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Capítulo XVII - MODIFICAÇÃO DO ESTADO

Gonçalves Jr., Jerson Carneiro Editora Saraiva PDF

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Capítulo XVII

MODIFICAÇÃO DO ESTADO436

1. Modificação do Governo437

Os Imperadores, para prevenir as contínuas traições dos soldados, se associaram pessoas em que confiavam, e Diocle436. O título do Capítulo está como no original. Para maior clareza, subdividimos o Capítulo em itens, com respectivos subtítulos. As notas de Montesquieu estão indicadas no texto com letras, e achamse no Anexo.

Montesquieu, note-se bem, emprega Estado aqui e alhures (notas 24,

28, 60, 79a, 216, 317, 394 e 425a), sempre na acepção clássica. Acepção clássica e ainda atual em Política e Direito Constitucional: é um Povo ocupando determinado Território e com um Governo Soberano.

Neste Capítulo, no item 1, Montesquieu focaliza como o Governo foi alterado; e, no item 2, como o Território bipartiu-se, e como, construída Constantinopla, também se repartiu o Povo.

Destarte o Império Romano, afetado nos seus três elementos componentes, alterado na sua estrutura mesma, deu origem a dois Estados novos: Roma, o Império do Ocidente; e Constantinopla, o Império do Oriente. V. notas 437, 440 e 443.

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Medium 9788530935887

PROBLEMAS DA CULTURA ÁRABE: PSEUDOMORFOSES HISTÓRICAS

SPENGLER, Oswald Forense Universitária PDF

PROBLEMAS DA CULTURA ÁRABE:

PSEUDOMORFOSES HISTÓRICAS

O Conceito

Numa rocha acham-se encravados cristais de um minério. Originam-se gretas e rachas. A água que corre pela pedra lava aos poucos os cristais, arrancando-os e fazendo com que somente remanesça uma cavidade. Mais tarde ocorrem fenômenos vulcânicos, a romperem a montanha. Massas em brasa introduzem-se no interior, solidificam-se e cristalizam por sua vez. Mas já não podem determinar livremente a sua forma. Têm de aproveitar as formas que se lhes ofereçam, e assim aparecem formas falsas, cristais, cuja estrutura interna está em contradição com a construção externa, espécies de pedra que tenham adotado a aparência de outras. Os mineralogistas chamam isso de pseudomorfose.

Pseudomorfoses históricas são para mim aqueles casos em que uma velha cultura estranha pesava com tamanha força sobre um país que uma cultura nova, autóctone, não conseguiu respirar e se tornou incapaz, não só de desenvolver formas expressivas peculiares e puras, mas também de alcançar a plenitude da sua consciência própria. Toda matéria que subisse das profundezas da alma primitiva era então vertida nos moldes da vida alheia. Sentimentos jovens focalizavam-se em obras antiquadas, e, em vez de levantar-se a própria força criadora, crescia apenas o ódio ao poder longínquo, assumindo proporções gigantescas.

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Medium 9788580550023

14. O PROGRESSO NO SÉCULO XIX

Fazio, Michael Grupo A - AMGH PDF

CAPÍTULO 14

O PROGRESSO NO SÉCULO XIX

A

arquitetura do século XIX talvez tenha sido a mais diversificada até então. A liberdade introduzida pelo

Neoclassicismo e o Movimento Romântico promoveram o revivescimento de outros estilos históricos, incluindo o Gótico, Grego, Islâmico, Egípcio, Bizantino e

Paleo-Cristão, somados a invenções criativas, como os estilos Chinesice, Japonismo, Mourisco e Hindu. Para ilustrar esse fenômeno, consideremos algumas edificações inglesas e norte-americanas projetadas depois de 1800. Os oficiais colonialistas que voltavam ricos da Índia para se aposentar na Inglaterra construíam casas de prazer, como a Sezincote, em Gloucestershire, cujas vedações externas foram concebidas no estilo Indiano por Samuel Pepys Cockerell (1754–

1827) para seu irmão Charles, em 1805. No mesmo espírito, John Nash (1752–1835) construiu o Pavilhão Real, em

Brighton, para o Príncipe Regente, entre 1818 e 1821.

