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Medium 9788536321004

19. O medo de morte na infância: um estudo de caso

Farias, Ana Karina Curado Rangel de Grupo A - Artmed PDF

Capítulo 19

O Medo de Morte na Infância

Um Estudo de Caso1

Regiane de Souza Quinteiro

O

conceito de infância traz alguns significados que são construídos socialmente, não sendo, portanto, um conceito estático, mas um conceito que sofre modificações em funções das determinações culturais e mudanças estruturais da sociedade.

De acordo com a lei apresentada pelo

Estatuto da Criança e do Adolescente

(1990), considera-se criança a pessoa com até 12 anos incompletos. Campos e Souza

(2003) citam que, na visão de alguns estudiosos, a linha divisória entre a infância e a idade adulta está desaparecendo rapidamente em função das exigências culturais que vão se transformando ao longo do tempo. Observa-se, em contextos sociais diferentes, que as brincadeiras, as vestimentas, o contato com a família, a própria estrutura familiar, têm mudado bastante nas últimas décadas. A criança de hoje compartilha menos tempo com a sua família, porque esta precisa aumentar seu poder aquisitivo para oferecer condições mínimas de educação e subsistência para a criança.

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Medium 9788536323459

10. Funcionamento cognitivo comprometido

Wright, Jesse Grupo A - Artmed PDF

10

Funcionamento cognitivo comprometido

E

ste capítulo descreve as técnicas de TCC usadas no trabalho com a disfunção cognitiva em pacientes com doença mental grave.

A situação mais desafiadora é com frequência encontrada em indivíduos que exibem transtorno de pensamento esquizofrênico, como o “pensamento em movimento do cavalo de xadrez” (ver seção “Transtorno do pensamento maior”, adiante neste capítulo).

Classicamente, nenhuma forma de tratamento psicológico foi capaz de fazer muito progresso com o diálogo aparentemente incompreensível. No entanto, as pesquisas sobre a saliência emocional do pensamento desorganizado levaram à descrição de um modelo viável de TCC e ao desenvolvimento de estratégias de intervenção potencialmente úteis. Essa abordagem é demonstrada aqui com ilustrações em vídeo do tratamento de

Daniel, um jovem com desorganização bastante severa do pensamento. Além disso, são descritos métodos para formas mais brandas de transtorno do pensamento esquizofrênico, como o pensamento pseudofilosófico, o pensamento concreto e o bloqueio do pensamento. Como o comprometimento cognitivo

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Medium 9788536310367

11. Orientações para prática e pesquisa futuras

El-Mallakh, Rif S. Grupo A - Artmed PDF

Depressão bipolar

Orientações para prática e pesquisa futuras

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S. NASSIR GHAEMI, M.D., M.P.H.

JACLYN SAGGESE, B.A.

FREDERICK K. GOODWIN, M.D.

ATÉ POUCO TEMPO, o desenvolvimento de novos tratamentos farmacológicos para depressão focalizavam-se tanto na depressão unipolar que depressão maior e depressão unipolar pareciam ser quase sinônimos. Talvez a depressão bipolar tenha ficado de lado porque, até recentemente, todos os agentes desenvolvidos de forma específica para o tratamento de transtorno bipolar foram introduzidos como agentes antimaníacos. Quando a depressão ocorria em um paciente bipolar, ela era tratada com os mesmos agentes antidepressivos desenvolvidos para depressão unipolar.

Agora, com o desenvolvimento de novos agentes (lamotrigina e, talvez, também, quetiapina), que podem ser mais efetivos para depressão bipolar do que para depressão unipolar, o interesse naquela se intensificou. Outra razão para essa nova

ênfase na depressão bipolar é a recente pesquisa longitudinal indicando que a depressão representa a maior parte da morbidade associada a transtorno bipolar.

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Medium 9788573075991

Capítulo 19 Comunicação

Zimerman, David Grupo A - Artmed PDF

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DAVID E. ZIMERMAN

CAPÍTULO 19

Comunicação

A importância do processo da comunicação1 intra e intergrupal pode ser medida a partir do princípio de que o grande mal da humanidade é o problema do mal-entendido. Na imensa maioria das vezes, as pessoas pensam que se comunicam, mas, mesmo quando propõem um “diálogo”, o que resulta são monólogos isolados, onde cada um não escuta (é diferente de ouvir) o outro, porquanto eles comumente estão mais interessados em que o outro aceite a sua tese.

