Ambulatorial

7

Marta Neves Campanelli Marçal Vieira

Jacqueline Pontes Monteiro

Cristina Maria Mendes Resende

ADOLESCÊNCIA E OBESIDADE

Para a Organização Mundial de Saúde, a adolescência corresponde ao período da vida entre os 10 e 19 anos 11 meses e 29 dias,¹ classificação que não é adotada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, que considera criança, para efeitos da Lei n.º 8.069, de 13 de julho de 1990, a pessoa até 12 anos de idade incompletos, e adolescentes, aquela entre 12 e 18 anos.2

Durante a adolescência, ocorrem profundas mudanças decorrentes das alterações morfológicas, fisiológicas, psicológicas e sociais intensas e complexas, que se caracterizam pelo rápido crescimento, surgimento das características sexuais secundárias, conscientização da sexualidade, estruturação da personalidade, adaptação ambiental e integração social.3 O crescimento acelerado, acompanhado de todas as alterações características dessa faixa etária, torna as necessidades de energia e nutrientes de elevadas, e na maioria das vezes são inadequadamente atendidas.4

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