64 capítulos
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788530935887

O PROBLEMA DA HISTÓRIA UNIVERSAL

SPENGLER, Oswald Forense Universitária PDF

O PROBLEMA DA HISTÓRIA UNIVERSAL

Fisiognomonia e Sistemática

Para abranger com a vista todo aquele fenômeno que se chama “o Homem”, colocando-se para esse fim num ponto muitíssimo distante, foi preciso realizar-se novamente, no campo da História, a façanha de Copérnico. Tornou-se indispensável manter-se, com relação à História, a mesma distância que o homem do Ocidente já conseguiu, no que toca à Natureza. Já se disse que a Natureza e a História são dois tipos extremos de concepção do Universo. O conhecido e a Natureza são idênticos.

A Natureza é o conjunto de tudo quanto é necessário segundo certas leis. O conhecido, sendo intemporal, existe pura e simplesmente. Segue-se disso que a lei e o estatuído são anti-históricos.

O devir, por sua vez, não é reversível. Traz em si a peculiaridade de direção.

Situa-se além do terreno de causa e efeito, de lei e medida. Mas a história contemplada não é um devir puro; é uma imagem na qual o processo de produzir-se sempre predomina o produto. A concepção do mundo como história tem suas raízes no terreno artístico. Sua apresentação, porém, depende do conteúdo do que se produziu.

Ver todos os capítulos
Medium 9788530935887

ORIGEM E PAISAGEM: O GRUPO DAS GRANDES CULTURAS

SPENGLER, Oswald Forense Universitária PDF

ORIGEM E PAISAGEM:

O GRUPO DAS GRANDES CULTURAS

Fica, no entanto, indiferente se o homem tem vocação para a vida ou para o pensamento. Pois, enquanto agir ou contemplar estará sempre vigilante e, devido ao estado de vigília, fará sempre parte da “imagem”, quer dizer, acomodar-se-á àquele sentido que o mundo luminoso a seu redor tiver para ele no respectivo momento. Na imagem do mundo como história, a vida serve-se da compreensão crítica; o ritmo sentido converte-se na intuição íntima de uma linha ondulada, e as comoções experimentadas por nós fazem época no quadro histórico. Na imagem do mundo como natureza, domina o próprio pensamento; a crítica causal transforma em verdade abstrata o conteúdo de um fato. Mas, na história, a crítica nada pode criar, a não ser as bases de conhecimentos por meio dos quais a vida possa ampliar o seu horizonte. O mais profundo conhecimento dos homens não somente não exclui, mas exige que aquele que o possuir use as suas próprias tintas para colorir as suas percepções. Cada ser tem a experiência de outro ser e de destinos alheios somente em relação a si mesmo. Não há nenhuma história em si. Mas cada cultura e cada época têm sua maneira peculiar de ver e viver a história, maneira essa que é obrigatória a todos os homens do mesmo tipo. O século XIX distingue-se do seu predecessor pelo fato de ter abandonado a concepção que via na história apenas uma sequência de causas e efeitos, e de ter-se afastado da fé numa ascensão progressiva, contínua (Darwin, Evolucionismo).

Ver todos os capítulos
Medium 9788580550023

6. A ARQUITETURA PALEOCRISTÃ E A ARQUITETURA BIZANTINA

Fazio, Michael Grupo A - AMGH PDF

CAPÍTULO 6

A ARQUITETURA PALEOCRISTÃ

E A ARQUITETURA BIZANTINA

O

cristianismo, religião desenvolvida pelos seguidores de Jesus de Nazaré, surgiu como uma seita reformista do judaísmo, cujos membros acreditavam que Jesus era o messias prometido. Durante os três séculos seguintes à morte de Jesus, a religião desenvolveu-se em uma igreja organizada por uma hierarquia de bispos e clero. A primeira manifestação de suas crenças

é encontrada no Concílio de Niceia (325 d.C., com revisões posteriores), ainda utilizado pela Igreja Ortodoxa do

Oriente, pela Igreja Católica Romana e por algumas denominações protestantes:

Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso; Criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis; e em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, gerado do Pai antes de todos os mundos; Deus de Deus, Luz da