As grupoterapias, mais do que o tratamento individual, propiciam o surgimento dos problemas de comunicação e, portanto, favorecem o reconhecimento e o tratamento dos seus costumeiros distúrbios.

A comunicação se processa a partir dos seguintes quatro elementos: o emissor, a mensagem, o canal e o receptor. Cada um deles, em separado ou em conjunto, pode sofrer um desvirtuamento patológico.

O EMISSOR

A primeira observação que deve ser feita é a de que falar não é o mesmo que comunicar. Assim, a fala tanto pode ser utilizada como instrumento essencial da comunicação, como, pelo contrário, pode estar a serviço da incomunicação.

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Medium 9788573074826

24 Pacientes de Difícil Acesso

Zimerman, David E. Grupo A - Artmed PDF

FUNDAMENTOS PSICANALÍTICOS

C A P Í T U L O

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Pacientes de Difícil Acesso

A definição de “paciente de difícil acesso”

(PDA) é complexa, tanto conceitual como clinicamente, e, com o propósito de melhor precisá-la, vou tomar como pontos de referência conceitos de quatro estudiosos do assunto.

Pertence a Betty Joseph (1975) a expressão

“PDA”, com que se designa um tipo de analisando que usa maciçamente o recurso da dissociação, pelo qual a parte realmente “paciente” do paciente, ou seja, a criancinha frágil, dependente e cheia de angústias e necessidades fica esplitada no campo analítico e, por isso mesmo, torna-se de acesso muito difícil às interpretações do analista. A autora considera que essas partes dissociadas devem ser procuradas nos diferentes esconderijos, apontando os principais modos de ocultamento.

Joyce MacDougall (1972), por sua vez, denomina de “casos difíceis” aqueles que apresentam sérios obstáculos ao processo analítico. Isso ocorre em pacientes que são portadores de um tipo e grau de organização defensiva que resulta em uma caracterologia muito difícil de ser modificada, pelo fato de que esta lhes serve de proteção contra primitivas – e terríveis – ansiedades de aniquilamento do self. A tenaz resistência às mudanças estruturais, e daí o difícil acesso analítico, deve-se a que, antes de viver a vida, tais pacientes precisam é garantir o seu sobreviver psíquico.

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Medium 9788536325637

10. Terapia cognitivo‑comportamental para transtorno bipolar na infân cia

Petersen, Circe Salcides Grupo A - Artmed PDF

10

Terapia cognitivo­‑comportamental para transtorno bipolar na infância

José Caetano Dell’Aglio Jr.

Circe Salcides Petersen

Introdução

O transtorno bipolar(TB) se manifesta comumente na adolescência ou no início da vida adulta. No entanto, descrições clássicas e numerosos estudos de caso demonstraram a presença do transtorno na infância. Nos

últimos anos, a identificação de quadros precoces do transtorno tem gerado grande interesse entre clínicos e cientistas, na população geral e na mídia. Parte desse interesse se originou na recente hipótese de que o TB seja um processo neurobiológico progressivo que pode piorar à medida que os episódios vão se perpetuando. Portanto, a identificação precoce e o tratamento adequado podem atenuar o curso da doença.

Curiosamente, de modo crescente, os pais têm buscado respostas e ajuda para os filhos que mostram sintomas severos e que estão sob riscos de sérios problemas comportamentais e educacionais, assim como suicídio. À parte das considerações de tratamento, o transtorno bipolar de aparecimento na infância também levanta questões conceituais e etiológicas: Há diferentes subtipos com diferentes causas e cursos? Quais são as distinções definitivas entre a doença bipolar pediátrica e outros transtornos pediátricos da infância, tal como o transtorno de

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Medium 9788536311166

No Hospital da Criança Santo Antônio

Zimerman, David Grupo A - Artmed PDF

VIVÊNCIAS DE UM PSICANALISTA

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No Hospital da Criança Santo Antônio

