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Capítulo XIII - AUGUSTO

Gonçalves Jr., Jerson Carneiro Editora Saraiva PDF

204

Da Grandeza dos Romanos e da sua Decadência

Capítulo XIII

AUGUSTO358

1. Otávio toma o Poder359

A) Sexto Pompeu360 tinha a Sicília e a Sardenha. Era senhor do mar, e tinha consigo uma infinidade de fugitivos e

358. O título do Capítulo está como no original. Para maior clareza, dividimos o Capítulo em itens, com respectivos subtítulos. Linha pontilhada: v. Anexo. As notas de Montesquieu estão indicadas no texto com letras, e acham-se no Anexo.

Otávio (63 a.C. até 14 d.C.), sobrinho-neto e filho adotivo de Júlio

César, foi Imperador de 31 a.C. até 14 d.C. (nota 367), fundando o

Império. Nessa condição, assumiu ele vários títulos, inclusive esse de Augusto, pelo qual é mais conhecido.

Júlio César e os onze primeiros Imperadores tiveram o título de

César. Os cinco primeiros eram da família de Júlio César por via de consangüinidade, de afinidade, ou de adoção (notas 304, 389, 391,

396 e 399). Os outros seis, não.

Não confundir esse título com os Césares, que mais tarde auxiliavam e sucediam aos Imperadores (notas 415a e 437).

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1. OS PRIMÓRDIOS DA ARQUITETURA

Fazio, Michael Grupo A - AMGH PDF

CAPÍTULO 1

OS PRIMÓRDIOS DA ARQUITETURA

A

lguns leitores talvez fiquem desanimados com a perspectiva de um capítulo inteiro sobre os “primórdios” ou a “pré-história” da arquitetura, acreditando que as construções realmente interessantes e as ideias verdadeiramente provocadoras se encontram muitas páginas à frente; felizmente, este não é o caso. As estruturas que apresentamos neste capítulo inicial são ricas e variadas e, com frequência, sofisticadas. Além disso, por serem “antigas” e sempre locais, estão de certa forma mais expostas à revelação do que as estruturas posteriores. Ou seja, elas expõem certos princípios fundamentais da arquitetura, assim como – quem sabe – alguns aspectos fundamentais da condição humana, para que os consideremos.

Em 1964, o polímato, arquiteto, engenheiro e historiador Bernard Rudofsky organizou a exposição Architecture

Without Architects (Arquitetura Sem Arquitetos) no Museu de Arte Moderna da Cidade de Nova York, e, embora surpreendente para a época, acabou se tornando extremamente influente. A exposição causou certo frisson ao surgir em um período de questionamento cultural generalizado nos Estados Unidos; o subtítulo do livro que a acompanhava – A

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Capítulo XI - I — SILA. II — POMPEU E CÉSAR

Gonçalves Jr., Jerson Carneiro Editora Saraiva PDF

178

Da Grandeza dos Romanos e da sua Decadência

Capítulo XI

I — SILA. II — POMPEU E CÉSAR298

1. Sila e Mário299

Desviemos os olhos dos horrores das guerras de Mário e

Sila. Sua história pavorosa encontra-se em Apiano300: além do

298. O título do Capítulo está como no original. Montesquieu, como sempre, não dividiu o Capítulo. Dividimo-lo em itens, com respectivos subtítulos, para maior clareza. Linhas pontilhada: v. Anexo. As notas de Montesquieu estão indicadas no texto alfabeticamente, e acham-se no Anexo.

Expostos nos Capítulos IX e X os fatores do declínio político de

Roma, agora Montesquieu passa a tratar das próprias lutas caracterizadoras já da decadência e que culminaram com a queda da República.

A esse respeito reportamo-nos à nota 282 retro, síntese da Introd.,

Cap. 6, referente ao assunto.

Nesta fase estão Mário contra Sila. Depois Pompeu contra Júlio

César. Nada de Povo contra Aristocracia, note-se. O punctus prurens era a concentração do Poder nas mãos de alguns grandes.

299. Mário (156 a 86 a.C.) e Sila (136 a 78 a.C.) lutaram encarniçadamente liderando partidos, ou melhor, facções adversas. V. nota 264.