Luz, verdadeiro Deus do verdadeiro Deus; Gerado, não feito; Tendo a mesma substância do Pai, por quem todas as coisas foram feitas; Ele, por nós, homens, e para a nossa salvação, desceu dos céus; Se encarnou pelo Espírito

Ver todos os capítulos
Medium 9788580550023

9. A ARQUITETURA GÓTICA

Fazio, Michael Grupo A - AMGH PDF

CAPÍTULO 9

A ARQUITETURA GÓTICA

A

o considerar o Gótico a fase final da arquitetura medieval, nos deparamos com a questão da definição do estilo. O termo “gótico” foi aplicado pela primeira vez no século XVII para se referir a projetos que não se baseavam na antiguidade clássica e o rótulo era aplicado com desprezo. No século XIX, essas conotações pejorativas já haviam sido praticamente superadas, mas desde então os historiadores têm tido dificuldade para esclarecer exatamente o que caracteriza o Estilo Gótico. A definição mais óbvia envolve os elementos-chave empregados em muitas edificações góticas – o arco ogival e a abóbada nervurada – ainda que, como já vimos, ambos também estivessem presentes em muitas obras românicas. Há, contudo, outros elementos típicos exclusivos das edificações góticas, como os arcobotantes, as janelas com rendilhado e pilares ou colunas fasciculados, que servem como marcas registradas do estilo (Figura 9.1).

Outra definição comum se baseia na maneira como esses elementos foram reunidos na estrutura de igrejas e catedrais de grande porte, particularmente aquelas construídas na região em torno de Paris entre 1140 e 1220. Ao contrário das edificações românicas, nas quais uma massa ou parede contínua era necessária para resistir às cargas, nas edificações góticas a estrutura é um sistema em forma de esqueleto que transfere as cargas da cobertura ao solo por elementos discretizados, o que libera grandes áreas de parede para a fenestração. Contudo, os prédios seculares da época raramente têm essa seção de parede, então um conceito estritamente estrutural não basta para definir o Gótico. Podemos definir as edificações góticas com base em suas características espaciais, as quais tendem a enfatizar as verticais, consistir de células espaciais articuladas, mas unificadas, e gerar a sensação de amplidão típica de tal sistema de construção. Por fim, o estilo pode ser visto como um reflexo da era histórica e do imaginário religioso do período no qual se inseriu, relacionado tanto com o crescimento das sociedades urbanas quanto com as analogias teológicas dos tabernáculos do Velho Testamento e templos e conceitos da Nova Jerusalém.

Ver todos os capítulos
Medium 9788530935887

O ESTADO: O PROBLEMA DAS CLASSES SOCIAIS

SPENGLER, Oswald Forense Universitária PDF

O ESTADO:

O PROBLEMA DAS CLASSES SOCIAIS

O Homem e a Mulher

A oposição primordial entre o elemento cósmico e o microcosmo determina também a relação entre o homem e a mulher. A mulher é destino, é tempo, é a lógica orgânica do próprio devir. A história sem cultura das gerações sucessivas é feminina. O homem vive o destino e compreende a lógica do que deveio; concebe a causalidade conforme as motivações e efeitos. Mas a luta entre o homem e a mulher realiza-se sempre pelo sangue, pela mulher. A mulher é história; o homem faz história.

A história “feminina” é cósmica; a “masculina” é política. Porém o homem participa de ambas. Para ele, há dois tipos de destino, de guerra, de tragédia: o público e o particular. A isso se referia a distinção que os germanos faziam entre o “lado da espada” e o “lado da roca”, no que tocava ao parentesco. Esse duplo sentido do tempo dirigido encontra sua expressão suprema nas ideias do Estado e da Família.