LURDINHA, A MENINA COM MAIS

DE 2 ANOS, QUE AINDA NÃO CAMINHAVA

Na época em que, recém-formado, eu pretendia me tornar pediatra, escolhi o Hospital da Criança Santo Antônio para aprender, sobretudo com um grande e celebrado pediatra, o mestre Décio Martins Costa. E como aprendi!, sobretudo a simplificar os atendimentos, a valorizar não unicamente os sintomas e o exame clínico da criança. Décio Martins Costa dava uma grande ênfase aos fatores do meio ambiente familiar, sobretudo à boa ou má capacidade de maternagem da mãe e aos fatores socioculturais que cercavam a criancinha, em uma época em que isso não era comum.

Assim, nós, alunos, víamos com nossos próprios olhos e aprendíamos com o professor Décio o quanto o surgimento de uma grande quantidade de crianças gravemente desidratadas ou distróficas (com grau de desnutrição e de magreza tão grandes que às vezes a criança ficava reduzida a pele e ossos) era devido à total falta de informação dos pais sobre os cuidados primários com o filho, quando não um triste fruto do abandono, físico e afetivo. Igualmente observávamos crianças com equimoses, queimaduras

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Medium 9788536326955

17. O uso do recurso gráfico como meio de interação e comunicação com crianças hospitalizadas

Affonso, Rosa Maria Lopes Grupo A - Artmed PDF

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O uso do recurso gráfico como meio de interação e comunicação com crianças hospitalizadas

Sandra R. de Almeida Lopes

O

ambiente hospitalar muito difere do ambiente no qual a criança está inserida a maior parte do tempo. Entretanto, a partir do momento em que adoece, ela vê­‑se diante da necessidade de passar por um período de internação hospitalar. Acrescido ao sofrimento provocado pelo próprio adoecimento ou pelos procedimentos clínicos invasivos, a criança experimenta o sofrimento de estar num lugar estranho, distante dos familiares e privada das atividades que sempre fizeram parte do seu cotidiano.

A hospitalização, embora ocorra com a finalidade de promover recuperação ou melhoria na qualidade de vida, desperta nos pacientes sentimentos confusos e contraditórios, além de desencadear diferentes reações emocionais. As reações mais comumente observadas são: regressão, depressão, ansiedade, mobilização de defesas, sintomas psicossomáticos, intensificação do vínculo afetivo com o cuidador, fantasias assustadoras e distorcidas, isolamento e precipitação ou agravamento de sintomas psicopatológicos pré­‑mórbidos.

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Medium 9788536325460

15 Transtornos da personalidade e transtornos dissociativos (ou conversivos)

Louzã Neto, Mário Rodrigues Grupo A - Artmed PDF

Transtornos da personalidade e transtornos dissociativos

(ou conversivos)

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Letícia Oliveira Alminhana

Alexander Moreira-Almeida

Nas maravilhosas experiências levadas a cabo por Binet, Janet, Breuer,

Freud, Mason, Prince e outros, da consciência subliminal dos pacientes com histeria, revelam-se-nos sistemas inteiros de vida subterrânea, em forma de lembranças de um tipo doloroso, que levam uma existência parasítica, enterrados fora dos campos primários da consciência e que nela fazem irrupções, com alucinações, dores, convulsões, paralisias de sentimento e movimento e toda a procissão de sintomas de doença histérica do corpo e da mente.

Willian James1

Ao longo deste capítulo, serão abordados os transtornos da personalidade

(TPs) que apresentam sintomas de dissociação ou comorbidade com os transtornos dissociativos. Os transtornos da personalidade emocionalmente instável ou borderline (TPB), esquizotípica (TPE) e antissocial (TPAS) têm sido bastante estudados, e pesquisas recentes apontam a dissociação entre suas principais características. Assim sendo, primeiro serão apresentados um breve histórico e uma síntese dos critérios diagnósticos de transtorno dissociativo

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Medium 9788573074826

26 O que Mudou nas “Regras Técnicas” Legadas por Freud?

Zimerman, David E. Grupo A - Artmed PDF

C A P Í T U L O

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O que Mudou nas

“Regras Técnicas” Legadas por Freud?

