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Medium 9788521624578

Capítulo 1 - Linguagem

LYONS, John LTC PDF

Capítulo 1

Linguagem

1.1 O que é a lingua(gem)?

A linguística é o estudo científico da lingua(gem). À primeira vista essa definição

– que se encontra na maior parte dos livros e tratamentos gerais do assunto – é suficientemente direta. Porém, qual o significado exato de “lingua(gem)” e de “científico”? Poderá a linguística, tal como é praticada atualmente, ser corretamente descrita como uma ciência?

A pergunta “O que é a lingua(gem)?” é comparável – e alguns diriam quase tão profunda quanto – a “O que é a vida?”, cujas pressuposições circunscrevem e unificam as ciências biológicas. Evidentemente, “O que é a vida?” não é o tipo de pergunta que um biólogo tenha constantemente diante de si em seu trabalho cotidiano.

Tem uma natureza muito mais filosófica. E, assim como outros cientistas, o biólogo normalmente está por demais imerso nos detalhes de algum problema específico para poder pesar as implicações de questões tão gerais. Contudo, o suposto significado da pergunta “O que é a vida?” – a pressuposição de que todos os seres vivos compartilham de algumas propriedades ou de algum conjunto de propriedades que os distinguem das coisas não vivas – estabelece os limites das investigações do biólogo e justifica a autonomia, ou a autonomia parcial, de sua disciplina. Embora se possa dizer que a pergunta “O que é a vida?”, nesse sentido, fornece à biologia a sua própria razão de ser, não se trata tanto da pergunta em si quanto da interpretação particular que o biólogo a ela atribui e do desvendar de suas implicações mais detalhadas dentro de uma estrutura teórica atualmente aceita que alimentam a pesquisa e as especulações diárias desses cientistas. O mesmo ocorre com o linguista em relação à pergunta “O que é a lingua(gem)?”.

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Medium 9788530951009

Capítulo 4 - A TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO DE TOULMIN

Atienza, Manuel Grupo Gen - Editora Forense PDF

CAPÍTULO 4

A Teoria da Argumentação de

Toulmin

1. UMA NOVA CONCEPÇÃO DA LÓGICA

As ideias de Toulmin a que vou me referir neste capítulo constituem – como as de Viehweg e as de Perelman – uma tentativa de dar conta da argumentação a partir de um modelo que não é o da lógica dedutiva. Mas Toulmin não busca a sua inspiração numa recuperação da tradição tópica ou retórica. Ele parte da ideia de que a lógica é algo que tem relação com a maneira como os homens pensam, argumentam e efetivamente inferem, e constata, ao mesmo tempo, que a ciência da lógica se apresenta – e se apresentou historicamente, desde Aristóteles – como uma disciplina “autônoma” e sem preocupação com a prática. Toulmin não pretende dizer, apenas, que o modelo da lógica formal dedutiva não pode ser transferido para o campo do que se costuma chamar de

“razão prática”, e sim que a lógica – tal como habitualmente

é entendida – não permite dar conta, tampouco, da maior parte dos argumentos que se articulam em qualquer outro

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Medium 9788502191006

7 ESTILÍSTICA

Cianci, Mirna Editora Saraiva PDF

7

ESTILÍSTICA

Disciplina linguística que estuda a expressão em seu sentido mais estrito de EXPRESSIVIDADE da linguagem, isto é, a sua capacidade de emocionar e sugestionar.

J. Mattoso Camara Jr.

A estilística visa ao lado estético emocional da atividade linguística, em oposição ao aspecto intelectivo e científico. Ela trata do estilo, dos diversos processos expressivos próprios para despertar o sentimento estético. Esses processos resumem-se no que chamamos figuras de linguagem.

Ela também cuida da boa organização do texto, evitando problemas com a ortografia, a concordância, a regência e outros aspectos gramaticais. Esses problemas resumem-se no que chamamos vícios de linguagem.

de som figura de linguagem

de construção/sintaxe

vício de linguagem

de pensamento

ESTILÍSTICA

J

7.1.

