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Medium 9788536321318

Capítulo 12 - TRANSTORNOS DO SONO

Landeira-Fernandez, J. Grupo A - Artmed PDF

TRANSTORNOS DO SONO

188 poral do ciclo sono-vigília também pode ser confirmando a partir de nossa própria experiência.

Quanto mais tempo ficamos acordados, maior a nossa necessidade de dormir.

O sono é um estado de perda reversível, periódica e espontânea da consciência, em que se observa a presença de posturas estereotipadas, como ficar deitado com os olhos fechados, associadas à redução da atividade motora e processamento sensorial. Ao acordar, muitas vezes somos capazes de nos lembrar de imagens (predominantemente visuais) e vivências emocionais que experimentamos enquanto estávamos dormindo, as quais representam os sonhos.

Grande parte da aquisição do conhecimento acerca do sono e do sonho ocorreu com a observação de padrões de ondas elétricas do cérebro registradas por meio do eletroencefalograma (EEG). Além das ondas cerebrais, é importante também observar o movimento dos olhos e o tônus muscular, registrados, respectivamente, por meio do eletroculograma e do eletromiograma. Finalmente, pode-se ainda monitorar a atividade autonômica de uma pessoa durante o sono a partir de seus batimentos cardíacos e de seu padrão de respiração. Esses registros demonstram, de forma inequívoca, que o sono apresenta dois grandes períodos completamente distintos, denominados sono REM e sono não REM (NREM).

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Medium 9788536311203

1. Princípios básicos da terapia cognitivo-comportamental

Wright, Jesse H. Grupo A - Artmed PDF

1

Princípios básicos da terapia cognitivo-comportamental

A

prática clínica da terapia cognitivo-comportamental (TCC) baseia-se em um conjunto de teorias bem-desenvolvidas que são usadas para formular planos de tratamento e orientar as ações do terapeuta. Este capítulo inicial tem o foco na explicação desses conceitos centrais e ilustra como o modelo cognitivo-comportamental básico influenciou o desenvolvimento de técnicas específicas. Começamos com uma breve visão do histórico da TCC. Os princípios fundamentais da TCC foram ligados a idéias que foram descritas pela primeira vez há milhares de anos (Beck et al., 1979; D. A.

Clark et al., 1999).

ORIGENS DA TCC

A TCC é uma abordagem de senso comum que se baseia em dois princípios centrais:

1. nossas cognições têm uma influência controladora sobre nossas emoções e comportamento; e

2. o modo como agimos ou nos comportamos pode afetar profundamente nossos padrões de pensamento e nossas emoções.

Os elementos cognitivos dessa perspectiva foram reconhecidos pelos filósofos estóicos

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Medium 9788573078015

P

Zimerman, David Grupo A - Artmed PDF

P

Paciência [BION]

A psicanálise contemporânea valoriza sobremodo o que BION denomina condições necessárias mínimas do analista. Ter paciência com seu paciente, consigo mesmo e com a evolução da análise ganha uma alta relevância. Deve ficar esclarecido, no entanto, que a conceituação do termo paciência, do ponto de vista psicanalítico, não deve ser confundida com um estado de resignação e, muito menos, de uma espera passiva e conformada.

Pelo contrário, a paciência consiste numa atitude psicanalítica interna do analista pertinente à sua função de capacidade negativa (ver esse verbete) – a ser desenvolvida no analisando – no sentido de poder conter dúvidas, angústias e, sobretudo, respeitar o ritmo do paciente.

Em síntese, o termo paciência sugere significados de sofrimento e de tolerância à frustração, especialmente em relação à dimensão do tempo, condições inerentes à capacidade de pensar.

