5199 capítulos
Medium 9788527728041

13 - Edema agudo de pulmão

MORAES, Pedro Ivo De Marqui Roca PDF

Capítulo 13

EDEMA AGUDO DE PULMÃO

Fábio Lourenço Moraes e

Lívia Marques de Castro

DEFINIÇÃO

O edema agudo de pulmão (EAP) é uma emergência clínica grave e prevalente, sendo necessárias rápidas identificação e intervenção, pois pode ser acompanhado de insuficiência respiratória aguda.

Conceitua-se como edema pulmonar (EP) o aumento anormal de líquido nos compartimentos extravasculares dos pulmões, causando comprometimento das trocas gasosas. Essa situação ocorre sempre que o movimento de fluidos intravasculares dirigido para os espaços intersticial e alveolar ultrapassar a capacidade de drenagem sanguínea e linfática.

O acúmulo de fluido no pulmão resulta em: hipoxemia, complacência pulmonar diminuída, trabalho respiratório aumentado e relação entre ventilação e perfusão anormal. O EAP pode estar associado à pressão hidrostática do capilar pulmonar normal ou elevada, caracterizando dois mecanismos determinantes da fisiopatologia: o do tratamento e o do prognóstico.

Ver todos os capítulos
Medium 9788527723299

54 - Exame Clínico

Porto, Celmo Celeno Grupo Gen - Guanabara Koogan PDF

54

Exame Clínico

Edvaldo de Paula e Silva e Yosio Nagato

CC

Introdução

O exame clínico das artérias compreende a anam­ne­se e o exame físico com algumas manobras especiais.

CC

Anamnese

Algumas enfermidades vascula­res se manifestam prefe‑ rencialmente em um dos sexos. A tromboangiite obliterante, por exemplo, acomete os homens em uma proporção de

9:1, com relação às mulheres. Já a doen­ça de Takayasu apa‑ rece principalmente nas mulheres, assim como as varizes e as afecções vasoespásticas, como a doen­ça de Raynaud e o livedo re­ticular.

A idade é um elemento importante no raciocínio diagnós‑ tico, pois as vasculopatias têm suas faixas etárias preferenciais.

Exemplos: a tromboangiite obliterante, a doen­ça de Takayasu e as doen­ças vasoespásticas costumam aparecer até os 40 anos; a aterosclerose surge após os 40 ou 50 anos; e a arterite tem‑ poral é mais comum em pessoas acima de 60 anos de idade.

Um acidente v­ ascular cerebral em paciente jovem sugere sempre ruptura de aneurisma congênito, enquanto, em uma pessoa idosa, é mais provável que se trate de trombose ou embolia, em virtude de comprometimento aterosclerótico das artérias.

Ver todos os capítulos
Medium 9788527731317

35 - Transtornos de Sono e Ansiedade

FUCHS, Flávio Danni; WANNMACHER, Lenita Guanabara Koogan PDF

CAPÍTULO

35

Transtornos de Sono e Ansiedade

Cassiano Mateus Forcelini  Lenita Wannmacher

``

Introdução

Transtornos do sono

Sono é processo fisiológico cuja natureza começou a ser desvendada somente nas últimas décadas. Constitui estado de quietude e diminuição da responsividade a estímulos ambientais e orgânicos, tendo papel crucial sobre a homeostase do sistema nervoso central (SNC) e de outros órgãos.

Divide-se em duas fases claramente diferentes em termos fisiológicos: 1. sono REM (sigla clássica da denominação rapid eye movements, em alusão a um dos fenômenos que ocorrem nesta etapa)

é chamado de “sono paradoxal” ou “sono dos sonhos”; 2. sono não

REM, subdividido nos estágios N1, N2 e N3: os dois primeiros constituindo fases mais superficiais do sono, e N3 sendo conhecido por

“sono de ondas lentas” ou “sono profundo”.

A alternância entre sonos, não REM – normalmente o primeiro a ocorrer após o adormecer – e REM, configura os ciclos de sono, ocorrendo de três a cinco vezes por perío­do de sono, em geral à noite, na maioria das pessoas.

Ver todos os capítulos
Medium 9788527731355

2 - Base Eletroquímica da Função dos Neurônios

REECE, William O. (ed.) Roca PDF

Etsuro E. Uemura

Distribuição dos íons intracelulares e extracelulares, 13

Duas fases do potencial de ação, 18

Potencial de repouso da membrana, 15

Na+/K+‑ATPase e potenciais de ação, 19

Potencial graduado, 15

Potenciais pós‑sinápticos excitatório e inibitório, 15

Somação de potenciais graduados, 16

Potencial de ação, 17

Parte 1 | Neurofisiologia

2

Base Eletroquímica da

Função dos Neurônios

Período refratário, 19

Propagação dos potenciais de ação, 20

Velocidade de condução, 20

Autoavaliação, 21

Canais de Na+ regulados por voltagem, 17

Os neurônios funcionam ao estabelecer uma comunicação mediada por meios elétricos e químicos. Por conseguinte, a excitabilidade dos neurônios e a sua capacidade de propagar sinais elétricos constituem uma das características mais proe‑ minentes do sistema nervoso. O potencial de membrana relati‑ vamente estático das células inativas é o potencial de repouso da membrana. Reflete a permeabilidade iônica seletiva da membrana plasmática, mantida à custa do metabolismo basal contínuo. O potencial de repouso da membrana desempenha um papel central na excitabilidade dos neurônios. Quando um neurônio recebe sinais excitatórios ou inibitórios, a membrana neuronal gera potenciais graduados de membrana excitatórios ou inibitórios (alterações transitórias no potencial de repouso da membrana). Quando o estímulo elétrico preenche critérios específicos, a membrana neuronal sofre uma inversão dinâ‑ mica do potencial de membrana, conhecido como potencial de ação. Neste capítulo, são discutidas quatro propriedades fisiológicas básicas dos neurônios (potencial de repouso da membrana, potencial graduado, potencial de ação e propaga‑

Ver todos os capítulos
Medium 9788527731836

18 - Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica

FREITAS, Elizabete Viana de; MOHALLEM, Kalil Lays; GAMARSKI, Roberto; PEREIRA, Silvia Regina Mendes (eds.) Guanabara Koogan PDF

18

Doença Pulmonar

Obstrutiva Crônica

Adriana Carvalho | Ronaldo Nascentes

Introdução

A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma doença respiratória crônica e progressiva, com efeitos extrapulmonares significativos, caracterizada por redução do fluxo aéreo expiratório não completamente reversível. A limitação do fluxo aéreo é em geral progressiva e associada a uma resposta inflamatória anormal do pulmão a gases ou partículas tóxicas.1,2 A limitação crônica do fluxo aéreo é causada por bronquiolite obstrutiva e por aumento do colapso bronquiolar em decorrência da redução da força de retração elástica pulmonar secundária à destruição total ou parcial dos septos alveolares (enfisema).

Em termos didáticos, a DPOC é dividida em enfisema pulmonar e bronquite crônica, que geralmente coexistem em um mesmo paciente. O enfisema pulmonar é caracterizado pela destruição e pelo alargamento dos espaços aéreos distais ao bronquíolo terminal sem fibrose evidente, porém com consequente perda da arquitetura normal. A bronquite crônica é clinicamente definida pela ocorrência de tosse produtiva, por pelo menos 3 meses ao ano, por 2 anos consecutivos, excluindo-se outras causas possíveis, como bronquiectasias, tuberculose, fibrose cística e insuficiência cardíaca.3

Ver todos os capítulos

Visualizar todos os capítulos