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O MUNDO DAS FORMAS ECONÔMICAS: O DINHEIRO

SPENGLER, Oswald Forense Universitária PDF

O MUNDO DAS FORMAS ECONÔMICAS:

O DINHEIRO

O Quadro Econômico e a Vida Econômica

O ponto de vista a partir do qual podemos compreender a história econômica das culturas superiores não deve ser procurado no próprio terreno da Economia. O que hoje chamamos de Economia

Política baseia-se em números supostos especificamente ingleses. O crédito, na configuração característica que resulta da relação que na

Inglaterra, país sem camponeses, existe entre o comércio mundial e a indústria importadora, serve de fundamento para definirmos as palavras capital, valor, preço, fortuna, as quais são amplamente aplicadas a outros graus de cultura e círculos de vida. Os criadores de tal quadro econômico foram David Hume1 e Adam Smith.2 Tudo quanto foi escrito posteriormente sobre ou contra eles sempre pressupõe inconscientemente a disposição crítica e o método dos seus sistemas. Isso se aplica a Carey e List, tanto como a Fournier e Lassalle. E no que toca a Marx, o maior adversário de Adam Smith, escassa diferença faz se protestamos ou não a altos brados contra o Capitalismo, apegando-nos ao mundo de representações típicas do capitalismo inglês. Dessa forma, reconhecemo-lo implicitamente, e a nossa intuição limita-se a modificar a ordem das contas para que os objetos das mesmas recebam o lucro dos sujeitos.

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A MÚSICA E A ESCULTURA: AS ARTES PLÁSTICAS

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A MÚSICA E A ESCULTURA:

AS ARTES PLÁSTICAS

A Seleção das Artes como Meio de Expressão de Ordem Superior

O sentimento cósmico da humanidade superior encontrou sua expressão simbólica mais nítida nas artes plásticas, abstração feita das esferas de representações matemático-naturalistas e do simbolismo dos seus conceitos básicos. Há inúmeras artes plásticas, e nelas se deve incluir também a música. Quem atribuir à diferença entre os recursos óticos e os recursos acústicos uma importância maior do que a de uma particularidade meramente superficial, jamais compreenderá o impulso criador, atuante nas artes não verbais. Na realidade, os sons são algo extenso, limitado, numerável, da mesma forma que linhas e cores. A melodia, a rima, o ritmo, a harmonia, têm o mesmo caráter da perspectiva, da proporção, da sombra e do contorno. A diferença existente entre dois gêneros de pintura pode ser muitíssimo maior do que a que separa a pintura e a música da mesma época. As artes são unidades vitais, e a vida não pode ser esmiuçada. O primeiro esforço de pedantes eruditos sempre se dirigiu para o estabelecimento de subdivisões, a fim de traçarem divisas que criassem dentro do campo infinito da Arte zonas particulares, pretensamente eternas, com princípios formais imutáveis. Mas a linguagem das formas técnicas não passa de uma máscara da obra propriamente dita. O estilo é o elemento que a inteligência artística não pode captar. É a revelação de algo metafísico, uma obrigação misteriosa, um destino. Nada tem que ver com os limites materiais das artes particulares. Os limites que uma arte tiver – limites da sua alma convertida em forma – serão históricos, e não técnicos ou fisiológicos.

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10. A ARQUITETURA NATIVA DAS AMÉRICAS E DA ÁFRICA

Fazio, Michael Grupo A - AMGH PDF

CAPÍTULO 10

A ARQUITETURA NATIVA DAS

AMÉRICAS E DA ÁFRICA

E

m 1964, o polímato, arquiteto, engenheiro e historiador Bernard Rudofsky organizou a exposição Architecture Without Architects (Arquitetura sem Arquitetos), acompanhada por um livro de mesmo nome, no Museu de Arte Moderna da Cidade de Nova York, a qual, embora surpreendente para a época, acabou se tornando extremamente influente. A exposição causou certo

“frisson” ao surgir em um período de questionamento cultural generalizado nos Estados Unidos; seu subtítulo – A

Short Introduction to Non-Pedigreed Architecture (Uma Breve

Introdução à Arquitetura sem Pedigree) – indica por que ela se tornou tão fantástica, ou, melhor dizendo, tão iconoclástica. Ilustrando com uma admiração pessoal evidente aquilo que chamava de arquitetura “vernacular, anônima, espontânea, autóctone, rural”, Rudofsky defendia um estudo muito mais inclusivo – cronológica e geograficamente

– do ambiente construído, que não tratasse exclusivamente de construções feitas para os ricos e poderosos e que não resultasse exclusivamente das iniciativas daqueles que poderíamos chamar de projetistas com formação acadêmica.