Por meio dos seus trabalhos sobre técnica psicanalítica, mais consistentemente estudados e publicados no período de 1912 a 1915, Freud deixou um importante e fundamental legado a todos os psicanalistas das gerações vindouras: as regras mínimas que devem reger a técnica de qualquer processo psicanalítico. Muito embora Freud as tenha formulado como “recomendações”, elas são habitualmente conhecidas como “regras”, talvez pelo tom pedagógico e algo superegóico com que ele as empregou nos seus textos.

Convém lembrar que, classicamente, são quatro essas regras: a regra fundamental (também conhecida como a regra da livre associação de idéias) a da abstinência; a da neutralidade; e a da atenção flutuante. Creio que é legítimo acrescentar uma quinta regra, a do amor à verdade, tal foi a ênfase que Freud emprestou à verdade e à honestidade como uma condição sine-qua-non para a prática da psicanálise.

Tais regras permanecem vigentes em sua essencialidade, porém elas vêm sofrendo muitas e significativas transformações, à medida que a própria ideologia da psicanálise também está passando por sucessivas e profundas modificações nesse seu primeiro século de existência, por intermédio de algumas rupturas epistemológicas. A propósito, pode-se dizer que, nesse período, a ciência psicanalítica tem transitado fundamentalmente por três fases bem marcantes, conquanto todas elas continuem válidas e entrelaçadas.

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Medium 9788536302829

Capítulo 11 - Transferências. Transferência de impasse. Psicose de transferência

Zimerman, David E. Grupo A - Artmed PDF

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Transferências. Transferência de

Impasse. Psicose de Transferência

Na prática analítica o que é mais relevante? O clássico conceito de Freud de que a transferência resulta de uma compulsiva necessidade de repetição ou a tendência atual de considerá-la como uma repetição de necessidades, que não foram compreendidas e resolvidas no passado primitivo. Ou ambas têm a mesma importância?

EVOLUÇÃO DA CONCEITUAÇÃO

Embora o fenômeno transferencial esteja virtualmente presente em todas as inter-relações humanas, o termo “transferência” deve ficar reservado unicamente para a relação presente no processo psicanalítico, o qual, juntamente com a “resistência” e a “interpretação”, constitui o tripé fundamental da prática da psicanálise, dando-lhe o selo de genuinidade psicanalítica, entre outras modalidades psicoterápicas.

De forma extremamente genérica, podese conceituar o fenômeno transferencial como o conjunto de todas as formas pelas quais o paciente vivencia com a pessoa do psicanalista, na experiência emocional da relação analítica, todas as “representações” que ele tem do seu próprio self, as “relações objetais” que habitam o seu psiquismo, bem como os conteúdos psíquicos que estão organizados como

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Medium 9788536311234

Capítulo 14 - Terapia de casal

Cordioli, Aristides Volpato Grupo A - Artmed PDF

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Cordioli e cols.

Terapia de casal 14

José Ovídio Copstein Waldemar

Os clientes que procuram a terapia de casal cada vez mais refletem a diversidade das situações de parceiros em relações duradouras na nossa sociedade. Atualmente, vemos casais legalmente casados sem filhos, uniões estáveis com filhos, parceiros que coabitam e casais com conflitos no recasamento. Os problemas mais comuns nas várias fases do casamento e as principais abordagens usadas são descritas neste capítulo, com ênfase na tendência seguida pela maioria dos psicoterapeutas que trabalham com a integração de modelos. Os melhores resultados são obtidos com casais jovens e comprometidos. Os casais cronicamente disfuncionais apresentam resultados mais modestos. O divórcio, pela sua freqüência, já não pode mais ser considerado algo “anormal”, mas um desenvolvimento que pode tanto ser positivo ou negativo para as pessoas envolvidas. A terapia de casal no recasamento merece considerações especiais.