Tal oposição primordial repete-se para o homem que “faz” a história, em todas as situações importantes, sob a forma de um conflito que não somente aparece ao início de quaisquer culturas superiores, mas se aprofunda continuamente em seu curso. O equilíbrio no lado público da vida, o equilíbrio naquilo que constitui a corrente existencial de uma cultura superior, é mantido, enquanto as sequências de gerações que fazem a história tiverem um ritmo comum, quer dizer, enquanto tiverem

Ver todos os capítulos
Medium 9788580550023

10. A ARQUITETURA NATIVA DAS AMÉRICAS E DA ÁFRICA

Fazio, Michael Grupo A - AMGH PDF

CAPÍTULO 10

A ARQUITETURA NATIVA DAS

AMÉRICAS E DA ÁFRICA

E

m 1964, o polímato, arquiteto, engenheiro e historiador Bernard Rudofsky organizou a exposição Architecture Without Architects (Arquitetura sem Arquitetos), acompanhada por um livro de mesmo nome, no Museu de Arte Moderna da Cidade de Nova York, a qual, embora surpreendente para a época, acabou se tornando extremamente influente. A exposição causou certo

“frisson” ao surgir em um período de questionamento cultural generalizado nos Estados Unidos; seu subtítulo – A

Short Introduction to Non-Pedigreed Architecture (Uma Breve

Introdução à Arquitetura sem Pedigree) – indica por que ela se tornou tão fantástica, ou, melhor dizendo, tão iconoclástica. Ilustrando com uma admiração pessoal evidente aquilo que chamava de arquitetura “vernacular, anônima, espontânea, autóctone, rural”, Rudofsky defendia um estudo muito mais inclusivo – cronológica e geograficamente

– do ambiente construído, que não tratasse exclusivamente de construções feitas para os ricos e poderosos e que não resultasse exclusivamente das iniciativas daqueles que poderíamos chamar de projetistas com formação acadêmica.

Ver todos os capítulos
Medium 9788530935887

PROBLEMAS DA CULTURA ÁRABE: PSEUDOMORFOSES HISTÓRICAS

SPENGLER, Oswald Forense Universitária PDF

PROBLEMAS DA CULTURA ÁRABE:

PSEUDOMORFOSES HISTÓRICAS

O Conceito

Numa rocha acham-se encravados cristais de um minério. Originam-se gretas e rachas. A água que corre pela pedra lava aos poucos os cristais, arrancando-os e fazendo com que somente remanesça uma cavidade. Mais tarde ocorrem fenômenos vulcânicos, a romperem a montanha. Massas em brasa introduzem-se no interior, solidificam-se e cristalizam por sua vez. Mas já não podem determinar livremente a sua forma. Têm de aproveitar as formas que se lhes ofereçam, e assim aparecem formas falsas, cristais, cuja estrutura interna está em contradição com a construção externa, espécies de pedra que tenham adotado a aparência de outras. Os mineralogistas chamam isso de pseudomorfose.

Pseudomorfoses históricas são para mim aqueles casos em que uma velha cultura estranha pesava com tamanha força sobre um país que uma cultura nova, autóctone, não conseguiu respirar e se tornou incapaz, não só de desenvolver formas expressivas peculiares e puras, mas também de alcançar a plenitude da sua consciência própria. Toda matéria que subisse das profundezas da alma primitiva era então vertida nos moldes da vida alheia. Sentimentos jovens focalizavam-se em obras antiquadas, e, em vez de levantar-se a própria força criadora, crescia apenas o ódio ao poder longínquo, assumindo proporções gigantescas.

Ver todos os capítulos
Medium 9788502051485

Capítulo XVII - MODIFICAÇÃO DO ESTADO

Gonçalves Jr., Jerson Carneiro Editora Saraiva PDF

249

Capítulo XVII

MODIFICAÇÃO DO ESTADO436

1. Modificação do Governo437

Os Imperadores, para prevenir as contínuas traições dos soldados, se associaram pessoas em que confiavam, e Diocle436. O título do Capítulo está como no original. Para maior clareza, subdividimos o Capítulo em itens, com respectivos subtítulos. As notas de Montesquieu estão indicadas no texto com letras, e achamse no Anexo.

Montesquieu, note-se bem, emprega Estado aqui e alhures (notas 24,

28, 60, 79a, 216, 317, 394 e 425a), sempre na acepção clássica. Acepção clássica e ainda atual em Política e Direito Constitucional: é um Povo ocupando determinado Território e com um Governo Soberano.