FIGURAS DE LINGUAGEM OU ESTILO

São a forma de utilizar as palavras em sentido conotativo, figurado, com o objetivo de ser mais expressivo.

As figuras de linguagem se dividem em três grupos: figuras de som: destacam o som das palavras — são elas: aliteração e onomatopeia.

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Medium 9788502085206

ENTREVISTA COM DR. EMERSON GARCIA

Campilongo, Celso Fernandes Editora Saraiva PDF

Preparatorio Oral_2ª ed.:Preparatorio Opral_2ª ed. 27/12/10 10:50 Page 11

comunicação formal e adequada, nos termos em que essa fase está concebida na legislação atual.

5) E para a profissão? A boa comunicação faz diferença?

Para a profissão, a comunicação faz a grande diferença, seja a comunicação escrita, seja a verbal, cada uma no seu momento certo. Sem dúvida, há grandes comunicadores por escrito que se comunicam mal verbalmente; também há o contrário. Mas o ideal

é um equilíbrio entre essas duas áreas tão importantes da comunicação, especialmente nas carreiras como as do Advogado,

Juiz ou Promotor, pois seu trabalho se baseia no convencimento dos tribunais.

E N T R E V I S TA C O M D R . E M E R S O N G A R C I A

Consultor Jurídico da Procuradoria-Geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Presidente da Banca de Direito Constitucional do I Concurso de Acesso à Carreira do Ministério Público Especial junto ao Tribunal de

Contas do Estado do Rio de Janeiro. Titular da Banca Examinadora de

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Medium 9788522474967

Parte 3 - 11 Meios Planejados para a Difusão da Comunicação

PÚBLIO, Marcelo Abilio Atlas PDF

11

Meios Planejados para a

Difusão da Comunicação

Mídia, no media e digital media: a dimensão da campanha

De nada adianta um conceito genial se ninguém ficar sabendo dele.

Conteúdo deste capítulo:

�� A amplitude do termo mídia

�� O que são objetivos de mídia?

�� O que é cobertura e frequência?

�� O que é GRP e Tarp e onde se aplicam?

�� Como apresentar um cronograma de veiculação?

�� Como justificar os meios escolhidos?

A estratégia de mídia é um dos aspectos mais importantes de um planejamento de comunicação, entretanto dificilmente é valorizada pela maioria dos publicitários e aspirantes a publicitários. É verdade que o grande glamour da publicidade parece estar em criações geniais, mas poucos se lembram de que a maior parte da verba de comunicação do cliente é destinada à mídia. É exatamente a mídia que irá definir o tamanho da campanha, a visibilidade da mesma.

O retorno do cliente provavelmente será proporcional ao montante do investimento e às escolhas certas. Uma campanha que não é vista nem comentada pelo

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Medium 9788502085206

COMO FAZER NA HORA DA PROVA

Campilongo, Celso Fernandes Editora Saraiva PDF

Preparatorio Oral_2ª ed.:Preparatorio Opral_2ª ed. 27/12/10 10:50 Page 129

C O M O FA Z E R N A H O R A D A P R O VA

1) O que fazer com os “brancos”?

A primeira coisa a fazer é não se preocupar com eles. O “branco” pode acontecer e pode estragar a sua prova se você der mais importância do que ele merece. Como exemplo, podemos citar aquela palavra que está “na ponta da língua”, que você sabe o significado, mas que naquele momento ela simplesmente decidiu não sair.

O melhor a fazer é pedir licença para a banca e explicar o que você quer dizer, mas que não está se lembrando naquele momento.

Se você se esquecer não só da palavra, mas de uma definição toda, tente se acalmar e responder de alguma forma, mesmo que não seja a que você considera a ideal.

O mais importante é você não se deixar levar pelo desespero no momento e se prejudicar nas perguntas subsequentes.

