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Medium 9788536325705

13. Rumo à prevenção da dependência adolescente de internet

Young, Kimberly S. Grupo A - Artmed PDF

268

Kimberly S. Young, Cristiano Nabuco de Abreu & cols.

Os dependentes de internet são identificados por esses estudos anteriores como, em sua maioria, adultos e estudantes universitários. Recentemente, na medida em que a internet passou a ser uma parte integral do cotidiano dos adolescentes tanto por razões acadêmicas como recreativas, o seu uso excessivo passou a ser uma preocupação crescente para pais, profissionais de saúde mental, educadores e legisladores. As características clínicas da dependência adolescente são muito semelhantes às apresentadas pelos adultos. Segue­‑se o caso de um adolescente de 16 anos, aluno de ensino médio, que procurou aconselhamento virtual voluntariamente:

Desde que me tornei dependente [de StarC], estudar perdeu a importância para mim e, naturalmente, minhas notas pioraram rapidamente.

Embora meus amigos e família estejam preocupados, parece que eu não consigo me livrar dessa obsessão pelo jogo e continuo jogando a noite toda na maioria das noites... Mesmo quando durmo eu penso sobre o jogo e, às vezes, sonho que sou uma unidade de combate no jogo... Eu quero me livrar dessa obsessão, mas simplesmente não consigo (habitualmente fico no computador nove horas por dia e, em numerosas ocasiões, até

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Medium 9788536326313

8. FARMACOLOGIA DO CONSUMO DE CRACK

Ribeiro, Marcelo Grupo A - Artmed PDF

116

NEUROCIÊNCIA APLICADA AO

TRATAMENTO DO CONSUMO DE CRACK

C A P Í T U L O

8

FARMACOLOGIA DO

CONSUMO DE CRACK

MARCELO RIBEIRO / ELAINE DONATO NUDELMAN /

ELTON PEREIRA REZENDE / RODOLFO YAMAUCHI

O crack é uma apresentação da cocaína para ser fumada ou inalada com o propósito de produzir efeitos mais rápidos e intensos.1

Seu modo de comercialização barato e sua rápida expansão entre os grupos socialmente excluídos e/ou minorias étnicas chamaram a atenção das autoridades sanitárias de diversos países desde o início de seu consumo.2 A relação entre a via de administração pulmonar e modos mais graves de consumo, dependência e complicações sociais tornou-se igualmente relevante em pouco tempo.3

Assim, as particularidades farmacológicas do consumo de crack vêm sendo pesquisadas e publicadas e serão descritas sucintamente ao longo deste capítulo.

O crack é uma apresentação da cocaína para ser fumada ou inalada com o propósito de produzir efeitos mais rápidos e intensos.1

ORIGEM VEGETAL

A coca é um arbusto originário da América do Sul, cujo nome deriva do quéchua (kuka) e significa “planta”.4 Há cerca de 250 espécies de coca,5 distribuídas nas terras altas e na floresta equatorial da Colômbia, do Peru e da Bolívia.6-8 Duas dessas espécies, a Erythroxylon coca e a Erythroxylon novagranatense, crescem naturalmente nas encostas dos altiplanos andinos desde tempos imemoriais.5,7 Outras foram domesticadas posteriormente para o cultivo nas terras baixas da Região Amazônica, como a Erythroxylon coca var. ipandu.5

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Medium 9788536311104

3. A CRIANÇA É O SEU CORPO: INTRODUÇÃO À OBRA DE AJURIAGUERRA

Fonseca, Vitor da Grupo A - Artmed PDF

104 Desenvolvimento psicomotor e aprendizagem

3

A CRIANÇA É O SEU CORPO: introdução à obra de Ajuriaguerra

CORPO E PERSONALIDADE

Julian de Ajuriaguerra, médico de origem basca, formado na França e radicado durante muito tempo na Suíça, é mundialmente reconhecido pelos seus trabalhos no âmbito da neurofisiologia, da neuropatologia e, fundamentalmente, no campo que interessa mais à teoria da psicomotricidade, ou seja, o da neuropsiquiatria infantil. Sua obra é de tal extensão e profundidade que naturalmente se torna impossível tratála, ou mesmo só apresentá-la, em um livro de sensibilização à problemática do desenvolvimento psicomotor e da aprendizagem, como é o caso.

No entanto, não posso adiar por mais tempo uma primeira abordagem à perspectiva multifacetada deste autor, que permite, por si só, completar e concretizar um sentido multi e transdisciplinar, que entendo ser hoje indispensável a todos os especialistas em desenvolvimento humano (pais, inclusive) quando, principalmente, está em questão o estudo, a compreensão, a caracterização e a intervenção sobre a personalidade total, inteira, completa e evolutiva da criança e do jovem.

