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CAPÍTULO 13 - Uso do EMDR e do Psicodrama no Tratamento Psicoterápico

Baptista, Maria Cecilia Veluk Dias Grupo Gen - Editora Roca Ltda. PDF

CAPÍTULO

13

Uso do EMDR e do Psicodrama no Tratamento Psicoterápico

Jorgelina Pereira de Carvalho

A proposta deste trabalho é traçar uma aproximação entre duas correntes teóricas: EMDR (eye movement desensitization and reprocessing) e o psicodrama. O EMDR signifi­ ca dessensibilização e reprocessamento por intermédio de movimentos oculares, e tem como objetivo dessensi­ bilizar e reprocessar experiências traumáticas por esti­ mulação bilateral, podendo ser visual, auditiva e tátil. O psicodrama (sociodrama) tem como foco a ação, o drama coletivo, o inter-relacionamento, a modificação de papéis rígidos em papéis flexíveis e respostas antigas em novas respostas, buscando uma aprendizagem preventiva e edu­ cativa mais eficaz.

A meta é demonstrar que, com esta parceria, se podem encontrar meios cada vez mais aperfeiçoados e rápidos que levem à saúde e ao bem-estar do cliente, seja ele indivíduo, grupo ou sociedade. Para que a viabilidade dessa parceria possa ser percebida, será abordado um caso clínico e o

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Medium 9788527712798

9 - Aspectos Imunológicos no Transtorno Obsessivo-compulsivo e suas Implicações para o Tratamento

Oliveira, Irismar Reis de Grupo Gen - Guanabara Koogan PDF

9

Aspectos Imunológicos no

Transtorno Obsessivo-compulsivo e suas Implicações para o Tratamento

Ana Paula Gonzaga da Costa, Fábio P. Sato e

Marcos Tomanik Mercadante

INTRODUÇÃO

Há algum tempo admite-se que o sistema nervoso central

(SNC) pode influenciar o sistema imunológico, como sugerido pelos estudos com estresse e resposta imune (Borysenko &

Borysenko, 1982). Talvez pelo senso comum da superioridade hierárquica do SNC, esse tipo de relação não parece surpreendente. No entanto, é no mínimo intrigante conceber a comunicação ocorrendo no sentido inverso, o sistema imunológico modulando comportamentos complexos. Nos últimos anos vários estudos têm abordado essa questão, gerando um corpo de conhecimento que, embora inicial, permite considerarmos esse modelo de interação plausível.

Esse campo de pesquisa teve um grande avanço após a realização de estudos sistematizados com crianças apresentando coréia de Sydenham (CS), a manifestação da febre reumática no SNC. No final da década de 1980, um grupo de pesquisadores descreveu freqüências aumentadas de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) em crianças com CS (Swedo et al., 1989,

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Medium 9788527712798

11 - O Modelo Cognitivo-comportamental do Transtorno Obsessivo-compulsivo

Oliveira, Irismar Reis de Grupo Gen - Guanabara Koogan PDF

11

O Modelo Cognitivo-comportamental do Transtorno Obsessivo-compulsivo

Aristides Volpato Cordioli

INTRODUÇÃO

O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é um transtorno crônico e heterogêneo, caracterizado pela presença de obsessões e/ou compulsões que consomem tempo ou interferem de forma significativa nas rotinas diárias do indivíduo, no seu trabalho, na vida familiar ou social e causam acentuado sofrimento (APA,

2002).

As causas do TOC, até o momento, não são bem conhecidas.

Como os sintomas são heterogêneos, não está claro se constitui um único transtorno ou um grupo de transtornos, pois as apresentações clínicas, o curso, os aspectos neurofisiológicos, neuropsicológicos e cognitivos, bem como a resposta aos tratamentos, variam muito de indivíduo para indivíduo. As evidências em favor de fatores biológicos na etiologia do TOC são bastante consistentes e incluem a genética, o aparecimento dos sintomas na vigência de doenças cerebrais, a hiperatividade em certas regiões do cérebro dos portadores, alterações da neuroquímica cerebral relacionadas com a serotonina e a redução dos sintomas com o uso de medicamentos inibidores da recaptação da serotonina. Por outro lado, também são consistentes as evidências de que fatores de ordem psicológica, como aprendizagens errôneas e distorções cognitivas, contribuem para o agravamento e a manutenção dos sintomas. Dentre essas evidências, estão as distorções cognitivas presentes na maioria dos portadores e, especialmente, a melhora dos sintomas com as terapias cognitivo-comportamentais, em especial a exposição e a prevenção de respostas (de rituais) (EPR).

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Medium 9788536302898

11. Transtorno obsessivo-compulsivo

Knapp, Paulo Grupo A - Artmed PDF

Transtorno obsessivocompulsivo

11

ARISTIDES VOLPATO CORDIOLI

O

transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) caracteriza-se por pensamentos, frases, palavras, cenas ou impulsos que invadem a consciência, involuntários ou impróprios, persistentes e recorrentes – as obsessões –, geralmente acompanhados de aflição ou medo e de tentativas de ignorar, suprimir ou neutralizá-los pela realização de atos repetitivos e estereotipados – as compulsões ou os rituais. Pelo tempo que tomam, pelo desconforto que provocam ou pelo que levam o paciente a executar ou a evitar, comprometem as rotinas diárias, o desempenho profissional e as relações interpessoais (DSM-IV, 1994).

O TOC é um transtorno heterogêneo, geralmente crônico, cujas causas podem envolver fatores de ordem biológica e psicossocial, constituindo prováveis subtipos no que se refere à etiologia, apresentação clínica, curso, prognóstico e resposta a tratamentos.

Considerado raro até bem pouco tempo, na verdade é bastante comum, com uma prevalência em torno de 2,5% na população ao longo da vida (Karno et al., 1988). Acomete, em geral, pessoas jovens ao final da adolescência, sendo comum o início ainda na infância. Na maioria das vezes, os sintomas acompanham os indivíduos ao longo de toda a vida, evoluindo para uma progressiva deterioração em aproximadamente 10% dos casos (Lensi et al., 1996). É também grande o seu impacto sobre a família, pois os sinto-

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Medium 9788572889735

CAPÍTULO 20 - Demências Subcorticais

Miotto, Eliane Correa Grupo Gen - Editora Roca Ltda. PDF

CAPÍTULO

20

Demências Subcorticais

Márcia Radanovic

Introdução

O comprometimento cognitivo associado a lesões predomi­ nantemente subcorticais vem sendo reconhecido desde o início do século passado. Em 1906, Pierre Marie descreveu o com­ prometimento da linguagem (anartria) em lesões vasculares dos núcleos da base. Em 1932, von Stockert relatou a deterio­ ração intelectual presente em casos de parkinsonismo pós-encefalítico. No entanto, o termo demência subcortical, em sua concepção atual, passou a ser utilizado a partir do traba­ lho de Albert et al. (1974), uma descrição de cinco casos de paralisia supranuclear progressiva (PSP). A demência subcor­ tical, segundo esse conceito, caracteriza-se por um quadro clínico de “esquecimento”, lentidão de pensamento (bradi­ frenia), incapacidade de utilizar o conhecimento previamen­ te adquirido (disfunção executiva) e alterações do compor­ tamento como apatia, depressão e irritabilidade. Esse con­junto de sintomas corresponde, aproximadamente, à sín­ drome de disfunção comportamental/executiva descrita por

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