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Capítulo XXIII - I — MOTIVO DA DURAÇÃO DO IMPÉRIO DO ORIENTE. II — SUA DESTRUIÇÃO

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Capítulo XXIII

I — MOTIVO DA DURAÇÃO DO

IMPÉRIO DO ORIENTE.

II — SUA DESTRUIÇÃO543

1. Por que durou tanto

Depois do que se disse do Império Grego, é natural se pergunte como pôde ele durar tanto tempo. Creio poder dar as razões.

— Os Árabes, tendo-o atacado e conquistado algumas províncias, os chefes disputaram entre si o califado544, e o calor do primitivo zelo deles gerou apenas discórdias civis.

Ademais, havendo os Árabes conquistado a Pérsia e ali se dividido ou enfraquecido, os Gregos não precisaram mais manter no Eufrates as principais forças do Império.

— Um arquiteto chamado Calínico, que viera da Síria para

Constantinopla, descobriu a composição de um fogo que se expelia por um tubo e cuja violência ainda aumentava com a água e tudo que normalmente extingue o fogo. E assim os Gregos,

543. O título do Capítulo está como no original. Para maior clareza subdividimos o Capítulo em itens, com respectivos subtítulos. Linha pontilhada: v. Anexo. As notas de Montesquieu estão indicadas alfabeticamente no texto, e acham-se no Anexo. Este, o último capítulo. V. Introd., Caps. 10 a 21.

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Capítulo XII - A SITUAÇÃO DE ROMA APÓS A MORTE DE CÉSAR

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195

Capítulo XII

A SITUAÇÃO DE ROMA APÓS

A MORTE DE CÉSAR331

1. Os primeiros momentos

Era de tal forma impossível pudesse a República restabelecer- se que aconteceu o que nunca se vira antes: já não havia mais tirano, e não havia liberdade. É que as causas que a tinham destruído subsistiam ainda332.

Os conjurados tinham elaborado planos apenas para a conjuração e não planos para sustentá-la.

331. O título do Capítulo está como no original. Para maior clareza, subdividimos o Capítulo em itens, com respectivos subtítulos. As notas de Montesquieu estão indicadas no texto alfabeticamente, e acham-se no Anexo.

Morto Júlio César, agora Otávio e Marco Antônio, seus parentes

(nota 358), lutam entre si. Em seguida buscam, ou fingem buscar, vingança contra os conjurados. Liqüidados estes, os dois voltam a lutar entre si. Em suma, prossegue a luta pelo Poder, e a respeito reportamo-nos à Introd., Cap. 6, e seu resumo em nota 282.

A segunda luta entre Otávio e Marco Antônio, marcando o desfecho da disputa do Poder, Montesquieu a remete para o Capítulo XIII seg., conforme sua técnica expositiva (nota 1).

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Capítulo XX - I — AS CONQUISTAS DE JUSTINIANO. II — SEU GOVERNO

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276

Da Grandeza dos Romanos e da sua Decadência

Capítulo XX

I — AS CONQUISTAS DE JUSTINIANO490.

II — SEU GOVERNO

1. Conquistas de Justiniano — Belisário

Aqueles povos, como entravam todos desordenadamente no Império, incomodavam-se reciprocamente, e a política toda da época consistiu em armá-los uns contra os outros. Aquilo era facilitado pela ferocidade e avareza deles. Eles se entredestruíram na maior parte antes de poder estabelecer-se, e aquilo fez que o

Império do Oriente subsistisse ainda por tempos.

490. a) O título do Capítulo está como no original. Para maior clareza, subdividimos o Capítulo, de acordo com seu próprio título.

Linha pontilha: v. Anexo. As notas de Montesquieu estão indicadas no texto alfabeticamente, e acham-se no Anexo. Marcamos cada assunto. b) A partir deste Capítulo, trata Montesquieu de Constantinopla.

Esta destinava-se a ser continuadora de Roma, a Nova Roma. E nos seus primeiros séculos o Império do Oriente continuou um Estado romano. Deste período o Imperador mais representativo foi

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Capítulo II - A ARTE DA GUERRA ENTRE OS ROMANOS

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99

Capítulo II

A ARTE DA GUERRA ENTRE OS ROMANOS32

Os Romanos, destinando-se à guerra e considerando-a a

única arte, aplicaram no aperfeiçoamento desta toda a sua capacidade e todos os seus pensamentos.

