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3 Arquitetura Músculo-Tendão e Desempenho do Atleta

Zatsiorsky, Vladimir M. Grupo Gen - Guanabara Koogan PDF

Capítulo 3

Arquitetura Músculo-tendão e

Desempenho do Atleta

J.H. CHALLIS

Introdução

As atividades atléticas impõem uma ampla variedade de demandas no sistema muscular humano. Algumas atividades requerem pequenas quantidades de força muscular ajustadas em aumentos finos, algumas requerem produção rápida de forças altas, enquanto ainda outras demandam a produção lenta de forças muito altas. O propósito deste capítulo é identificar as propriedades essenciais do músculo e explicar como os músculos influem na função muscular durante as atividades atléticas. O enfoque será no músculo esquelético que, contrariamente às duas outras formas de músculos, o liso e o cardíaco, pode ser controlado voluntariamente. Como o sistema do músculo esquelético precisa realizar uma variedade de funções, a sua organização é geralmente um compromisso; o músculo esquelético é especializado somente no sentido de que ele pode realizar uma variedade de tarefas.

A primeira Lei de Newton estabelece, basicamente, que nós necessitamos de forças para parar, começar ou alterar um movimento, portanto, como as fibras dos músculos são as fontes de produção de força no corpo humano, são responsáveis pelo nosso movimento voluntário ou pela falta dele. As fibras musculares produzem forças que são transmitidas, via tendão, para o esqueleto; estas forças geram momentos na articulação, seja promovendo, seja limitando um movimento causado por outras forças (por exemplo, a manutenção da postura ereta, quando em bipedestação exposto a uma ventania). Portanto, é útil não apenas considerar as forças que o músculo produz, mas também analisar como estas forças operam através das articulações. Quando nos referimos à arquitetura músculo-tendão, estamos nos referindo à estrutura e ao arranjo dos componentes do sistema músculo-tendão. Este capítulo examinará como o sistema músculo-tendão é arranjado para produzir movimento e as estruturas que possibilitam tal movimento.

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10 Forças Propulsoras na Natação

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Capítulo 10

Forças Propulsoras na Natação

A.R. VORONTSOV E V.A. RUMYANTSEV

A natureza de forças propulsoras na natação

A locomoção aquática de um ser humano é o resultado da interação dos segmentos do corpo com a água. Em terra, um ser humano utiliza a superfície do solo como um suporte sólido e imóvel. Um esforço é aplicado contra o solo e a reação do mesmo, transmitida ao corpo, faz com que o corpo se mova. Durante a natação, o nadador gera o “suporte imóvel” no meio de fluido móvel, utilizando sua densidade e viscosidade, e supera as forças resistivas opostas.

A natureza da natação é que ela ocorre na água, a qual resiste ao movimento do nadador através dela. A resistência hidrodinâmica se manifesta: (i) como a força que diminui a velocidade e pára o movimento do nadador na água (ver Cap. 9); e (ii) como uma força de reação hidrodinâmica aos movimentos para os membros do nadador através da água. Esta força de reação hidrodinâmica é a fonte de propulsão para a locomoção do nadador.

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30 Esportes Pós-amputação

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Capítulo 30

Esportes Pós-amputação

A.S. ARUIN

Introdução

A história da competição atlética de indivíduos com incapacidade física começou em 1948 durante o Stoke Mandeville Games, na Inglaterra, e continua até hoje. Inúmeros eventos esportivos ao redor do mundo contribuíram para a popularidade dos esportes para incapacitados. Em 1996, mais de 4.000 atletas de 102 países competiram na Paraolimpíada de Atlanta (Miller &

Rucker, 1997). Hoje em dia, aproximadamente 20.000 amputados participam ativamente em diversos esportes, com mais de

5.000 participando nos eventos esportivos competitivos organizados nos Estados Unidos (Michael et al., 1990). Não é mais apenas “motivo de inspiração” ter um indivíduo incapacitado competindo em atividades esportivas, sendo que existem muitos atletas amputados.

Aproximadamente 500.000 indivíduos nos Estados Unidos foram submetidos a uma amputação (Sherril, 1997). Este número inclui a amputação adquirida e a amputação decorrente de malformação de partes corporais em indivíduos nascidos com deficiências nos membros em que próteses podem ser adaptadas em uma idade precoce (Krementz, 1992). Em geral, as amputações adquiridas ocorrem nas pessoas de meia-idade e em idosos devido a problemas circulatórios nos membros inferiores, por vezes precipitadas por diabetes. As principais causas da amputação adquirida em crianças são o trauma (acidentes automobilísticos, instrumentos motorizados e de fazenda, e explosões de munições), bem como o câncer e a infecção. Acidentes com carros, conflitos armados, guerras civis e explosões de minas terrestres contribuem significativamente para o crescente número de amputados em todo o mundo.

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6 Fundamentos Biomecânicos do Treinamento de Força e de Potência

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Capítulo 6

Fundamentos Biomecânicos do

Treinamento de Força e de Potência

M.C. SIFF

Introdução

As qualidades de força e de potência são popularmente mais associadas com esportes que requerem apresentação evidente de desempenho muscular impressionante, tais como o levantamento de peso, a luta livre e as modalidades de atletismo. Conseqüentemente, sempre que o treinamento de força foi utilizado como um método de preparação suplementar de esportes, foi aplicado na maioria das vezes nestes tipos de esporte de “força” e minimamente naqueles esportes nos quais o papel do sistema cardiovascular foi forçado à custa de quase todas as outras qualidades motoras.

Entretanto, todos os esportes, e na verdade todos os movimentos humanos, necessitam da geração de níveis apropriados de força e de potência, em uma variedade de aplicações e situações diferentes, como será discutido mais adiante. Vários fatores contribuíram para a relutância prolongada em aceitar o treinamento de força como parte relevante no preparo dos atletas internacionais para as rigorosas competições de ponta. Entre tais fatores, pode-se citar em particular a primazia conferida pelos médicos a respeito do papel do condicionamento cardiovascular em cardíacos e em pessoas sadias em geral, o forte enfoque científico nos processos metabólicos como determinantes do desempenho esportivo e a condenação exagerada do treinamento de força como causa de lesão musculoesquelética, de deficiência da flexibilidade e da diminuição da velocidade do movimento.

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7 Fatores que Afetam as Freqüências de Movimento Preferidas em Atividades Cíclicas

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Capítulo 7

Fatores que Afetam as Freqüências de Movimento Preferidas em

Atividades Cíclicas

P.E. MARTIN, D.J. SANDERSON E B.R. UMBERGER

Introdução

Muitos movimentos humanos são caracterizados pela repetição contínua de um padrão fundamental de movimento (por exemplo, andar, correr, saltitar, pedalar, nadar, remar). Para atividades cíclicas, a velocidade média de progressão é definida pelo produto da distância média percorrida por ciclo de movimento

(por exemplo, comprimento do passo na corrida) e a freqüência média ou cadência em que o ciclo de movimento está sendo repetido (por exemplo, comprimento do passo na corrida ou cadência). Em movimentos humanos normais, estes fatores de velocidade, distância e cadência são usualmente determinados livremente ou auto-selecionados pelo indivíduo e são raramente fixos ou preestabelecidos. Além disso, os humanos têm uma habilidade incrível de alterar intencionalmente a velocidade, distância e cadência a fim de alcançar as demandas do ambiente.

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