FREUD, ao descrever o caso Dora (1905, p.14), menciona a seguinte expressão do poeta Goethe: “Nem só a Arte e a Ciência servem; no trabalho deve ser mostrada a

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Medium 9788536327549

12. Gestação, parto e puerpério

De Marco, Mario Alfredo Grupo A - Artmed PDF

Psicologia médica

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a poesia de Chico Buarque. A gravidez é, na vida de uma mulher, de um casal e de uma família, um momento de grande complexidade. Nas palavras de Cláudia, 33 anos, 38 semanas de sua primeira gestação:*

É engraçado como as pessoas ficam atentas às grávidas, principalmente no último trimestre, quando a barriga está bem grande. São muito simpáticas, querem conversar conosco, as mulheres querem contar como foram suas próprias gestações, saber se é menino ou menina, etc. A coisa mais estranha que costumo escutar é “ah, que saudades de estar grávida assim!”. Confesso que não consigo entender quando ouço isso. Às vezes é uma amiga, às vezes uma vendedora de loja. Alguém na fila do banco ou no trabalho. A perspectiva da chegada da minha filha é muito boa, fico animada ao imaginá-la já nascida e gosto muito de sentir ela se movimentar dentro da minha barriga. Mas a gravidez em si é, na maior parte do tempo, um preço a se pagar pela alegria de ter um bebê. Para mim, não é um momento digno de saudades...

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Medium 9788536302829

Capítulo 16 - Normalidade e patogenia dos estilos de interpretar. O uso de metáforas

Zimerman, David E. Grupo A - Artmed PDF

16

Normalidade e Patogenia dos

Estilos de Interpretar.

O Uso de Metáforas

O estilo é o homem.

Buffon

Fito-te – E o teu silêncio é uma cegueira minha.

Fernando Pessoa

Como consideração inicial, convém enfatizar que, na epígrafe deste capítulo, a frase de

Buffon – “o estilo é o homem” – por si só dános uma medida da importância do aspecto relativo ao estilo pessoal de os analistas interpretarem, mesmo que os princípios técnicos que norteiam a atividade interpretativa de cada um de nós sejam os mesmos. Aliás, a palavra

“estilo” deriva do étimo latino stilus, cujo significado original está na derivação da palavra

“estilete”, com uma dupla face deste instrumento: uma face cortante, para separar a matériaprima, o barro, por exemplo, e uma outra face lisa do estilete, para aparar, dar forma e contornos à escultura que será erigida a partir do barro que, por sua vez, será transformado em cerâmica, quando submetido a processos especiais de tratamento. A analogia entre o estilete e o estilo da função interpretativa parece-me bastante evidente.

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Medium 9788527714969

Capítulo IV- Deficiência Visual

Assumpção Junior, Francisco Baptista Grupo Gen - Guanabara Koogan PDF

IV

CAPÍTULO

DEFICIÊNCIA VISUAL

Rosângela Ribeiro Mucci Barqueiro

Se existe uma categoria privilegiada de pessoas com deficiência, esta é a das pessoas com deficiência visual, em especial os cegos.

A história mostra essa trajetória. No início, a cegueira era considerada uma maldição dos deuses, um castigo, mas, no caso dos cegos, também eram considerados pessoas especiais, excepcionais, como videntes, adivinhos, profetas, muito provavelmente porque acreditavam numa visão além do olhar, do sensorial, talvez no extracorpóreo, no emocional e até espiritual. Sabe-se que, durante séculos, os cegos foram beneficiados com direitos e programas educativos especiais e produtos de uso específico. Mas nem todos tinham acesso.

Mais recentemente, com a chegada do computador e da internet, a cada dia um novo dispositivo facilita a rotina das pessoas com deficiência. Como diz Ricardo Tadeu

Marques da Fonseca: “Cada vez que se cria um novo equipamento tecnológico ou se supera uma barreira cultural, as pessoas todas ganham espaço em sociedade e as pessoas com deficiência, antes estigmatizadas, não mais se limitam, pois se verifica que a limitação não está nelas e sim na capacidade da humanidade em lhe propiciar oportunidades. Esta é a importância da idéia de sociedade inclusiva: a igualdade na incorporação da diferença.”

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Medium 9788573074826

34 O Silêncio na Situação Psicanalítica

Zimerman, David E. Grupo A - Artmed PDF

C A P Í T U L O

34

O Silêncio na Situação

Psicanalítica

A literatura psicanalítica é relativamente escassa na apresentação de trabalhos que versem especificamente sobre o fenômeno do silêncio no campo psicanalítico. De modo geral, os autores que o abordam restringem-se mais particularmente à pessoa do “paciente silencioso” e o enfocam predominantemente sob o vértice de uma modalidade de resistência à análise. Essa última abordagem relativa ao

“silêncio” constituía-se como regra nos textos dos psicanalistas clássicos, porquanto eles ainda não dominavam os atuais conhecimentos acerca da comunicação não-verbal, dos sentimentos primitivos, que determinados pacientes não conseguem expressar com as palavras do discurso verbal.