Neste Capítulo, no item 1, Montesquieu focaliza como o Governo foi alterado; e, no item 2, como o Território bipartiu-se, e como, construída Constantinopla, também se repartiu o Povo.

Destarte o Império Romano, afetado nos seus três elementos componentes, alterado na sua estrutura mesma, deu origem a dois Estados novos: Roma, o Império do Ocidente; e Constantinopla, o Império do Oriente. V. notas 437, 440 e 443.

Ver todos os capítulos
Medium 9788502051485

Capítulo XV - OS IMPERADORES: DE CAIO CALÍGULA ATÉ ANTONINO

Gonçalves Jr., Jerson Carneiro Editora Saraiva PDF

222

Da Grandeza dos Romanos e da sua Decadência

Capítulo XV

OS IMPERADORES:

DE CAIO CALÍGULA ATÉ ANTONINO390

1. Calígula391

A) Calígula sucedeu a Tibério. Dele dizia-se nunca tinha havido melhor escravo, nem pior senhor. As duas coisas estão muito ligadas, pois a mesma disposição de espírito que fez que ficássemos vivamente chocados com o poder ilimitado daquele que manda, faz que também fiquemos chocados quando passamos a mandar.

Calígula restabeleceua os comícios392, que Tibério havia extinto, e aboliu aquele crime arbitrário de lesa-majestade que ele estabelecera. Por onde pode ver-se que o começo do reinado dos maus príncipes muitas vezes é como o final do reinado dos bons. Porque os maus, só para contradizerem a conduta dos

390. O título do Capítulo está como no original. Para maior clareza, dividimos o Capítulo em itens, com respectivos subtítulos. Linhas pontilhadas: v. Anexo. As notas de Montesquieu estão indicadas no texto alfabeticamente, e acham-se no Anexo.

No que respeita ao Império, seu imobilismo político e seu declínio progressivo e inexorável reportamo-nos à Introd., Caps. 7 e 8.

Ver todos os capítulos
Medium 9788580550023

16. OS MODERNISMOS DE MEADOS E DO FIM DO SÉCULO XX E ALÉM

Fazio, Michael Grupo A - AMGH PDF

CAPÍTULO 16

OS MODERNISMOS DE MEADOS E

DO FIM DO SÉCULO XX E ALÉM

E

ste capítulo final ainda trata do Modernismo, mas também aborda as respostas a favor e contra ele e acompanha a arquitetura no início do século XXI. Em função da pouca distância histórica, é mais um relato de eventos correntes do que uma história propriamente dita, pois o cânone ainda não foi definido com firmeza. Existem categorizações para a arquitetura contemporânea discutida neste capítulo, mas devem ser vistas como conveniências momentâneas, uma vez que estarão sujeitas à revisão, assim como os méritos de alguns indivíduos e edificações.

Em 1928, uma organização conhecida pelo acrônimo

CIAM (Congresso Internacional de Arquitetura Moderna) começou a promover a arquitetura moderna e a abordar questões urgentes de projeto de edificações e planejamento urbano. Le Corbusier era a figura de destaque, mas a maioria dos astros modernistas, incluindo Walter Gropius e o jovem

Alvar Aalto, cuja obra será discutida neste capítulo, participou do CIAM. Depois da Segunda Guerra Mundial, a organização tentou reformular suas metas, mas logo ficou claro que a nova geração de projetistas via a doutrina modernista como uma camisa de força. Em 1953, durante uma reunião realizada no sul da França, um grupo mal organizado que se chamava de Team-X (o “X” representava o número romano dez) ficou encarregado de planejar a próxima conferência – o que seus membros fizeram e resultou no término dos CIAMs.