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ORIGEM E PAISAGEM: O CÓSMICO E O MICROCOSMO

SPENGLER, Oswald Forense Universitária PDF

ORIGEM E PAISAGEM:

O CÓSMICO E O MICROCOSMO

Contemplai as flores ao anoitecer, quando, à luz do sol poente, uma após outra fecha a sua corola. Qualquer coisa inexplicável acerca-se então de vós. Uma sensação de misteriosa angústia invade a vossa alma, em face de tal existência cega, onírica, ligada à terra. O bosque mudo, os prados silenciosos, aquele arbusto e essa trepadeira – nada se move pela sua própria força. Quem brinca com eles é o vento. Mas o mosquito é livre; dança pelos ares da tarde; movimenta-se e dirige-se aonde quiser.

Uma planta por si só não é nada. Constitui parte da paisagem, na qual o acaso a obrigou a arraigar-se. O crepúsculo, o sereno, a oclusão de todas as corolas – nada disso é causa e efeito, nem perigo que se advirta, nem tampouco resolução que se tome, mas um processo natural, uniforme, a realizar-se junto à planta, com ela no seu interior. A planta avulsa não tem liberdade de esperar, de querer, de escolher.

O animal, por sua vez, é capaz de escolher. Acha-se desprovido dos laços que amarram o resto do mundo. Aquele enxame de mosquitos, que a essa hora ainda dancem por cima da estrada; uma ave solitária, a adejar através da noite; uma raposa que espie um ninho

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PROBLEMAS DA CULTURA ÁRABE: A ALMA MÁGICA

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PROBLEMAS DA CULTURA ÁRABE:

A ALMA MÁGICA

O Dualismo da Caverna Cósmica

O mundo, tal como se desdobra diante da vigilância mágica, possui uma espécie de extensão que pode ser qualificada de caverna,1 ainda que seja muito difícil para o homem do Ocidente descobrir na sua provisão de conceitos uma palavra sequer que possa evocar, até certo ponto, o sentido do “espaço” mágico. Na Antiguidade conhecemos aquela oposição entre a matéria e a forma, e que domina toda a consciência vigilante. Na cultura ocidental, depara-se-nos a oposição entre a força e a massa. Mas, naquela, a tensão perde-se no pequeno e no pormenor, ao passo que, nesta, descarrega-se em linhas de efeitos. Na caverna cósmica, porém, a tensão perdura, flutuando, nas vicissitudes de uma luta incerta, e assim se eleva às alturas desse protodualismo – “semítico” – que, sob mil aparências, e todavia sempre o mesmo, enche o mundo mágico. A luz penetra na caverna, reagindo contra as trevas (João I, 5). Ambas são substâncias mágicas. O que há acima de nós e o que existe em baixo, o Céu e a Terra, transformam-se em potências essenciais, a travarem combates entre si. Mas esses conflitos da sensibilidade primária confundem-se com os que têm sua origem no intelecto meditativo e avaliador, a saber, os conflitos entre o Bem e o Mal, entre Deus e Satanás.

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A IDEIA DA ALMA E O SENTIMENTO DA VIDA: A FORMA DA ALMA

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A IDEIA DA ALMA E O SENTIMENTO DA VIDA:

A FORMA DA ALMA

A Ideia da Alma, uma Função da Concepção do Mundo

Não vemos o que não for mundo exterior, mas sentimos a sua presença, em nós tanto como nos outros. Pelo seu modo de manifestação fisiognomônica, ‘aquilo’ desperta medo e curiosidade, e assim se produz a imagem reflexiva de um ‘contramundo’, na qual representamos, procuramos tornar visível o que sempre permanece inacessível aos nossos olhos. A ideia da Alma será mítica, será objeto de cultos psíquicos, enquanto a imagem na Natureza se mantiver no terreno da contemplação religiosa. Transformar-se-á numa representação científica e tornar-se-á objeto de crítica erudita, quando o homem começa a estudar criticamente “a Natureza”. Assim como “o Tempo” é um contraconceito do Espaço, “a Alma” é um contramundo da “Natureza” e depende a cada instante da concepção que tivermos dessa última.

Toda psicologia é uma Contrafísica.