Assim, é natural que os psicanalistas pioneiros atribuíssem ao silêncio do paciente unicamente uma função resistencial, tendo em vista que a análise por eles então praticada girava inteiramente em torno de uma continuada e ininterrupta “livre associação de idéias”; logo, sem a verbalização das mesmas, não existiria a possibilidade de se desenvolver um processo de psicanalise.

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Medium 9788536302898

25. Casais e famílias

Knapp, Paulo Grupo A - Artmed PDF

Casais e famílias

FRANK M. DATTILIO

A

terapia cognitivo-comportamental (TCC) com casais e famílias sem dúvida saiu de sua infância e está entrando na adolescência. Foi especialmente nos últimos dez anos que o campo da terapia de casais e famílias reconheceu a força e eficácia das abordagens cognitivo-comportamentais, seja como um modo de integração com outras formas de terapia familiar (Dattilio, 1998; Dattilio e Epstein, 2003), seja como uma modalidade independente.

À guisa de história, as terapias cognitivocomportamentais inicialmente foram desenvolvidas para tratar depressão e ansiedade, o que certamente teve um tremendo impacto no campo da psiquiatria e saúde mental contemporâneas. A aplicação a problemas nas relações íntimas só começou há 40 anos, com os primeiros escritos apresentados por Albert Ellis (Ellis e Harper, 1961). Foram Ellis e seus colaboradores que reconheceram o importante papel que a cognição desempenha nos relacionamentos conjugais, tendo como base a premissa de que ocorre disfunção quando os cônjuges mantêm crenças irrealistas sobre o relacionamento e fazem avaliações negativas extremas sobre a origem de suas insatisfações (Ellis, 1977; Ellis et al., 1989). Anteriormente, nas décadas de

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Medium 9788536324548

7. Grupos de Memória

Wilson, Barbara A. Grupo A - Artmed PDF

CAPÍTULO 7

Grupos de Memória

POR QUE CONDUZIR GRUPOS DE MEMÓRIA?

Na sociedade humana as pessoas são membros de grupos, incluindo o grupo familiar, de trabalho, social, político, religioso e de lazer. Os grupos nos dão uma identidade compartilhada, papéis e apoio dos pares. Após lesão cerebral, muitas pessoas sentem a perda do seu papel e objetivo e experimentam uma sensação de isolamento (Malley, Bateman e Gracey, no prelo). Há alguns motivos pelos quais se escolheria tratar as pessoas em grupos. Os terapeutas em geral têm pouco tempo, e uma forma de se lidar com isso é tratar as pessoas em grupos, em vez de individualmente. O tratamento em grupo também

é mais custo-eficiente. Mais importante que isso, as pessoas com comprometimento de memória podem se beneficiar da interação com os outros em semelhante condição. Algumas vezes, aqueles com comprometimento de memória têm receio de estar perdendo a sanidade e esse medo pode ser reduzido quando observam outras pessoas com problemas parecidos. Desta forma, os grupos podem reduzir a ansiedade e a angústia. Os pacientes podem, assim, ter esperança e saber que não estão sozinhos. Geralmente, é mais fácil aceitar conselhos dos seus pares do que dos terapeutas ou usar estratégias por eles compartilhadas, em vez daquelas recomendadas pela equipe de profissionais; então, os grupos podem levar a uma melhor aprendizagem de comportamento apropriado e podem até mesmo estimular o altruísmo. Tenho observado que os membros do grupo apoiam aqueles com mais défcits e criam amizades com pessoas que estão socialmente isoladas. As equipes de profissionais que conduzem grupos podem assegurar seu sucesso realizando tarefas adequadas ao nível de habilidade da pessoa. Mais adiante, isso poderá aumentar a autoestima do paciente. “Nada supera o sucesso”, então, construí-lo entre os pares é reforçador. Os grupos também têm uma validade aparente, isto é, pacientes e familiares podem entender o objetivo dos grupos e “acreditar” que são uma boa opção; e isso, por sua vez, pode motivar a participação.

