72 capítulos
Medium 9788580550023

10. A ARQUITETURA NATIVA DAS AMÉRICAS E DA ÁFRICA

Fazio, Michael Grupo A - AMGH PDF

CAPÍTULO 10

A ARQUITETURA NATIVA DAS

AMÉRICAS E DA ÁFRICA

E

m 1964, o polímato, arquiteto, engenheiro e historiador Bernard Rudofsky organizou a exposição Architecture Without Architects (Arquitetura sem Arquitetos), acompanhada por um livro de mesmo nome, no Museu de Arte Moderna da Cidade de Nova York, a qual, embora surpreendente para a época, acabou se tornando extremamente influente. A exposição causou certo

“frisson” ao surgir em um período de questionamento cultural generalizado nos Estados Unidos; seu subtítulo – A

Short Introduction to Non-Pedigreed Architecture (Uma Breve

Introdução à Arquitetura sem Pedigree) – indica por que ela se tornou tão fantástica, ou, melhor dizendo, tão iconoclástica. Ilustrando com uma admiração pessoal evidente aquilo que chamava de arquitetura “vernacular, anônima, espontânea, autóctone, rural”, Rudofsky defendia um estudo muito mais inclusivo – cronológica e geograficamente

– do ambiente construído, que não tratasse exclusivamente de construções feitas para os ricos e poderosos e que não resultasse exclusivamente das iniciativas daqueles que poderíamos chamar de projetistas com formação acadêmica.

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Medium 9788502051485

Capítulo III - COMO OS ROMANOS PUDERAM ENGRANDECER-SE

Gonçalves Jr., Jerson Carneiro Editora Saraiva PDF

106

Da Grandeza dos Romanos e da sua Decadência

Capítulo III

COMO OS ROMANOS PUDERAM

ENGRANDECER-SE58

1. Poderio militar na Antiguidade

Tendo os povos da Europa, na atualidade, mais ou menos as mesmas técnicas59, mesmas armas, mesma disciplina e mesma ma-

58. O título está como no original. Este Capítulo complementa o anterior, conforme técnica expositiva de Montesquieu (notas 1 e 32).

Linha pontilhada: v. Anexo.

As notas de Montesquieu estão indicadas no texto com letras, e acham-se no Anexo.

O cidadão só é bom soldado quando luta com o espírito cívico, i.e., luta convicto de que se sacrifica para o bem da sua Nação. Tal disposição psicológica sobreleva o preparo simplesmente técnico do soldado. O espírito da Nação romana era guerreiro, era a convicção de precisar das guerras, para o bem de toda a Nação, i.e., para todos terem terras, já que as lides campestres constituíam o único trabalho para o Romano na paz.

É essa a exposição de Montesquieu aqui, completando o que iniciara já no Capítulo I, itens 2 e 3 (notas 14 e 22).

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Medium 9788530935887

MACROCOSMO: ALMA APOLÍNEA, ALMA FAUSTIANA, ALMA MÁGICA

Spengler, Oswald Grupo Gen - Editora Método Ltda. PDF

MACROCOSMO:

ALMA APOLÍNEA, ALMA FAUSTIANA,

ALMA MÁGICA

A Arquitetura e o Mundo dos Deuses

Daqui em diante, chamarei de apolínea a alma da cultura “antiga”, que elegeu como tipo ideal da extensão o corpo individual, presente e sensível. Desde os tempos de Nietzsche, essa designação é compreensível para toda gente. Oponho à alma apolínea faustiana, cujo símbolo primordial é o espaço puro, ilimitado, e cuja “encarnação” é a cultura ocidental, tal como desabrochou no século X da nossa era, quando o estilo românico nasceu nas planícies nórdicas, entre os rios Elba e Tejo. Agora já posso dizer que “o espaço” no idioma faustiano é um quê espiritual, rigorosamente separado do presente sensível do momento; algo que não tinha o direito de estar apresentado numa língua apolínea, como, por exemplo, o grego e o latim.