1. A legião33 — Sem dúvida, diz Vegécio33a, foi um Deus que lhes inspirou a legiãoa.

32. O título deste Capítulo está como no original. Para maior clareza, o subdividimos em itens, com os respectivos subtítulos. Linhas pontilhadas: v. Anexo.

As notas de Montesquieu estão indicadas no texto por letras, e achamse no Anexo.

Os Romanos exceliram na preparação militar, por lhes ser vital a guerra. (V. Introd., Cap. 3 e 4.)

Neste Capítulo, Montesquieu examina os fatores da eficiência do soldado romano, e omite o fator mais importante, o psicológico, que reserva para o capítulo seguinte. É a técnica expositiva do autor. (V. notas 1 e 58.)

O autor se omite ainda com relação a outro fator militar importante: a estratégia. Também a respeito Roma não se descuidou porém. (V. passagens de notas 9, 36, 211, 219 e 312.) Eis alguns exemplos da estratégia romana: Cipião, o Africano, ameaça Cartago, e retira Aníbal da Itália (notas 82 e 138 in fine): Júlio César atrai Pompeu e seus lugartenentes, derrotando-os sucessivamente (notas 314-315); e as lutas de

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Capítulo VIII - DIVISÕES QUE SEMPRE ESTIVERAM NA CIDADE

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158

Da Grandeza dos Romanos e da sua Decadência

Capítulo VIII

DIVISÕES QUE SEMPRE

ESTIVERAM NA CIDADE263

1. Povo versus Aristocracia264

Enquanto Roma conquistava o Universo, havia dentro de suas muralhas uma guerra oculta. Eram labaredas como as dos vulcões, que saem tão logo alguma matéria venha aumentar a combustão.

263. O título do Capítulo está como no original. Para maior clareza, subdividimos o Capítulo em itens, com respectivos subtítulos.

Linhas pontilhadas: v. Anexo. As notas de Montesquieu acham-se indicadas no texto por letras, e estão no Anexo.

264. A) A organização político-social de Roma esteve marcada, a todo o tempo, pela divisão Aristocracia versus Povo, ou plebe.

Focalizamo-la na Introd., Cap. 6. V. nota 394c.

B) Sob os Reis, constituiu-se o Senado, composto dos patres, os pais, os chefes das famílias, e depois composto dos patricii, patrícios, quer dizer, filhos dos patres. Expulso Tarqüínio o Soberbo, último rei romano, assumiu o mando supremo o Senado, i.e., a Aristocracia patrícia. Esta fortaleceu-se política e economicamente. O Povo reagiu logo contra os excessos. A luta foi até o final da República.

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Mapa IV

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XXIII — Duração do Império do Oriente — Destruição

307

que fizeram uso dele, ficaram habilitados, durante séculos, a queimar todas as frotas inimigas, sobretudo as dos Árabes, que vinham da África ou da Síria atacar Constantinopla.

Legendas do Mapa IV

••••••

rotas comerciais marítimas e terrestres rios

1. Constantinopla, Bósforo

2. Atenas

3. Tróia, Dardanelos

(Helesponto)

4. Ponto Euxino (Mar Negro)

5. Local dos reinos da

Cólchida, do Ponto, e da

Trebisonda

6. Rio Volga

7. Rio Don; Canato de Ouro

8. Rio Dnieper, Kiev

9. Rio Danúbio, Belgrado

10. Moscou

11. Rio Reno, Trier (Treves)

12. Roma

13. Gades (Cádiz)

14. Cartago

15. Rio Nilo, Alexandria

16. Mar Mediterrâneo

17. Gaza

18. Damasco, Beirute

19. Antióquia

20. Arábia

21. Rio Eufrates, Babilônia,

Basra

22. Rio Tigre, Bagdá

23. Mar Cáspio

24. Ecbátana, Hamadam

25. Samarcanda (Maracanda)

26. Mongólia, Karacorum

27. Deserto de Gobi

28. Rio Huang (Rio Amarelo),

Pequim

29. Japão

30. Coréia

31. Xangai

32. Taiwan (Formosa)

33. Hong-Kong, Cantão, Macau

34. Hanói

35. Saigon, Rio Mekong

36. Cingapura, Estreito de

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Capítulo XV - OS IMPERADORES: DE CAIO CALÍGULA ATÉ ANTONINO