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Medium 9788536311234

Capítulo 2 - Como atuam aspsicoterapias: os agentes de mudança e as principais estratégias e intervenções psicoterápicas

Cordioli, Aristides Volpato Grupo A - Artmed PDF

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Cordioli e cols.

Como atuam as 2 psicoterapias: os agentes de mudança e as principais estratégias e intervenções psicoterápicas

Aristides Volpato Cordioli

Larriany Giglio

Os autores revisam, neste capítulo, as estratégias e intervenções psicoterápicas utilizadas pelos diferentes métodos de psicoterapia: cognitivas (insight), comportamentais (aprendizagem), afetivas, ambientais ou sociais. Destacam, ainda, a importância dos chamados fatores comuns ou não-específicos, inerentes à relação terapêutica, e mencionam as principais técnicas utilizadas pelas diferentes abordagens psicoterápicas. Destacam, também, as principais questões em aberto, as perspectivas futuras e, em particular, as possibilidades de integração com as neurociências.

As psicoterapias são métodos de tratamento realizados por profissionais treinados com o objetivo de reduzir ou remover um problema, uma queixa ou um transtorno de um paciente ou cliente, utilizando, para tal fim, meios psicológicos. São realizadas em um contexto primariamente interpessoal, a relação terapêutica, e utilizam a comunicação verbal como principal recurso. Caracterizam-se, ainda, por serem uma atividade eminentemente colaborativa entre paciente e terapeuta.

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Medium 9788536323459

11. Sintomas negativos

Wright, Jesse Grupo A - Artmed PDF

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Sintomas negativos

A

necessidade de tratamento para os sintomas positivos e as perturbações de humor encontrados na doença mental grave é bastante óbvia. A angústia causada por esses problemas e seu impacto no funcionamento contribuem significativamente para o comprometimento da qualidade de vida dos pacientes. O que pode ser menos óbvio e menos prioritário no tratamento da esquizofrenia são os insidiosos efeitos dos sintomas negativos. Essas dificuldades preocupam mais os cuidadores do que os terapeutas, que se concentram nos sintomas mais dramáticos das doenças psicóticas. Contudo, em muitos estudos da esquizofrenia, os sintomas negativos demonstraram ter efeitos mais prejudiciais do que os sintomas positivos como alucinações e delírios (Provender e Mueser, 1997).

No Capítulo 7 (“Depressão”), descrevemos os métodos clássicos da TCC para lidar com a desmotivação depressiva e anedonia.

Essas técnicas (p. ex., ativação comportamental, programação de atividades, tarefas graduais, modificação de crenças que contribuem para estados de baixa motivação e pouco interesse) também podem ser aplicáveis na esquizofrenia quando tais problemas se manifestam como sintomas negativos, especialmente quando a depressão e a desesperança são características predominantes da doença. No entanto, o momento oportuno e o ritmo dessas técnicas diferem. Damos uma breve ilustração desse tipo de trabalho mais adiante no capítulo. Primeiramente, oferecemos uma ampla conceituação da

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Medium 9788536319360

3 Desenvolvimento emocional normal da criança e do adolescente

Castro, Maria da Graça Kern Grupo A - Artmed PDF

56 Maria da Graça Kern Castro, Anie Stürmer & cols.

O DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL NORMAL DA CRIANÇA

Diversos autores, em especial da teoria psicanalítica e da teoria do apego, dedicaram-se a estudar os primeiros anos de vida da criança como parte fundamental de seu desenvolvimento. Isso porque nessa etapa se formam as primeiras relações, que servem de base para o estabelecimento das demais (Bowlby, 1989; Freud, 1968; Klein, 1991; Stern, 1997;

Winnicott, 1993).

Historicamente, a ideia de desenvolvimento emocional na infância tem suas origens em Freud (1968), que se preocupou especialmente com o desenvolvimento psicossexual infantil. Para Freud, a formação da personalidade, que aconteceria nos primeiros anos de vida, ocorreria a partir dos impulsos biológicos inatos da criança e do conflito com as exigências da sociedade. A gratificação excessiva ou reduzida recebida pela criança poderia fazer com que seu desenvolvimento ficasse fixado em alguma das fases do desenvolvimento. O ponto central de sua teoria está na fase fálica, que se estende entre 3 e 5 anos aproximadamente, quando ocorre a conflitiva edípica, em que a perda do objeto e a angústia de castração tornam-se o ponto chave para o desenvolvimento da criança, uma vez que disso decorre a formação do superego (regras e valores morais) e a aquisição da identidade sexual.