Mas também o espaço plasmado, expressivo, permanece inteiramente estranho a todas as artes apolíneas. Em nenhuma outra cultura insiste-se tanto na firmeza da posição ereta, no pedestal. A coluna dórica penetra na terra. Os vasos gregos estão concebidos de baixo para cima, ao passo que os renascentistas flutuam sobre a base. É por essa razão que as obras arcaicas acentuam sobremaneira as articulações; o pé descansa sobre toda a planta, e a orla inferior das vestes compridas é omitida, a fim de mostrar como ele se finca no solo. O relevo “antigo”, estritamente estereométrico, acha-se colocado numa superfície.

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Medium 9788530935863

Capítulo I - Os Fundamentos Geográficos

Couto, Jorge Grupo Gen - Forense Universitária PDF

1. O “CONTINENTE DO BRASIL”

O Brasil situa-se, na sua totalidade, na América do Sul, subcontinente que se estende dos 12º 11’ de latitude norte aos 56º 31’ de latitude sul, localizando-se majoritariamente na zona intertropical.

O território brasílico tem atualmente uma superfície de 8.511. 965 km2

(8.456.508 de área terrestre e 55.457 de águas internas), correspondente a

1,7% do globo, a 5,7% das terras emersas, a um quinto das regiões tropicais, a 41,5% da América Latina e a 47,3% da América do Sul. A quinta maior formação política do mundo em extensão atinge 4.320 quilômetros no sentido norte-sul – desde os 5º 16’ 20” de latitude norte (nascentes do rio Ailã, situadas no monte Caburaí, em Roraima) aos 33º 45’ 10” de latitude sul (arroio

Chuí, no Rio Grande do Sul) – e 4.328 quilômetros na direção leste-oeste

– da ponta do Seixas (no cabo Branco, Paraíba) ao rio Moa (Acre) – tendo fronteiras de 15.719 quilômetros com dez estados sul-americanos.

A dimensão continental da antiga América portuguesa não decorre de fatores naturais nem de unidades políticas já existentes em 1500, mas resulta, por um lado, do secular processo de colonização lusitana do litoral e de penetração no sertão – que envolveu a conquista do território pertencente a numerosos grupos tribais ameríndios – e, por outro, da gradual anexação de regiões correspondentes a aproximadamente dois terços da atual superfície do Brasil (cerca de 5.000.000 de km2) que, segundo o Tratado de

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Medium 9788502051485

Capítulo V - SITUAÇÃO DA GRÉCIA, MACEDÔNIA, SÍRIA E EGITO APÓS REBAIXAMENTO DOS CARTAGINESES

Gonçalves Jr., Jerson Carneiro Editora Saraiva PDF

124

Da Grandeza dos Romanos e da sua Decadência

Capítulo V

SITUAÇÃO DA GRÉCIA, MACEDÔNIA, SÍRIA

E EGITO APÓS REBAIXAMENTO

DOS CARTAGINESES118

1. O fim de Cartago119

..........................................................................................

Como os Cartagineses, na Espanha, Sicília, Sardenha, só opunham exército desgraçado, Aníbal, cujos inimigos se fortaleciam sem cessar, foi reduzido a uma guerra defensiva.

118. Também aqui o título está como no original. Foi de acordo com ele que subdividimos o Capítulo em itens, para maior clareza. Cada item com respectivo subtítulo. Linhas Pontilhadas. V. Anexo.

As notas de Montesquieu estão indicadas no texto por letras, e acham-se no Anexo. Aqui Montesquieu trata das guerras em que Roma se apodera do Mediterrâneo Oriental, com suas riquezas humanas e materiais (Grécia, Egito e Síria) e, mais importante, com seus terminais de rotas para o Oriente. V. Introd., Cap. 13.

Dentre tais guerras destaca-se aquela contra Mitridates. Dela trata

Montesquieu à parte, no Capítulo VII. Conforme sua técnica (nota 1 retro). V. nota 240.

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