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Medium 9788536326368

6. “Transtornos do Desejo” ou Oportunidades para Intimidade Erótica Ideal?

Leiblum, Sandra R. Grupo A - Artmed PDF

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“Transtornos do Desejo” ou

Oportunidades para

Intimidade Erótica Ideal?

Peggy J. Kleinplatz

Se você aspirar ao Céu, ganhará a Terra “de lambuja”

Se aspirar à Terra, perderá ambos.

–C. S. Lewis

Neste capítulo, Peggy J. Kleinplatz ilustra habilidosamente como a Psicoterapia Experiencial e suas visões peculiares das oportunidades propiciadas pela sexualidade são usadas para tratar queixas de desejo. Ela observa que, embora sua abordagem clínica enfatize o crescimento e a descoberta da personalidade (na presença do parceiro), os problemas sexuais em geral também são resolvidos.

Um dos aspectos significativos da terapia é o foco em alcançar a intimidade erótica ou, conforme descrição de Kleinplatz, a “interpenetração dos parceiros, incluindo seus desejos, esperanças, fantasias, sonhos e medos, por meio da sexualidade”, de modo que cada um possa ter acesso ao mundo interior do outro. A forma ideal de sexualidade – que a torna memorável – envolve ser totalmente presente, autêntico, vulnerável, muito conectado com o parceiro e disposto no âmbito emocional a correr riscos durante o sexo. Essa é a experiência subjetiva e erótica que é valorizada como meta terapêutica acima de qualquer índice objetivo de sexualidade

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Medium 9788536322117

17 O problema da dor

Mello-Filho, Julio de Grupo A - Artmed PDF

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O PROBLEMA DA DOR

Oly Lobato

A dor e o medo são provavelmente os mais primitivos sofrimentos do homem, diante dos quais, ao contrário do que ocorria com o frio e a fome, ele ficava totalmente impotente.

Os sinais de dor ultrapassam os limites da história e, segundo Bonica (1990), a descoberta de esqueletos humanos pré-históricos revelou em muitos deles sinais de enfermidades geradoras de dor.

Apesar de coeva com a raça humana, os mistérios que envolviam a verdadeira natureza da dor só começaram a ser desvelados no último século. Diga-se, contudo, e como exaltação ao espírito altruístico do homem, que os recursos para aliviar a dor precederam de milênios o entendimento do seu mecanismo. Assim, o papiro Ebers (1500 a.C.) incluía muitos remédios, entre eles o ópio, prescrito por ISIS para as cefaleias de RA. Placas de argila encontradas na Babilônia e datadas de 2250 a.C. descreviam o emprego de uma amálgama formada de sementes de meimendro e argamassa que, colocada na cavidade de um dente cariado, fazia passar a dor.

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Medium 9788536325705

2. Avaliação clínica de clientes dependentes de internet

Young, Kimberly S. Grupo A - Artmed PDF

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Avaliação clínica de clientes dependentes de internet

Kimberly S. Young

O diagnóstico de dependência de internet geralmente é complexo. Diferentemente da dependência química, a internet oferece diversos benefícios, pois consiste em um avanço tecnológico da nossa sociedade e não num dispositivo a ser criticado como adictivo. Com ela podemos realizar pesquisas, transações comerciais, acessar bibliotecas, nos comunicar e planejar viagens.

Existem livros descrevendo os benefícios psicológicos, assim como funcionais, de internet na nossa vida. Em comparação, o álcool ou as drogas não são uma parte integral ou necessária da nossa vida pessoal e profissional, nem nos oferecem qualquer benefício direto. Com tantos usos práticos de internet, os sinais de dependência podem ser facilmente mascarados ou justificados.

Além disso, as avaliações clínicas frequentemente são muito abrangentes e cobrem transtornos relevantes para condições psiquiátricas ou transtornos de dependência. E, dado seu caráter recente, os sintomas de dependência de internet nem sempre se revelam em uma entrevista clínica inicial. Embora os autoencaminhamentos por dependência de internet estejam se tornando mais comuns, o cliente em geral não se apresenta com queixas de dependência do computador. As pessoas inicialmente se apresentam com sinais de depressão clínica, transtorno bipolar, ansiedade ou tendências obsessivo­‑compulsivas, e só mais tarde, num exame posterior, o profissional que as está tratando descobre sinais de abuso de internet (Shapiro, Goldsmith, Keck, Khosla e McElroy,

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Medium 9788536302829

Capítulo 34 - Terapia psicanalítica com púberes e adolescentes

Zimerman, David E. Grupo A - Artmed PDF

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MANUAL DE TÉCNICA PSICANALÍTICA

Terapia Psicanalítica com

Púberes e Adolescentes

Dentro do enfoque psicanalítico, cabe uma atenção especial a quatro vertentes: a biológica, a familiar, a das interações sociais e a da vertiginosa aceleração da cultura “pós-modernista”.

É útil iniciar este capítulo definindo a conceituação e os significados que, aqui, o termo “adolescente” representa em diferentes dimensões.

Assim, de modo geral, considera-se que a adolescência abrange três níveis de maturação e desenvolvimento: a puberdade (ou pré-adolescência) no período dos 12 aos 14 anos, a adolescência propriamente dita, dos 15 aos 17 e a adolescência tardia, dos 18 aos 21 anos, cada uma delas com suas características próprias e específicas que exigem abordagem psicanalítica com aspectos singulares para cada uma delas; no entanto, neste capítulo, serão abordados quase que unicamente os aspectos técnicos relativos aos adolescentes após a puberdade.

Até algumas décadas atrás, o grau de desistência da análise por parte de pacientes adolescentes era bastante elevado, em boa parte devido ao fato de que, com eles, a análise sistematicamente enfocada na neurose de transferência deixava-os confusos e temerosos, devido a uma natural falta de plenas condições em discriminar, naquilo que o analista interpretava, entre o que é abstrato (“é como se...”) e o que lhe parece ser concreto (“realmente você está apaixonado por mim...”).

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Medium 9788536315607

19. O uso de medicamentos no tratamento do TOC

Cordioli, Aristides Volpato Grupo A - Artmed PDF

Vencendo o transtorno obsessivo-compulsivo

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Capítulo 19

O USO DE MEDICAMENTOS NO TRATAMENTO DO TOC

U

ma das descobertas importantes em relação ao TOC foi a de que um grupo de medicamentos que aumenta os níveis de serotonina nas sinapses nervosas por meio da inibição de sua recaptação para dentro do neurônio diminui a intensidade dos sintomas OC. Esses medicamentos, junto com a terapia cognitivo-comportamental, são considerados, na atualidade, os tratamentos de primeira linha para o transtorno. No presente capítulo, vamos conhecer esse grupo de remédios: suas vantagens e desvantagens, como são usados na prática, as doses, e como lidar com os efeitos colaterais. Vamos ainda discutir as alternativas que existem e o que se pode fazer quando os medicamentos não funcionam.

Muitos medicamentos foram experimentados no tratamento do TOC. No entanto, um fato ficou evidente em inúmeras pesquisas: apenas os que tem o efeito de inibir a recaptação de serotonina

(IRSs) são efetivos em reduzir os sintomas. Com a inibição da recaptação de serotonina pelas células nervosas, seus níveis se elevam nas sinapses (espaços existentes entre uma célula e outra), favorecendo a transmissão dos impulsos nervosos. Acredita-se que esse efeito tenha relação com a redução dos sintomas OC, embora não se conheça, em profundidade, como isso acontece.

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