Ver todos os capítulos
Medium 9788530935887

A MÚSICA E A ESCULTURA: AS ARTES PLÁSTICAS

SPENGLER, Oswald Forense Universitária PDF

A MÚSICA E A ESCULTURA:

AS ARTES PLÁSTICAS

A Seleção das Artes como Meio de Expressão de Ordem Superior

O sentimento cósmico da humanidade superior encontrou sua expressão simbólica mais nítida nas artes plásticas, abstração feita das esferas de representações matemático-naturalistas e do simbolismo dos seus conceitos básicos. Há inúmeras artes plásticas, e nelas se deve incluir também a música. Quem atribuir à diferença entre os recursos óticos e os recursos acústicos uma importância maior do que a de uma particularidade meramente superficial, jamais compreenderá o impulso criador, atuante nas artes não verbais. Na realidade, os sons são algo extenso, limitado, numerável, da mesma forma que linhas e cores. A melodia, a rima, o ritmo, a harmonia, têm o mesmo caráter da perspectiva, da proporção, da sombra e do contorno. A diferença existente entre dois gêneros de pintura pode ser muitíssimo maior do que a que separa a pintura e a música da mesma época. As artes são unidades vitais, e a vida não pode ser esmiuçada. O primeiro esforço de pedantes eruditos sempre se dirigiu para o estabelecimento de subdivisões, a fim de traçarem divisas que criassem dentro do campo infinito da Arte zonas particulares, pretensamente eternas, com princípios formais imutáveis. Mas a linguagem das formas técnicas não passa de uma máscara da obra propriamente dita. O estilo é o elemento que a inteligência artística não pode captar. É a revelação de algo metafísico, uma obrigação misteriosa, um destino. Nada tem que ver com os limites materiais das artes particulares. Os limites que uma arte tiver – limites da sua alma convertida em forma – serão históricos, e não técnicos ou fisiológicos.

Ver todos os capítulos
Medium 9788502051485

Capítulo XIV - TIBÉRIO

Gonçalves Jr., Jerson Carneiro Editora Saraiva PDF

215

Capítulo XIV

TIBÉRIO379

1. Os governos de Augusto e de Tibério

Tal como um rio, que se vê minar lentamente e sem ruído os diques opostos a ele, e afinal derrubá-los num momento e cobrir os campos que eles conservavam, pois assim o poder soberano: sob Augusto agiu insensivelmente, e, sob Tibério, derrubou com violência.

2. Crime de lesa-majestade e perseguição judicial380

Havia uma Lei de Majestade contra os que atentassem contra o povo romano. Tibério apoderou-se daquela lei e aplicou-a

379. O título do Capítulo está como no original. Para maior clareza, subdividimos o Capítulo em itens com respectivos subtítulos. Linhas pontilhadas v. Anexo. As notas de Montesquieu, indicadas no texto alfabeticamente, acham-se no Anexo.

Tibério (42 a.C./37 d.C.) foi o segundo Imperador. Filho adotivo de Augusto. Sua mãe era mulher de Augusto. V. notas 383 e 389.

O tanto que Júlio César desprezou e achincalhou o Senado é o quanto este foi detestado e perseguido pelos Imperadores parentes dele. Tibério, com longo tirocínio governamental ao lado de Augusto, moveu ao Senado perseguição judicial e econômica, fingindo estimá-lo (notas 381 e 383). Como Augusto.

Ver todos os capítulos
Medium 9788502051485

Capítulo XVI - A SITUAÇÃO DO IMPÉRIO DESDE ANTONINO ATÉ PROBO

Gonçalves Jr., Jerson Carneiro Editora Saraiva PDF

234

Da Grandeza dos Romanos e da sua Decadência

Capítulo XVI

A SITUAÇÃO DO IMPÉRIO

DESDE ANTONINO ATÉ PROBO413

1. Os Antoninos414

Naquela época, a seita dos Estóicos415 se estendia e acreditava no Império. A natureza humana parecia ter feito um esforço para produzir aquela seita admirável, semelhante às plantas que a Terra faz nascer em lugares que o Céu nunca viu.

413. O título do Capítulo está como no original. Para maior clareza, dividimo-lo em itens, com respectivos subtítulos. Linhas pontilhadas: v. Anexo. As notas de Montesquieu estão indicadas no texto alfabeticamente e acham-se no Anexo.

Aqui, trata-se do seleto grupo dos Antoninos, uma espécie de dinastia. Também sob eles permaneceram intactos os problemas estruturais de Roma, todos ligados à crônica concentração do Poder. É que continuou o imobilismo político do Império. V. Introd., Cap. 7, em especial item 3.