Em muitos casos, os estilos foram escolhidos em função de suas associações. Por exemplo: o estilo Egípcio foi sugerido para edificações relacionadas à medicina – que se acreditava ter surgido no Vale do Rio Nilo – e à morte, uma vez que os majestosos monumentos do Egito foram edificados para os faraós e suas jornadas para o além, ou sempre que sugestões de grande massa ou eternidade eram desejadas, como em fábricas, prisões, pontes suspensas e bibliotecas. Nos Estados Unidos, Benjamin Henry Latrobe

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Medium 9788530935887

ORIGEM E PAISAGEM: O CÓSMICO E O MICROCOSMO

SPENGLER, Oswald Forense Universitária PDF

ORIGEM E PAISAGEM:

O CÓSMICO E O MICROCOSMO

Contemplai as flores ao anoitecer, quando, à luz do sol poente, uma após outra fecha a sua corola. Qualquer coisa inexplicável acerca-se então de vós. Uma sensação de misteriosa angústia invade a vossa alma, em face de tal existência cega, onírica, ligada à terra. O bosque mudo, os prados silenciosos, aquele arbusto e essa trepadeira – nada se move pela sua própria força. Quem brinca com eles é o vento. Mas o mosquito é livre; dança pelos ares da tarde; movimenta-se e dirige-se aonde quiser.

Uma planta por si só não é nada. Constitui parte da paisagem, na qual o acaso a obrigou a arraigar-se. O crepúsculo, o sereno, a oclusão de todas as corolas – nada disso é causa e efeito, nem perigo que se advirta, nem tampouco resolução que se tome, mas um processo natural, uniforme, a realizar-se junto à planta, com ela no seu interior. A planta avulsa não tem liberdade de esperar, de querer, de escolher.

O animal, por sua vez, é capaz de escolher. Acha-se desprovido dos laços que amarram o resto do mundo. Aquele enxame de mosquitos, que a essa hora ainda dancem por cima da estrada; uma ave solitária, a adejar através da noite; uma raposa que espie um ninho

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Medium 9788580550023

9. A ARQUITETURA GÓTICA

Fazio, Michael Grupo A - AMGH PDF

CAPÍTULO 9

A ARQUITETURA GÓTICA

A

o considerar o Gótico a fase final da arquitetura medieval, nos deparamos com a questão da definição do estilo. O termo “gótico” foi aplicado pela primeira vez no século XVII para se referir a projetos que não se baseavam na antiguidade clássica e o rótulo era aplicado com desprezo. No século XIX, essas conotações pejorativas já haviam sido praticamente superadas, mas desde então os historiadores têm tido dificuldade para esclarecer exatamente o que caracteriza o Estilo Gótico. A definição mais óbvia envolve os elementos-chave empregados em muitas edificações góticas – o arco ogival e a abóbada nervurada – ainda que, como já vimos, ambos também estivessem presentes em muitas obras românicas. Há, contudo, outros elementos típicos exclusivos das edificações góticas, como os arcobotantes, as janelas com rendilhado e pilares ou colunas fasciculados, que servem como marcas registradas do estilo (Figura 9.1).

Outra definição comum se baseia na maneira como esses elementos foram reunidos na estrutura de igrejas e catedrais de grande porte, particularmente aquelas construídas na região em torno de Paris entre 1140 e 1220. Ao contrário das edificações românicas, nas quais uma massa ou parede contínua era necessária para resistir às cargas, nas edificações góticas a estrutura é um sistema em forma de esqueleto que transfere as cargas da cobertura ao solo por elementos discretizados, o que libera grandes áreas de parede para a fenestração. Contudo, os prédios seculares da época raramente têm essa seção de parede, então um conceito estritamente estrutural não basta para definir o Gótico. Podemos definir as edificações góticas com base em suas características espaciais, as quais tendem a enfatizar as verticais, consistir de células espaciais articuladas, mas unificadas, e gerar a sensação de amplidão típica de tal sistema de construção. Por fim, o estilo pode ser visto como um reflexo da era histórica e do imaginário religioso do período no qual se inseriu, relacionado tanto com o crescimento das sociedades urbanas quanto com as analogias teológicas dos tabernáculos do Velho Testamento e templos e conceitos da Nova Jerusalém.

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