Afirmo que a Psicologia erudita, longe de revelar ou sequer vislumbrar a essência da alma, acrescenta mais um símbolo aos que constituem o macrocosmo do homem culto. Como tudo quanto já se produziu, e ao contrário do que se está produzindo, tal símbolo representa um mecanismo em lugar de um organismo. Esse imaginário corpo psíquico – sou o primeiro a dizer isso claramente – não passa nunca do reflexo fiel da forma sob a qual o homem culto, chegado à maturidade, enxerga o mundo exterior. Em ambos os casos, a experiência íntima da profundidade realiza o mundo extenso. O mistério ao qual alude o termo primordial “tempo” cria o espaço à base da sensação do extremo tanto como à base de representação do interno. Também a imagem da alma tem sua direção de profundidade, seu horizonte, sua limitação e seu infinito. Com isso, e depois do que dissemos neste livro sobre o

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Capítulo I - I — PRIMÓRDIOS DE ROMA. II — SUAS GUERRAS

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Capítulo I

I — PRIMÓRDIOS DE ROMA.

II — SUAS GUERRAS1

1. Monarquia2

É preciso não fazer da cidade de Roma, nos seus primórdios, a idéia que nos dão as cidades que vemos hoje, a me-

1. O título do Capítulo está como no original. Montesquieu, como sempre, não subdividiu o Capítulo. Subdividimo-lo, para maior clareza, em itens, com respectivos subtítulos. Linhas pontilhadas: v.

Anexo.

As notas de Montesquieu estão indicadas no texto alfabeticamente e acham-se no Anexo.

Neste Capítulo, Montesquieu assinala alguns fatos marcantes da alta Antiguidade romana, porém no seu título só destaca as guerras.

Aí está a primeira aplicação da técnica de exposição de Montesquieu: numa exposição geral ele ressalta um fato por ser o mais importante, mas não encarece tal circunstância como se desejaria.

Essa técnica ele a segue nos capítulos seguintes. Muitas vezes um capítulo é mero complemento do anterior; nele Montesquieu focaliza um fato que é o culminante da exposição geral contida no capítulo precedente. Ao anotar os títulos dos próximos capítulos, indicaremos essa seqüência expositiva.

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Capítulo IV - I — OS GAULESES. II — PIRRO. III — PARALELO ENTRE CARTAGO E ROMA. IV — GUERRA DE ANÍBAL

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111

Capítulo IV

I — OS GAULESES. II — PIRRO.

III — PARALELO ENTRE CARTAGO E ROMA.

IV — GUERRA DE ANÍBAL74

1. Gauleses75

Os Romanos tiveram muitas guerras com os Gauleses. O amor pela glória, o desprezo à morte, a obstinação de vencer

74. Também o título deste Capítulo está como no original.

Para maior clareza, dividimos o Capítulo em itens, com os respectivos subtítulos. Nisso obedecemos o enunciado do título do Capítulo. Subdividimos mais, porém, a longa exposição acerca de Cartago.

Linhas pontilhadas: v. Anexo.

As notas de Montesquieu estão assinaladas no texto por letras, e acham-se no Anexo.

As Guerras Púnicas assumem importância transcendental na história de Roma, não só porque esta escapou ali do aniquilamento senão ainda porque, vitoriosa, ela abriu para si o Mediterrâneo oriental, com suas riquezas e com o acesso às riquezas do Oriente, incomparavelmente maiores. V. nota 82.

Por isso mesmo Montesquieu, na sua técnica expositiva (nota 1), reserva o desenlace das Guerras Púnicas, note-se, para o capítulo seguinte. V. nota 118.

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12. A ARQUITETURA BARROCA

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CAPÍTULO 12

A ARQUITETURA BARROCA

A

ssim como os banqueiros e mercadores de Florença patrocinaram os artistas e arquitetos do Protorrenascimento, a Igreja Católica foi a principal patrona das artes e da arquitetura dos séculos XVII e

XVIII ao redor de Roma; as obras por ela encomendadas deram origem a um novo estilo, o Barroco.

Quando o Renascimento chegou ao fim, a Igreja tinha muito poder secular, mas suas bases morais haviam se deteriorado. O título de cardeal era vendido descaradamente; altos e baixos oficiais da Igreja tinham amantes e buscavam benefícios para seus filhos, que eram eufemisticamente chamados de “sobrinhos”; e as doações dos devotos eram gastas em projetos que careciam totalmente de propósitos espirituais. Os papas viviam em grande luxo, tratando o tesouro da

Igreja como verba pessoal. Para financiar seus projetos sagrados e seculares, a Igreja instituiu práticas de levantamento de fundos questionáveis, como a venda de perdões e indulgências para poupar o pagador – ou um parente – de passar um determinado número de dias no Purgatório.