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222

Da Grandeza dos Romanos e da sua Decadência

Capítulo XV

OS IMPERADORES:

DE CAIO CALÍGULA ATÉ ANTONINO390

1. Calígula391

A) Calígula sucedeu a Tibério. Dele dizia-se nunca tinha havido melhor escravo, nem pior senhor. As duas coisas estão muito ligadas, pois a mesma disposição de espírito que fez que ficássemos vivamente chocados com o poder ilimitado daquele que manda, faz que também fiquemos chocados quando passamos a mandar.

Calígula restabeleceua os comícios392, que Tibério havia extinto, e aboliu aquele crime arbitrário de lesa-majestade que ele estabelecera. Por onde pode ver-se que o começo do reinado dos maus príncipes muitas vezes é como o final do reinado dos bons. Porque os maus, só para contradizerem a conduta dos

390. O título do Capítulo está como no original. Para maior clareza, dividimos o Capítulo em itens, com respectivos subtítulos. Linhas pontilhadas: v. Anexo. As notas de Montesquieu estão indicadas no texto alfabeticamente, e acham-se no Anexo.

No que respeita ao Império, seu imobilismo político e seu declínio progressivo e inexorável reportamo-nos à Introd., Caps. 7 e 8.

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Capítulo XVII - MODIFICAÇÃO DO ESTADO

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249

Capítulo XVII

MODIFICAÇÃO DO ESTADO436

1. Modificação do Governo437

Os Imperadores, para prevenir as contínuas traições dos soldados, se associaram pessoas em que confiavam, e Diocle436. O título do Capítulo está como no original. Para maior clareza, subdividimos o Capítulo em itens, com respectivos subtítulos. As notas de Montesquieu estão indicadas no texto com letras, e achamse no Anexo.

Montesquieu, note-se bem, emprega Estado aqui e alhures (notas 24,

28, 60, 79a, 216, 317, 394 e 425a), sempre na acepção clássica. Acepção clássica e ainda atual em Política e Direito Constitucional: é um Povo ocupando determinado Território e com um Governo Soberano.

Neste Capítulo, no item 1, Montesquieu focaliza como o Governo foi alterado; e, no item 2, como o Território bipartiu-se, e como, construída Constantinopla, também se repartiu o Povo.

Destarte o Império Romano, afetado nos seus três elementos componentes, alterado na sua estrutura mesma, deu origem a dois Estados novos: Roma, o Império do Ocidente; e Constantinopla, o Império do Oriente. V. notas 437, 440 e 443.

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Mapa III

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278

Da Grandeza dos Romanos e da sua Decadência

Ademais, o Norte491 esgotou-se por si mesmo, e dele não se viu mais saírem aqueles exércitos inumeráveis que apareceram no começo. Após as primeiras invasões dos Godos492 e dos

Hunos, sobretudo desde a morte de Átila, esses povos e os que os seguiram atacaram com menos forças.

Aquelas nações, que se haviam reunido em corpos de exército, quando se dispersaram em povos, enfraqueceram-se muito: espalhadas pelos diversos lugares conquistados, ficaram elas próprias expostas a invasões.

Foi nessas circunstâncias que Justiniano empreendeu a reconquista da África e da Itália e fez aquilo que os nossos Franceses, também com êxito, executaram contra os Visigodos, os

Borguinhões, os Lombardos e os Sarracenos493.

Quando a Religião cristã chegou aos Bárbaros, a seita ariana era de certo modo dominante no Império. Valente494 envioulhes padres arianos, os quais foram seus primeiros apóstolos.

Ora, no intervalo entre a conversão e o assentamento deles, aquela seita foi de certo modo destruída entre os Romanos. Os Bárbaros arianos, encontrando a região toda ortodoxa, não conseguiram jamais ganhar-lhe a simpatia. E foi fácil aos Imperadores hostilizá-los.