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Medium 9788536324265

8. E volução da moralidade

Callegaro, Marco Montarroyos Grupo A - Artmed PDF

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Evolução da moralidade

O gene egoísta

Darwin não desenvolveu muito a noção de seleção de grupo, con­cen­ trando­‑se mais na seleção do indivíduo. Inicialmente, a ideia de seleção de grupo foi usada de forma ingênua, gerando explicações pouco verossímeis sobre o comportamento. Na primeira metade do século passado, o conhecimento sobre genética foi unificado com a teoria da seleção natural, dando origem ao que os biólogos chamaram de teoria sintética da evolução. A seleção de grupo como mecanismo da evolução foi pouco a pouco perdendo sua credibilidade, sobretudo a partir dos anos de 1960, com o trabalho de cientistas como Edward O. Wilson, Richard Dawkins, Willian Hamilton, George

Williams e Robert Trivers. Cada um desses teóricos contribuiu para elucidar aspectos importantes da evolução do comportamento cooperativo, enfatizando a seleção no plano da genética e do indivíduo.

Edward O. Wilson, em seu livro Sociobiology: The New Synthesis (1975) apresenta a proposta de fundir a ecologia e a etologia, fundando a disciplina­ da sociobiologia, uma tentativa de explicar o comportamento social de animais e humanos com base na biologia evolutiva, mais especificamente no neo­darwinismo. Um dos principais focos da sociobiologia foi explicar a evolução do comportamento altruísta. Wilson calculou que a seleção natural havia formado a sociedade humana, e, como consequência, os comportamentos sociais dos homens sofrem forte influência genética.

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Medium 9788536326955

19. O lúdico no consultório: análise do ludodiagnóstico na demanda da saúde suplementar

Affonso, Rosa Maria Lopes Grupo A - Artmed PDF

19

O lúdico no consultório

Análise do ludodiagnóstico na demanda da saúde suplementar

Marisa Cintra Bortoletto

A

saúde suplementar apareceu no cenário nacional para suprir as deficiências da saúde pública brasileira. É composta pelas operadoras de saúde, as quais administram e comercializam os diversos planos de saúde.

A Agência Nacional de Saúde (ANS), conjuntamente com as operadoras, é responsável pela regulamentação do rol de procedimentos médicos, odontológicos e psicológicos, entre outros. Recentemente, em 2008, a psicologia clínica foi contemplada com 12 sessões/ano de psicoterapia, para qualquer tipo de plano de saúde, o que significa que um número cada vez maior de pessoas agora tem acesso aos serviços psicológicos.

Quando pensamos nas famílias e seus dependentes, sabemos que as crianças são as principais beneficiadas, pois a partir da sintomatologia serão submetidas ao ludodiagnóstico e encaminhadas para os tratamentos mais adequados. Os resultados oferecerem uma contribuição substancial aos pais, à família e à criança.

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Medium 9788536305738

Parte III - O DESENVOLVIMENTO DA PERSONALIDADE

Zimerman, David E. Grupo A - Artmed PDF

Psicanálise em Perguntas e Respostas

83

Parte III

O DESENVOLVIMENTO DA PERSONALIDADE

Existem evidências de que o feto já tem um psiquismo ativo?

94.

Na década de 1970, o psicanalista Bion começou a especular a existência de um psiquismo fetal, a partir dos estudos científicos dos embriologistas, que encontraram no corpo adulto vestígios daquilo que primordialmente eram os órgãos sensoriais e fisiológicos do feto, como as cavidades auditivas e ópticas. Nas suas especulações imaginativas, Bion afirmava que não tinha a menor dúvida de que o feto pode ouvir e responder a tons musicais, tanto aos estímulos sonoros provindos de dentro (como os borborigmos intestinais da mãe) quanto aos de fora. Essas especulações de Bion, feitas em uma época em que não existia a atual tecnologia médica, têm sido amplamente comprovadas por recentes trabalhos de pesquisa com rigor científico, como os de

Alessandra Piontelli, na Itália, que demonstrou as diferentes respostas que o feto responde conforme o tipo de estímulo intra-uterino a que ele é submetido. Evidentemente, não se trata de um psiquismo adulto e muitos leitores poderiam perguntar se o fato de o feto responder a estímulos significa um psiquismo, ou não é mais do que reflexos fisiológicos? Nos aludidos experimentos tecnológicos, principalmente quando se trata de gêmeos na cavidade uterina, é visível que os fetos brincam, ou se agridem, ou sorriem, etc., em uma nítida demonstração de que estão interagindo, ainda que em um psiquismo bastante primitivo, porém que fica impresso na mente, com futuras ressonâncias em seu psiquismo adulto.