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11. A ARQUITETURA RENASCENTISTA

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CAPÍTULO 11

A ARQUITETURA RENASCENTISTA

N

o século XV, enquanto os navegadores europeus viajavam para explorar a África e depois as Américas, a arquitetura europeia passava por mudanças significativas, saindo do estilo Gótico que caracterizou a Idade Média e entrando no Renascimento. O Capítulo 9, que tratou do período Gótico, pouco falou das edificações construídas na Itália. Ali, as igrejas românicas nunca chegaram a ser completamente destituídas dos elementos clássicos, impedindo que a arquitetura religiosa gótica monumental dominasse o outrora centro do Império Romano, onde vestígios de um grandioso passado clássico eram exibidos com muito orgulho.

Ainda assim, a malha urbana da maioria das cidades italianas – especialmente no caso das edificações habitacionais de uso diário – foi tecida entre os séculos XI e XIV. Em centros continentais, como Florença, as edificações eram bastante simples: pesados blocos de alvenaria interrompidos por aberturas com arcos e, às vezes, apresentando galerias ou arcadas sombreadas. Da mesma forma, os edifícios governamentais medievais criavam os centros cívicos das cidades e provocavam o surgimento de espaços abertos (praças) que, até hoje, são vistos como exemplos notáveis. Foi dentro deste contexto medieval bem estabelecido que os arquitetos renascentistas apresentaram suas propostas radicais.

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Capítulo XVII - MODIFICAÇÃO DO ESTADO

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249

Capítulo XVII

MODIFICAÇÃO DO ESTADO436

1. Modificação do Governo437

Os Imperadores, para prevenir as contínuas traições dos soldados, se associaram pessoas em que confiavam, e Diocle436. O título do Capítulo está como no original. Para maior clareza, subdividimos o Capítulo em itens, com respectivos subtítulos. As notas de Montesquieu estão indicadas no texto com letras, e achamse no Anexo.

Montesquieu, note-se bem, emprega Estado aqui e alhures (notas 24,

28, 60, 79a, 216, 317, 394 e 425a), sempre na acepção clássica. Acepção clássica e ainda atual em Política e Direito Constitucional: é um Povo ocupando determinado Território e com um Governo Soberano.

Neste Capítulo, no item 1, Montesquieu focaliza como o Governo foi alterado; e, no item 2, como o Território bipartiu-se, e como, construída Constantinopla, também se repartiu o Povo.

Destarte o Império Romano, afetado nos seus três elementos componentes, alterado na sua estrutura mesma, deu origem a dois Estados novos: Roma, o Império do Ocidente; e Constantinopla, o Império do Oriente. V. notas 437, 440 e 443.

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Capítulo XIX - I — GRANDEZA DE ÁTILA. II — CAUSA DO ASSENTAMENTO DOS BÁRBAROS. III — RAZÕES POR QUE O IMPÉRIO DO OCIDENTE FOI ABATIDO PRIMEIRO

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267

Capítulo XIX

I — GRANDEZA DE ÁTILA. II — CAUSA DO

ASSENTAMENTO DOS BÁRBAROS.

III — RAZÕES POR QUE O IMPÉRIO DO

OCIDENTE FOI ABATIDO PRIMEIRO475

1. A desgraça de Roma: segundo Pagãos e Cristãos476

Como, ao tempo em que o Império se enfraquecia, a Religião Cristã se afirmava, os Cristãos exprobavam aquela decadência aos pagãos, e estes pediam contas dela à Religião

Cristã.

475. O título do Capítulo está como no original. Para maior clareza, subdividimos o Capítulo em itens, com respectivos subtítulos.

Nesses atendemos ao título do próprio Capítulo. Linhas pontilhadas: v. Anexo. As notas de Montesquieu estão indicadas no texto alfabeticamente, e acham-se no Anexo.

Neste Capítulo e nas passagens de notas 13a, 108 e 241, Montesquieu exalta quatro inimigos dos Romanos: Tarqüínio, Aníbal,

Mitridates e Átila. Assim como exaltou ou ferreteou muitos Romanos.

No Capítulo XVIII, expôs Montesquieu já certo o aniquilamento de Roma, mercê da desestruturação interna. V. nota 454. No presente

Capítulo ele focaliza a contribuição das invasões dos Bárbaros, porém ressalta que o golpe de misericórdia estes o desfecharam foi por via interna, infiltrados no Estado romano (nota 487).

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