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Capítulo IX - DUAS CAUSAS DA PERDA DE ROMA

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167

Capítulo IX

DUAS CAUSAS DA PERDA DE ROMA282

1. Expansão do Império282a

Enquanto o domínio de Roma estava limitado à Itália, a

República podia subsistir facilmente. Todo soldado era igual-

282. O título do Capítulo está como no original. Para maior clareza dividimos o Capítulo em itens, com respectivos subtítulos. Linhas pontilhadas: v. Anexo. As notas de Montesquieu estão indicadas no texto por letras, e acham-se no Anexo.

Neste Capítulo, Montesquieu examina duas causas da decadência de Roma. Ele destaca para o Capítulo seguinte uma terceira causa, a corrupção, mais grave. Era da sua técnica expositiva (nota 1).

Esses dois capítulos devem ser cotejados com o Capítulo XVIII, um balanço final dos estragos infligidos ao Estado romano por esses fatores deletérios (nota 454), ao longo do Império, um despotismo.

Para entender-se como tais fatores danificaram o Estado Romano,

Montesquieu expôs no capítulo precedente a sua estrutura sócio-política.

Agora, neste Capítulo IX e no seguinte, ele examina os próprios fatores. V. a propósito Introd., Cap. 6. Aqui, apenas resumiremos. A Aristocracia, fortalecida política e economicamente, marginalizou o Povo.

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Capítulo XVIII - NOVAS MÁXIMAS ADOTADAS PELOS ROMANOS

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259

Capítulo XVIII

NOVAS MÁXIMAS ADOTADAS

PELOS ROMANOS454

1. Roma paga tributos455

Algumas vezes por moleza dos Imperadores, muitas vezes pela fraqueza do Império, procurou-se apaziguar com dinheiro os povos que ameaçavam invadira. Não se pode porém comprar

454. O título do Capítulo está como no original. Para maior clareza, o dividimos em itens, com respectivos subtítulos. Linhas pontilhadas: v. Anexo. As notas de Montesquieu, indicadas no texto alfabeticamente, acham-se no Anexo.

Após uma reflexão final (nota 463), Montesquieu acrescenta ainda dois detalhes particulares. Isso era da técnica expositiva dele, para destacar.

Neste Capítulo, máxima não significa sentença, dito ou provérbio.

Indica é: forma de conduta, estilo de vida. Montesquieu encara os fatos no plano da política, não da Moral. V. cit., ali nossa Introd.,

Capítulo VI.

Este Capítulo não corresponde ao Capítulo VI, onde se trata das antigas máximas ou diretrizes políticas de Roma. V. notas 178 e 179.

Porque Roma, no final da decadência, agia segundo as contingências. Sem critérios, sem diretrizes: nota 460.

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Capítulo XI - I — SILA. II — POMPEU E CÉSAR

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178

Da Grandeza dos Romanos e da sua Decadência

Capítulo XI

I — SILA. II — POMPEU E CÉSAR298

1. Sila e Mário299

Desviemos os olhos dos horrores das guerras de Mário e

Sila. Sua história pavorosa encontra-se em Apiano300: além do

298. O título do Capítulo está como no original. Montesquieu, como sempre, não dividiu o Capítulo. Dividimo-lo em itens, com respectivos subtítulos, para maior clareza. Linhas pontilhada: v. Anexo. As notas de Montesquieu estão indicadas no texto alfabeticamente, e acham-se no Anexo.

Expostos nos Capítulos IX e X os fatores do declínio político de

Roma, agora Montesquieu passa a tratar das próprias lutas caracterizadoras já da decadência e que culminaram com a queda da República.

A esse respeito reportamo-nos à nota 282 retro, síntese da Introd.,

Cap. 6, referente ao assunto.

Nesta fase estão Mário contra Sila. Depois Pompeu contra Júlio

César. Nada de Povo contra Aristocracia, note-se. O punctus prurens era a concentração do Poder nas mãos de alguns grandes.

299. Mário (156 a 86 a.C.) e Sila (136 a 78 a.C.) lutaram encarniçadamente liderando partidos, ou melhor, facções adversas. V. nota 264.