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Medium 9788536302393

9 O Trabalho com Psicóticos

Zimerman, David E. Grupo A - Artmed PDF

BION – DA TEORIA À PRÁTICA

121

9

O Trabalho com Psicóticos

Estimulado pelas suas observações relativas aos mecanismos psicóticos observados em seus diversos grupos, Bion começou a analisar pacientes esquizofrênicos por meio da técnica clássica da psicanálise.

É útil esclarecer que é o próprio Bion quem afirma: “só analisei pacientes esquizofrênicos que podiam vir ao meu consultório”

(1973, p. 119; grifo meu). Ademais, Bion não analisava somente esquizofrênicos, mas também pacientes neuróticos graves e toxicômanos. Ele publicou muitos trabalhos sobre essa experiência com psicóticos, sempre os ilustrando com vinhetas clínicas e interessando-se, sobretudo, pelos fenômenos das identificações projetivas e o modo como os esquizofrênicos utilizam a linguagem, o pensamento e a função do conhecimento.

Esses trabalhos foram produzidos no período de 1950 a 1962 (o primeiro deles foi “O

Gêmeo Imaginário”, com o qual obteve o título de Membro da Sociedade Britânica de Psicanálise), e praticamente todos foram enfeixados no seu livro Second thoughts (na edição brasileira, Estudos psicanalíticos revisados).

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Medium 9788527730969

20 - Demências Subcorticais

MIOTTO, Eliane Correa; LUCIA, Mara Cristina Souza de; SCAFF, Milberto Roca PDF

20

Demências Subcorticais

Márcia Radanovic

Introdução

O comprometimento cognitivo associado a lesões predominantemente subcorticais vem sendo reconhecido desde o inicio do século passado. Em 1906, Pierre-Marie1 descreveu o comprometimento da linguagem (anartria) em lesões vasculares dos núcleos da base.

Em 1932, Von Stockert2 relatou a deterioração intelectual presente em casos de parkinsonismo pós-encefalítico. No entanto, o termo transtorno neurocognitivo maior subcortical, em sua concepção atual, passou a ser utilizado a partir do trabalho de Albert et al.3, uma descrição de cinco casos de paralisia supranuclear progressiva (PSP). O transtorno neurocognitivo maior subcortical, segundo o conceito, se caracteriza por um quadro clínico de esquecimento, lentidão de pensamento (bradifrenia), incapacidade de utilizar o conhecimento previamente adquirido (disfunção executiva) e alterações do comportamento como apatia, depressão e irritabilidade. Esse conjunto de sintomas corresponde, aproximadamente, à síndrome de disfunção comportamental/executiva descrita por Mesulam.4

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Medium 9788536305097

1. A ciência do desenvolvimento humano: uma perspectiva interdisciplinar

Dessen, Maria Auxiliadora Grupo A - Artmed PDF

1

A ciência do desenvolvimento humano: uma perspectiva interdisciplinar

Cristiana de Campos Aspesi

Maria Auxiliadora Dessen

Jane Farias Chagas

O início do novo milênio tem se caracterizado por um período de transição, com rupturas em estruturas sociais, flutuações em níveis de recursos econômicos, afloramento de tecnologias genéticas, imigração global, acesso rápido a informações, relacionamento virtual, emergência de questões ecológicas como a degradação e a preservação ambiental, dentre outros fenômenos. Esses fatos têm gerado crises e inconstância sem precedentes históricos (Giddens, 2000; Shanahan et al., 2000;

Stern, 2000).

Paralelamente, na prática científica, vivemos um momento de rupturas paradigmáticas, em que vemos emergir a relevância do contexto social na investigação dos fenômenos. No caso do desenvolvimento humano, o contexto serve como tela de fundo para se compreender a contínua interação entre as mudanças que ocorrem no organismo e no seu ambiente imediato. O contexto refere-se às condições de vida, aos sistemas sócio-histórico-culturais, ao ambiente físico e de pessoas que compõem o cenário no qual se insere o sistema indivíduo-ambiente em desenvolvimento (Cohen e Siegel, 1991). Fatores relacionados à idade, ao gênero, ao estágio de vida,

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Medium 9788527731232

17 - Tratamento Farmacológico das Disfunções Sexuais Femininas

DIEHL, Alessandra; VIEIRA, Denise Leite Roca PDF

17

Tratamento Farmacológico das Disfunções Sexuais

Femininas

Carolina Ambrogini

Pontos-chave:

• Apesar de as disfunções sexuais femininas serem uma condição bastante prevalente e com impacto negativo na qualidade de vida de muitas mulheres, con­ti­nua uma condição com poucas medicações liberadas pelas agências reguladoras de saú­de para o seu tratamento

• Na maioria das vezes, o tratamento medicamentoso isoladamente tem sucesso limitado. Os tratamentos psicossociais e a fisioterapia sexual são ferramentas úteis e importantes e devem estar associados à terapia medicamentosa quando esta estiver disponível

• Entre as terapias medicamentosas disponíveis, existem as hormonais e as não hormonais

• Em 2015, a Food and Drug Administration (FDA) aprovou a flibanserina para tratar o desejo sexual hipoativo em mulheres.

Introdução

A disfunção sexual feminina é definida como uma persistente ou recorrente alteração no ciclo de resposta sexual, causando desconforto ou insatisfação durante o intercurso sexual. Trata-se de uma condição com causas multifatoriais, influenciada por fatores físicos, psicológicos, emocionais e sociais.

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Medium 9788563899040

Capítulo 12 - Brinquedos animados_o suporte material da fantasia

Corso, Diana Lichtenstein Grupo A - Artmed PDF

Capítulo 12

Brinquedos animados_ o suporte material da fantasia

Série Toy Story

Plasticidade no uso do brinquedo_Imagem de corpo fragmentado_Abandono da infância_Brinquedos para jovens e adultos_Nostalgia da infância_Restos da infância_Infância revivida na parentalidade

Para controlar o que está fora

é preciso fazer coisas, não simplesmente pensar ou desejar, e fazer coisas toma tempo.

Brincar é fazer.1

Objetos para fantasiar

Quem conserva memórias da sua infância certamente se recorda de alguma fantasia sobre o que fazem os brinquedos quando estão sozinhos no quarto e não se está olhando. Ora, se os brinquedos nos fornecem uma base na qual depositar tantas fantasias, tantas brincadeiras divertidas, investimos tanto afeto neles, por que é que

toda essa magia iria parar só porque não estamos presentes? A tendência infantil de supor vida inteligente, personalidade e intenções em todas as coisas persiste, ainda que diluída, ao longo de toda nossa existência. Ela é visível quando reclamamos com nosso carro se ele estraga, quando conversamos com uma planta para incentivá­‑la a crescer ou damos uma longa bronca nos nossos animais de estimação, por exemplo. Mas para as crianças isso não é um deslize, é sua visão de mundo.

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Medium 9788536326351

ANEXO II - INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO DE SINTOMAS EM PACIENTES COM TRANSTORNO DE TIQUES E TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO

Hounie, Ana Gabriela Grupo A - Artmed PDF

Tiques, Cacoetes, Síndrome de Tourette

251

ANEXO

II

INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO

DE SINTOMAS EM PACIENTES

COM TRANSTORNO DE

TIQUES E TRANSTORNO

OBSESSIVO-COMPULSIVO

MARINA TOSCANO DE OLIVEIRA

ANA GABRIELA HOUNIE

MARIA CONCEIÇÃO DO ROSÁRIO

E

mbora a psiquiatria tenha evoluído a passos largos nas últimas décadas, até o presente momento não existem marcadores biológicos para identificação e diagnóstico da grande maioria dos transtornos presentes na prática clínica. Sendo assim, os diagnósticos são clínicos, com base na avaliação detalhada de todos os sinais e sintomas, da psicopatologia, da história patológica pregressa pessoal e familiar, e, finalmente, no julgamento do médico.

Estudos realizados nos anos 1960 e 1970 evidenciaram enormes variações que ocorrem quando diferentes avaliadores atribuem diagnósticos clínicos a um mesmo grupo de pessoas.1 Entre as mais diversas causas dessas variações estavam diferenças em relação à maneira de se obter as informações dos indivíduos avaliados. Por esse motivo, a partir de então foi desenvolvida uma série de instrumentos de avaliação padronizados, como escalas, questionários, inventários e entrevistas, na intenção de se aprimorar a concordância* entre diferentes clínicos e possibilitar a comparação de resultados obtidos para cada paciente, em momentos diversos da evolução.