Aqui vale uma orientação preciosa para você que não tem alguém por perto com experiência em concurso e procura um profissional que trabalha somente com apresentações em público, por exemplo.

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Medium 9788522475063

3 - Comunicação pública, esfera

DUARTE, Jorge (org.) Atlas PDF

3

Comunicação pública, esfera pública e capital social

Heloiza Matos

A análise da comunicação pública acompanha a natureza do conceito e os mar-

cos da sua evolução histórica – enquanto modelo teórico-instrumental do sistema político para mediar interações comunicativas entre o Estado e a sociedade.

Embora se considere a centralidade do governo como agente do processo, destacam-se também outras possibilidades: a comunicação pública do ponto de vista da sociedade organizada e do cidadão, ambos como elementos essenciais na implementação do conceito.

Na primeira parte, o texto retoma reflexões que apresentam o estado-da-arte da comunicação pública no Brasil e em alguns países europeus, pioneiros na abordagem e na práxis do conceito. Na sequência, propõe-se uma reflexão sobre a esfera pública, entendida além das dimensões institucionalizadas, e uma sistematização da comunicação pública como espaço plural para a intervenção do cidadão no debate das questões de interesse público.

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Medium 9788502081413

1. Considerações gerais

Mello, Jônatas Junqueira de Editora Saraiva PDF

O que muda em nossa ortografia

1. Considerações gerais

j (frigir, jeito), s e ss (pretensão, obsessão), entre

S

conhecimento de todos, servirão como ótimo

egundo Domingos Paschoal Cegalla 11,

“ortografia é a parte da Gramática que trata do emprego correto das letras e dos

sinais gráficos, na língua escrita”.

outras anotações consagradas que, se não são do material de consulta ao interessado.

No entanto, uma ressalva deve ser feita quanto a algumas “recomendações” ortográficas, que acenam para uma facultativa acentuação de

Havendo interesse mais detalhado no teor

determinadas palavras. Segundo a Nota Explica-

do Decreto n. 6.583, de 29-9-2008, que promul-

tiva do Anexo II do Decreto, não há como adotar

gou o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa,

uma unificação plena em razão das “claras di-

este organizado em Anexo I (bases I a XXI) e Anexo II (Nota Explicativa), informamos ao leitor que o disponibilizamos no final desta obra, e que boa parte das disposições, na verdade, consiste em recomendações ou reiterações de padrões

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Medium 9788521625971

2 - Emissão e grafia das vogais portuguesas

MASIP, Vicente E.P.U. PDF

CAPÍTULO

2

Emissão e grafia das vogais portuguesas*

O português falado no Brasil tem sete fonemas vocálicos em sílaba tônica (acentuada ortográfica ou prosodicamente): /i/ fita, /e/ mesa, // café, /a/ massa,

// glória, /o/ poço, /u/ susto; cinco em sílaba átona: /i/ felicidade, /e/ esperar,

/a/ artesão, /o/ fogão, /u/ furado; e apenas três em sílaba átona final de palavra:

/i/ verde, júri; /a/ casa; /u/ campo, bizu. O latim tinha vogais longas e breves; algumas destas últimas se ditongaram em espanhol e se abriram em português: pie, pé; prueba, prova (cf. LAPESA, 1991, p. 76-81; TEYSSIER, 1997, p. 24-26; MASIP,

2003, p. 37-47).

Esses fonemas apresentam

��outros

tantos alofones orais (sons) em distribuição complementar: sete em sílaba tônica: [i], [e], [], [a], [], [o], [u]; cinco em sílaba átona: [i], [e],

[a], [o], [u]; e três em sílaba átona, final de palavra: [i], [a], [u], além das semivogais [j] (vai), [w] (água, causa). Duas ressalvas:

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Medium 9788573073751

CAPÍTULO 1 - A EXISTÊNCIA É RELAÇÃO E COMUNICAÇÃO

Ferreyra, Erasmo Norberto Grupo A - Artmed PDF

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Erasmo Norberto Ferreyra

mos que neles habitam: os vegetais e os animais necessitam-se mutuamente para existir e, entre os indivíduos, podem ser encontrados verdadeiros códigos de comunicação (sinais) que indicam perigo, alimento, reconhecimento sexual ou preponderância de um dos indivíduos sobre outro.