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Medium 9788536324265

13. A descoberta da memória inconsciente

Callegaro, Marco Montarroyos Grupo A - Artmed PDF

13

A descoberta da memória inconsciente

Uma breve história da memória

A memória humana não é um processo unitário, como se pensou até a metade do século XX. Devemos aos estudos de Karl Lashley, um dos mais influentes pesquisadores da psicologia fisiológica, a noção inicialmente difundida de que a memória estaria distribuída por todo o córtex cerebral. Lashley, apesar de brilhante, extraiu conclusões errôneas (Lashley, 1950) de uma cuidadosa série de experimentos com ratos, na qual usou várias tarefas de aprendizagem em labirinto para avaliar o efeito de lesões em áreas cerebrais específicas. Se o animal apresentar um desempenho fraco em uma tarefa já aprendida como resultado da lesão, raciocinou Lashley, é sinal de que a área danificada está envolvida na memória. No entanto, os ratos sempre achavam o caminho correto no labirinto, demonstrando estar com a memória perfeita mesmo após a retirada cirúrgica de várias porções corticais. Parecia clara a evidência de que a memória estaria distribuída em todo o córtex, não sendo função de nenhum sistema em particular.

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Medium 9788536321806

6. A Conceituação Cognitiva do Transtorno do Pensamento Formal

Beck, Aaron T. Grupo A - Artmed PDF

6

A Conceituação Cognitiva do Transtorno do

Pensamento Formal

Bill é um ex-estudante universitário de 23 anos, solteiro e desempregado, que tem delírios de que escreveu novelas que foram publicadas, mas pelas quais não foi pago. Ele apresenta fala desorganizada, de modo que uma em cada três de suas frases não são compreensíveis em termos do significado pretendido.

As sentenças fazem sentido gramaticalmente, mas usam palavras de maneiras peculiares.

Um exemplo de uma resposta que foi pelo menos parcialmente compreensível é:

TERAPEUTA: O que você diria que quer da vida?

P ACIENTE : Estruturalmente falando, quero me manter firme.

Questionado pelo terapeuta sobre o que achou da última sessão:

PACIENTE: Eu estava falando com um cara de cabelo castanho.

Outro exemplo, quando foi interrompido por um familiar:

PACIENTE: Você está pisando no meu pé.

O terapeuta entendeu que essa última afirmação queria dizer que ele estava incomodado por seu familiar o interromper, e perguntou se era esse o caso. Ele respondeu que estava incomodado, e o familiar o deixou continuar.

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Medium 9788563899040

Capítulo 2 - Toda família é uma ilha

Corso, Diana Lichtenstein Grupo A - Artmed PDF

Capítulo 2

Toda família é uma ilha

Os Robinsons Suíços_Perdidos no espaço_Os Waltons

Famílias extensivas e nucleares_Fantasia de família autossuficiente_Complexo de

Édipo_Paternidade diplomática_Ficção nostálgica_Crescimento enquanto traição

Quando fui demitido uma vez do serviço, expliquei para minha filha de 4 anos o que havia acontecido.

“O trabalho não me quis mais.”

Ela respondeu bem calma:

“São bobos, fique calmo, será meu pai sempre.”

Eu dependo de um lugar para falir na minha vida.

Deixe­‑me ao menos a família.1

A

imagem clássica de família que cultivamos em nossos sonhos é a definida como extensiva: muitos filhos, crescendo próximos de tios, primos, avós; ela faz parte de uma comunidade com a qual mantém relações de troca e participação, geralmente em um lugar de poucos habitantes; é capitaneada por um pai presente, seguro e firme em suas convicções, e gerenciada por uma mãe dedicada

e amorosa; o cotidiano desse grupo reúne­‑os em torno da grande e farta mesa de refeições, sempre conjuntas e regulares. Porém, para conseguir manter viva essa cena familiar idílica, a qual na prática sempre teve pouca similaridade com a realidade, tentaremos demonstrar que foi necessário um esforço ficcional intenso. Obviamente existem famílias como a descrita acima, mas como uma exceção que confirma a regra.

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