Vivemos em uma época de muitas mudanças e contrastes. Por exemplo, na classe média, os filhos estão saindo de casa e casando-se cada vez mais tarde, pressionados pela crise econômica e pela popularização dos cursos de pósgraduação. Por outro lado, também é freqüente encontrar muitos jovens, com a aceitação dos seus pais, vivendo juntos sem o contrato legal do matrimônio. A maioria das primeiras coabitações no nosso meio leva ao casamento, mas isso já não acontece na Escandinávia, por exemplo, onde a maioria dos casais prefere continuar vivendo em uma união estável. Naquele país, como aqui, os direitos adquiridos dos parceiros em uniões estáveis são os mesmos das uniões formais.

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Medium 9788536301075

13. Fobia Social

Nabuco de Abreu, Cristiano Grupo A - Artmed PDF

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Fobia Social

Miréia Roso

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

A fobia social é um diagnóstico psiquiátrico e, como tal, requer critérios objetivos que descrevam os comportamentos e os sintomas que caracterizam esse quadro. Os manuais de classificação diagnóstica psiquiátrica têm exatamente esta função: descrever objetivamente os diferentes transtornos e definir os critérios para realizar o referido diagnóstico. Os mais utilizados são o DSM-IV-TR (APA, 2002) e a

CID-10 (OMS, 1993).

Na concepção construtivista, o foco do tratamento da fobia social volta-se mais para os processos pelos quais os comportamentos e os sintomas foram sendo “construídos” pelo indivíduo ao longo de sua vida do que para os diagnósticos psiquiátricos cuja ênfase é mais descritiva, ou seja, a identificação diagnóstica parte sempre do olhar do profissional. Portanto, nesse enfoque psicoterapêutico, o indivíduo

é a fonte maior de conhecimento na compreensão de sua patologia, por ser ele capaz de indicar os significados que lhe são restritivos

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Medium 9788536302829

Capítulo 19 - O término de um tratamento analítico

Zimerman, David E. Grupo A - Artmed PDF

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O Término de um

Tratamento Analítico

Como vir a ser o que realmente se é!

Nietzche (em Ecce Homo)

Uma das questões mais importantes que todo analista enfrenta – no que diz respeito à avaliação das mudanças psíquicas no analisando – é aquela que consiste em dúvidas que se referem a decidir se o seu paciente já está em condições de terminar formalmente a sua análise. Por alguma razão, que ainda não me é clara, o assunto, relativamente, é quase que inexistente na literatura psicanalítica.

Uma hipótese que me ocorreu é a possibilidade de que, como as supervisões dos candidatos – futuros psicanalistas –, em sua grande maioria, ficam concluídas antes de chegarem ao seu término, não se tenha criado nos analistas o costume de dar uma maior ênfase à valorização desse aspecto, tão significativo e fundamental, que é o término de uma análise, com todas as suas vicissitudes e possíveis turbulências. Uma outra possibilidade pode ser justamente a permanência da dúvida no analista, que possa ter gerado um desconforto nele, quanto a se o término da análise de seu paciente foi adequado ou não.

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Medium 9788536322100

31 Práticas Esportivas

Diniz, Leandro Fernandes Malloy Grupo A - Artmed PDF

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PRÁTICAS

ESPORTIVAS

Guilherme Menezes Lage

Herbert Ugrinowitsch

Leandro F. Malloy-Diniz

O

esporte entendido como um construto complexo caracterizado pela interação de diferentes dimensões, como a biológica, a motora, a social e a cognitiva, transcende as fronteiras de um determinado domínio do conhecimento. Esse caráter multidimensional do esporte necessita de investigação de pesquisadores de diferentes áreas, tais como da Educação da Física, da Fisioterapia, da

Medicina, da Psicologia e da Sociologia.

Apesar de não apresentar um volume expressivo de pesquisas como em áreas mais dedicadas ao estudo dos esportes, observa-se um número crescente de pesquisas sobre esse tópico também na

Neuropsicologia.

As aplicações da Neuropsicologia ao estudo das práticas esportivas têm apresentado duas grandes vertentes de aplicação, quais sejam, a compreensão de aspectos neuropsicológicos relacionados ao desempenho de atletas e as consequências das lesões cerebrais adquiridas, tendo como base o desempenho em modalidades esportivas com características e demandas cognitivas distintas.

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