Dentro do corpo dos organismos, as células estão profundamente interconectadas: o sangue que, além de transportar nutrientes e substâncias mensageiras (os hormônios), elimina os resíduos das células, converte-se no canal natural da comunicação intercelular.

Os animais superiores desenvolvem, além disso, especializados sistemas nervosos que coordenam e ampliam a intercomunicação celular e, ao mesmo tempo, adaptam o organismo ao meio ambiente externo.1

O equilíbrio da natureza sustenta-se sobre vários eixos que se manifestam na interação dos seres vivos constituídos em sociedades, nos distintos sistemas que a compõem e nos períodos ou ciclos de nascimento, vida, morte e transformação, que caracterizam o constante suceder da vida.

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Medium 9788502085206

ENTREVISTA COM DR. ANDRÉ FÍGARO

Campilongo, Celso Fernandes Editora Saraiva PDF

Preparatorio Oral_2ª ed.:Preparatorio Opral_2ª ed. 27/12/10 10:50 Page 22

E N T R E V I S TA C O M D R . A N D R É F Í G A R O

Procurador do Estado de São Paulo. Mestre em Direito do Estado pela PUCSP. Professor de Direito Constitucional do Complexo Jurídico

Damásio de Jesus.

1) Se fosse possível mensurar, qual seria o peso da comunicação oral na hora da prova?

A comunicação oral é decisiva no concurso público. Em regra, as provas orais são eliminatórias e um desempenho abaixo da média pode acarretar a exclusão do candidato.

2) A postura do candidato pode interferir na avaliação da banca?

Sem dúvida. Um dos objetivos das etapas finais dos concursos públicos é exatamente a avaliação subjetiva e pessoal do candidato.

As profissões jurídicas são muito formais, e possuem linguagem e códigos de conduta próprios. É fundamental que a postura do candidato seja adequada a este universo. Sempre recomendamos que o candidato adote uma postura formal, utilize-se dos pronomes de tratamento adequados, vista-se de forma sóbria. Estes elementos buscam construir a imagem pessoal do candidato e demonstrar que ele está apto a exercer o cargo público.

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Medium 9788522474967

Parte 2 - 5 Interpretação do Diagnóstico

PÚBLIO, Marcelo Abilio Atlas PDF

5

Interpretação do Diagnóstico

Explique o que você conseguiu extrair do diagnóstico

O pessimista pode interpretar meio copo como um copo quase vazio, já o otimista pode interpretá-lo como quase cheio.

Conteúdo deste capítulo:

�� Conclusão do diagnóstico

�� Interpretação dos dados obtidos

�� Indicação de futuros projetos

�� Sugestões importantes para sanar os problemas de seus clientes

Como apresentado na Parte 1 deste livro, o termo diagnóstico significa através

(dia) do conhecimento (gnosis). Portanto, até agora, tudo o que foi feito no projeto tem a função única e exclusiva de fornecer dados para ampliar o conhecimento sobre o problema da organização e indicar as possíveis soluções.

Tais dados são derivados de pesquisas e análises realizadas das mais diferentes formas e com as mais diferentes técnicas, como as apresentadas até aqui. A partir de agora esses dados serão transformados em informações úteis para seu anunciante: a interpretação do diagnóstico, ou seja, a interpretação através do conhecimento. É chegado o momento de organizar os dados obtidos de forma a criar um texto sucinto e de fácil entendimento.