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Medium 9788536325613

4. Reflexões sobre a violência conjugal: diferentes contextos, múltiplas expressões

Wagner, Adriana Grupo A - Artmed PDF

4

Reflexões sobre a violência conjugal

Diferentes contextos, múltiplas expressões

Denise Falcke

Terezinha Féres­‑Carneiro

Qual foi o primeiro casal com o qual você teve contato na vida? A resposta da maioria das pessoas provavelmente seja: meus pais. Isso mesmo, nossos pais não são somente modelos de pai e de mãe, mas também nos ensinaram, ainda que não intencionalmente, como ser marido e mulher. Desde muito cedo, os filhos observam a relação dos pais e o tipo de vínculo amoroso que cultivam. Este é um fenômeno que ocorre independentemente da configuração familiar, pois os vínculos estabelecidos entre os adultos, por exemplo, pai e madrasta, mãe e padrasto, dois pais ou duas mães, servem como modelos para as futuras relações afetivas dos filhos.

Mesmo que, muitas vezes, os filhos percebam os progenitores essencial­ mente como figuras parentais, eles também constituem um outro subsistema­na família, que diz respeito à relação de ambos como casal, ou seja, o subsis­tema conjugal. No capítulo introdutório deste livro, estão descritos os subsis­temas conjugal e parental, ambos compostos pelo casal, sendo o subsistema parental derivado do conjugal, após o nascimento do primeiro filho e pela assunção dos papéis de pai e mãe. Os filhos, evidentemente, mantêm relação direta com o subsistema parental e não fazem parte do subsistema conjugal; mas, através da convivência, são expectadores e testemunhas de muitas situações vivenciadas pelos pais como marido e mulher. Nesse sentido, as pessoas levam para suas relações futuras tanto um modelo de interação aprendido quanto expectativas baseadas no que observaram na relação de casal de seus pais.

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Medium 9788536327549

3. Comunicação em saúde e os meios de informação e comunicação

De Marco, Mario Alfredo Grupo A - Artmed PDF

3

Comunicação em saúde e os meios de informação e comunicação

MARIO ALFREDO DE MARCO

O PACIENTE INFORMADO

Para uma boa comunicação, a contribuição do paciente também é essencial. Algumas iniciativas têm tentado capacitar os pacientes e ampliar sua participação na consulta. Nos Estados Unidos, há vários programas denominados How to Talk to Your Doctor. Tran e colaboradores (2004), por exemplo, referiram que, em um esforço para melhorar a interação médico-paciente a partir da posição do paciente, pesquisadores de serviços de saúde e educadores do Houston Center for Quality of Care and Utilization Studies criaram um programa público inovador de educação dirigido à comunidade. Esse programa é fundamentado em técnicas comprovadas para efetivamente ensinar os pacientes maneiras de influenciar a forma como eles e seus médicos se comunicam. O programa visa educar os pacientes a fornecer informações sobre sua saúde de forma mais eficaz e a participar mais ativamente das decisões sobre seus tratamentos, ensejando cuidados que reflitam de modo mais acurado seus valores pessoais e preferências. O programa é estruturado de maneira a ajudar os participantes a reconhecer as barreiras à boa comunicação médico-paciente, aprender boas técnicas de comunicação e praticar essas novas habilidades (Tran et al., 2004).

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Medium 9788536311234

Capítulo 28 - Psicoterapias nos transtornos do controle dos impulsos: comprar compulsivo, jogo patológico, tricotilomania e automutilações

Cordioli, Aristides Volpato Grupo A - Artmed PDF

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Cordioli e cols.

Psicoterapias nos transtornos 28 do controle dos impulsos: comprar compulsivo, jogo patológico, tricotilomania e automutilações

Lucas Maynard Lovato

Aristides Volpato Cordioli

Os transtornos do controle dos impulsos estão entre as patologias menos estudadas na psiquiatria. Porém, dados atuais mostram o crescimento de sua prevalência, incluindo novos diagnósticos. Isso possivelmente está ocorrendo devido a mudanças sociais e culturais decorrentes do próprio desenvolvimento do homem e da tecnologia. O prejuízo para o indivíduo e para a sociedade é conhecido e significativo. A etiologia, o curso e o tratamento destes transtornos começam a ser melhor estudados. Neste capítulo, revisamos os tratamentos psicoterápicos desses transtornos que apresentam evidências de eficácia na literatura atual.

Os transtornos do controle dos impulsos são um grupo de doenças psiquiátricas que têm em comum o comportamento impulsivo, com repercussões significativas na vida do indivíduo.

O DSM-IV inclui nessa classificação o transtorno explosivo intermitente, a cleptomania, a piromania, o jogo patológico, a tricotilomania e o transtorno do controle dos impulsos sem outra especificação. Atualmente, outros diagnósticos também têm sido descritos como trans-

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