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Capítulo VI - A CONDUTA QUE TIVERAM OS ROMANOS PARA SUBMETER TODOS OS POVOS

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140

Da Grandeza dos Romanos e da sua Decadência

Capítulo VI

A CONDUTA QUE TIVERAM OS ROMANOS

PARA SUBMETER TODOS OS POVOS178

1. Máximas dos Romanos179

A) No curso de tanta prosperidade, quando normalmente se relaxa, o Senado agia sempre com a mesma profundidade. E,

178. O título está como no original. Dividimos o Capítulo em dois itens.

O primeiro contém as máximas, i.e., diretrizes, normas, costumes que os Romanos seguiam e impunham no trato com os outros povos.

Indicamo-las alfabeticamente.

No segundo item, Montesquieu expõe a meta global, a que tendem essas máximas. É a dominação violenta e solerte do mundo. De todos os povos. Diz o título do Capítulo: “soumettre tous les peuples”.

V. a fala de Tibério Graco (nota 73). Linhas pontilhadas: v. Anexo. As notas de Montesquieu estão indicadas por letras no texto, e acham-se no Anexo.

Esse estudo da política externa de Roma, o leitor o compreende perfeitamente, por já conhecer a expansão romana (Capítulo V — nota 118). V. Introd., Cap. 4.

Pode supor-se seja o Capítulo XVIII a exposição de novas máximas ou diretrizes políticas de Roma, adotadas no final do Império.

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Capítulo VII - COMO MITRIDATES LHES PÔDE RESISTIR

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Capítulo VII

COMO MITRIDATES LHES PÔDE RESISTIR240

1. O poderio de Mitridates

De todos os reis que os Romanos atacaram, só Mitridates241 defendeu-se com coragem e os pôs em perigo.

A localização de seus Estados era admirável para lhes fazer a guerra. Limitavam-se com a inacessível região do

240. O título do Capítulo está como no original. Dividimos o Capítulo em itens, com os respectivos subtítulos. As notas de Montesquieu estão localizadas no texto alfabeticamente e acham-se no

Anexo.

Este Capítulo só para Mitridates constitui um destaque bem da técnica expositiva de Montesquieu (notas 1 e 241).

Destaque pertinente, pela personalidade de Mitridates, e principalmente porque sua derrota constitui um marco fatídico para Roma: a partir daí é que Roma apossou-se das ambicionadas riquezas do Oriente.

V. nota 475.

V. nota 118. E Introd., Caps. 4 e 13.

241. Mitridates VII, o Grande, foi rei do Ponto de 123 a 63 a.C.

Guerreou contra Roma cerca de 30 anos. Falava vinte e duas línguas, e vocábulos como mitridatizar e mitridatização indicam o processo dele para prevenir seu próprio envenenamento. É desse homem, da sua mestria militar e política, que se trata aqui.

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Capítulo III - COMO OS ROMANOS PUDERAM ENGRANDECER-SE

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106

Da Grandeza dos Romanos e da sua Decadência

Capítulo III

COMO OS ROMANOS PUDERAM

ENGRANDECER-SE58

1. Poderio militar na Antiguidade

Tendo os povos da Europa, na atualidade, mais ou menos as mesmas técnicas59, mesmas armas, mesma disciplina e mesma ma-

58. O título está como no original. Este Capítulo complementa o anterior, conforme técnica expositiva de Montesquieu (notas 1 e 32).

Linha pontilhada: v. Anexo.

As notas de Montesquieu estão indicadas no texto com letras, e acham-se no Anexo.

O cidadão só é bom soldado quando luta com o espírito cívico, i.e., luta convicto de que se sacrifica para o bem da sua Nação. Tal disposição psicológica sobreleva o preparo simplesmente técnico do soldado. O espírito da Nação romana era guerreiro, era a convicção de precisar das guerras, para o bem de toda a Nação, i.e., para todos terem terras, já que as lides campestres constituíam o único trabalho para o Romano na paz.

É essa a exposição de Montesquieu aqui, completando o que iniciara já no Capítulo I, itens 2 e 3 (notas 14 e 22).

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