414. Os Antoninos foram sete Imperadores, que governaram Roma de 96 d.C. até 192 d.C., cada qual nomeado pelo antecessor: Nerva,

Ver todos os capítulos
Medium 9788530935887

A IDEIA DA ALMA E O SENTIMENTO DA VIDA: BUDISMO, ESTOICISMO, SOCIALISMO

SPENGLER, Oswald Forense Universitária PDF

A IDEIA DA ALMA E O SENTIMENTO DA VIDA:

BUDISMO, ESTOICISMO, SOCIALISMO

Cada Cultura tem sua Própria Forma de Moral

No que se refere à Moral, os homens ocidentais, sem exceção, acham-se sob a influência de uma enorme ilusão ótica. Todos exigem alguma coisa dos seus semelhantes. Pronuncia-se um imperativo: “Tu deves”, na convicção de que realmente haja algo que possa e careça ser modificado, plasmado, organizado uniformemente. A fé nessa possibilidade e no direito de realizá-la é inabalável. Nesse ponto, manda-se e exige-se obediência. Na ética do Ocidente, tudo é direção, desejo de poder, atuação proposital à distância. Quanto a isso, estão de perfeito acordo Lutero e Nietzsche, os papas e os darwinistas, os socialistas e os jesuítas. Sua moral apresenta-se com pretensão de validez geral, perene. Essa pretensão faz parte das necessidades do ser faustiano. Quem se afastar desse pensamento, desse dogma, desse desejo, será considerado pecador, herege, inimigo, e terá de ser combatido sem quartel. O Homem deve. O Estado deve. A Sociedade deve. Essa forma de moral é para nós evidente. Representa, aos nossos olhos, o sentido próprio e único de toda moral. Não era, porém, assim nem na Índia, nem na China, nem tampouco na Antiguidade.

Ver todos os capítulos
Medium 9788530935887

PROBLEMAS DA CULTURA ÁRABE: PITÁGORAS – MAOMÉ –CROMWELL

SPENGLER, Oswald Forense Universitária PDF

PROBLEMAS DA CULTURA ÁRABE:

PITÁGORAS MAOMÉ CROMWELL

A Essência da Religião; a Moral como Sacrifício

Chamamos de religião a consciência vigilante de um ser vivo nos momentos em que ele vence, domina, nega, e mesmo aniquila a existência. A vida racial e o ritmo dos seus impulsos tornam-se pequenos e mesquinhos em face da perspectiva imensa do mundo dilatado, extenso, luminoso. O tempo cede ao espaço. A religião superior necessita da tensão vigilante no conflito com as potências do sangue e da existência, que sempre a espreitam nos abismos, na intenção de recobrarem o seu antigo poderio sobre esses aspectos mais novos da vida. “Velai e orai, a fim de não cairdes em tentação!” Denominamos fé a superação religiosa do pavor por meio da própria intelecção. Com ela começa virtualmente a vida espiritual humana.

Nosso pensamento é incapaz de jamais realizar a ideia de o mundo inteiro, considerado como natureza, achar-se organizado mediante um único encadeamento causal. Somente sabemos estabelecer nexos causais isolados. Aquela ideia permanece, portanto, objeto da fé; é a própria fé, no seu sentido mais exato, já que nela se funda a intelecção religiosa do Universo. O pensamento religioso esforça-se sempre por distinguir na sequência das causas ordens de valor e de categoria, até chegar aos entes ou princípios supremos, que são as causas principais, “atuantes”. A “vontade de Deus” é a palavra que usamos para designar o mais amplo de todos os sistemas causais, baseados em valorização. A ciência, por sua vez, é uma intelecção que prescinde de qualquer diferença hierárquica entre as causas. O que descobre não são atos de Deus, mas leis. Estender as causas redime uma pessoa. A fé nos nexos encontrados acalma a angústia cósmica. Deus é o refúgio do homem, em face do Destino, o qual se pode sentir e experimentar,

Ver todos os capítulos

Carregar mais