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Medium 9788530951009

Capítulo 3 - PERELMAN E A NOVA RETÓRICA

Atienza, Manuel Grupo Gen - Editora Forense PDF

CAPÍTULO 3

Perelman e a Nova Retórica

1. O SURGIMENTO DA NOVA RETÓRICA

No capítulo anterior, ao considerar a obra de Viehweg, já fiz referência à recuperação da tradição tópica e da retórica antigas que ocorre a partir da segunda metade do século XX. Mas não me referi ao autor que provavelmente contribuiu em maior grau para esse ressurgimento: Chaïm

Perelman.

Embora seja de origem polonesa, Perelman (nascido em 1912 e morto em 1984) viveu desde criança na Bélgica e estudou Direito e Filosofia na Universidade de Bruxelas.

Começou a dedicar-se à lógica formal e escreveu a sua tese, em 1938, sobre Gottlob Frege, o pai da lógica moderna. Durante a ocupação nazista, Perelman se dedicou a realizar um trabalho sobre a Justiça (cf. Perelman, 1945; tradução em espanhol, Perelman, 1964), aplicando a esse campo o método positivista de Frege, o que supunha eliminar da ideia de justiça todo juízo de valor, pois os juízos de valor recairiam fora do campo do racional. Sua tese fundamental é de que se pode formular uma noção válida de justiça de caráter puramente formal, que ele enuncia assim: “Deve-se tratar do mesmo modo os seres pertencentes à mesma categoria.”

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Medium 9788502085206

ENTREVISTA COM DR. HUGO NIGRO MAZZILLI

Campilongo, Celso Fernandes Editora Saraiva PDF

Preparatorio Oral_2ª ed.:Preparatorio Opral_2ª ed. 27/12/10 10:50 Page 9

encontrará algumas barreiras para fazer valer o direito defendido.

Não nos esqueçamos de que o profissional do direito é o verdadeiro defensor do Estado Democrático de Direito e, portanto, a sua voz, o seu eco.

E N T R E V I S TA C O M D R . H U G O N I G R O M A Z Z I L L I

Advogado desde 1973. Membro do Ministério Público do Estado de

São Paulo (1973-1998). Presidente da Associação Paulista do

Ministério Público (1990). Membro do Conselho Superior do Ministério

Público (1994-1995). Membro da Comissão de Concurso do Ministério

Público em dois Estados da Federação. Professor de Direito e Consultor

Jurídico.

1) Se fosse possível mensurar, qual seria o peso da comunicação oral na hora da prova?

Realmente não há como mensurar o peso da comunicação oral na hora da prova; entretanto, a meu ver, a comunicação adequada

é pressuposto para a aprovação, tanto na prova escrita como na oral. Vejamos o caso da prova oral, que é objeto da sua questão.

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Medium 9788521624578

Capítulo 7 - Algumas Escolas e Movimentos Modernos

LYONS, John LTC PDF

Capítulo 7

Algumas Escolas e

Movimentos Modernos

7.1 O historicismo

Neste capítulo discutirei alguns movimentos em linguística, do século XX, que deram forma a atitudes e pressupostos atuais. O primeiro deles, que denominarei historicismo, é normalmente considerado característico de um período anterior de pensamento linguístico. Sua importância neste contexto é a de ter preparado o campo para o estruturalismo.

Escrevendo em 1922, o grande linguista dinamarquês Otto Jespersen começou um dos mais interessantes e controvertidos de seus livros sobre a linguagem em geral com a seguinte frase: “A característica distintiva da ciência da linguagem, tal como concebida hoje em dia, é o seu caráter histórico.” Com isso Jespersen expressava o mesmo ponto de vista que Hermann Paul no seu Prinzipien der Sprachgeschichte (Princípios da história da linguagem), publicado pela primeira vez em 1880 e comumente descrito como a bíblia da ortodoxia neogramática: o ponto de vista de que (citando da quinta edição de seu livro, que apareceu em 1920) “tão logo ultrapassamos a simples apresentação de fatos individuais, tão logo tentamos apreender a sua interligação [den

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