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Medium 9788536311234

Capítulo 41 - Intervenções para pais de crianças e adolescente sem terapia cognitivo- comportamental

Cordioli, Aristides Volpato Grupo A - Artmed PDF

41 Intervenções para pais de crianças e adolescentes em terapia cognitivocomportamental

Eunice Monteiro Labbadia

Lílian Lerner Castro

Cada vez mais terapeutas cognitivo-comportamentais têm utilizado intervenções com pais de crianças e adolescentes visando a resultados melhores e mais duradouros no tratamento.

O presente capítulo visa a introduzir o tema ao leitor em duas perspectivas: teórica, em uma revisão da literatura no âmbito da terapia cognitivo-comportamental, e prática, por meio de exemplos clínicos vivenciados pelas autoras. Além disso, são abordados os ainda incipientes estudos científicos sobre o assunto.

A terapia cognitivo-comportamental (TCC)

é uma abordagem ativa, diretiva, estruturada e de prazo limitado. Seu objetivo é ajudar o paciente a reconhecer e modificar padrões de pensamento distorcidos e comportamentos disfuncionais. Sob a ótica da terapia cognitivocomportamental, relacionamentos, pensamentos, comportamentos e emoções exercem influências uns sobre os outros.

De acordo com a TCC, os campos de interação familiares são muito maiores que os relacionamentos de amizade, e seus membros são interdependentes. Isso se dá pelo fato de que cada pessoa da família é um reforçador para os outros membros, e os comportamentos se

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Medium 9788536323459

2. Engajamento e avaliação

Wright, Jesse Grupo A - Artmed PDF

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Engajamento e avaliação

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engajamento e a manutenção da relação com o paciente são fundamentais para qualquer intervenção psicoterapêutica (Wright et al., 2006). Se o paciente não estiver envolvido e não puder ser acessado, o progresso na psicoterapia torna­‑se impossível. Alguns pacientes com doença mental grave que têm dificuldade de se engajar podem abandonar a sessão, recusar conversar com o terapeuta ou permitir apenas conversa superficial.

Contudo, uma abordagem colaborativa por meio da TCC auxilia até mesmo o mais paranoide ou cognitivamente comprometido dos pacientes a trabalhar com o profissional para satisfazer as amplas metas que têm para suas vidas. Construir uma relação terapêutica com pessoas com doença mental grave geralmente envolve um processo passo a passo. De início, pode haver uma relação de trabalho relativamente superficial. No entanto, os esforços continuados para promover a colaboração progressivamente permitem maior interação, abertura e mudança.

Este capítulo concentra­‑se primordialmente em ajudar os terapeutas a desenvolver habilidades para engajar os pacientes com esquizofrenia e outras psicoses. Essas doenças geralmente são associadas a grandes barreiras ao engajamento terapêutico, e os profissionais que não tiveram treinamento especializado em TCC para transtornos psicóticos podem não estar familiarizados com as modificações nos métodos de terapia capazes de promover boas relações de trabalho. Também provemos orientação e

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Medium 9788536322087

5. “Você pode me ajudar?”

Kuyken, Willem Grupo A - Artmed PDF

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“Você pode me ajudar?”

Conceitualização de caso descritiva

TERAPEUTA: Mark, talvez você possa me contar o que o levou a ligar para a clínica.

MARK: Eu não sei por onde começar; a minha vida está simplesmente uma confusão.

TERAPEUTA: Lamento ouvir isso, parece que as coisas estão difíceis atualmente. Em que aspectos a sua vida parece ser uma confusão?

MARK: Bem, eu me preocupo com a minha saúde, eu me preocupo com o meu tra­ balho, eu me preocupo que posso desapontar minha família, eu me preocupo com coisas idiotas como, por exemplo, se desliguei o gás, apesar de ter verificado várias vezes.

TERAPEUTA: Parece que várias coisas estão lhe perturbando. Existem outros aspectos em que a sua vida parece estar uma confusão?

MARK: Bem, fico bravo com muitas pessoas no meu trabalho, e estou me sentindo deprimido. Estou farto com tudo isso e tão deprimido, eu simplesmente não me sinto capaz de lidar com as situações. (Começa a parecer muito desanimado.) Como eu disse, a minha vida está uma confusão.

Este diálogo de abertura entre Mark e sua terapeuta demonstra que as dificuldades atuais podem ser variadas e representarem uma sobrecarga para o cliente e, às vezes, até mesmo para o terapeuta. As descrições claras ajudam a organizar as informações atuais e, no processo, frequentemente reduzem os sentimentos de sobrecarga e desesperança. Neste capítulo, mostramos como a terapeuta alcança o primeiro nível de conceitualização do caso: descrevendo as dificuldades presentes em termos da TCC. Em geral, os terapeutas começam pela conceitualização de caso descritiva porque é necessário que se faça um esboço do território e das características das dificuldades presentes antes que seja possível explicar como os problemas são mantidos ou desenvolvidos.

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Medium 9788527731232

21 - Sexo e Drogas | Comportamento de Risco

DIEHL, Alessandra; VIEIRA, Denise Leite Roca PDF

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Sexo e Drogas |

Comportamento de Risco

Alessandra Diehl e Denise Leite Vieira

Pontos-chave:

• O uso abusivo e a dependência de álcool e outras drogas estão associados a experiências e práticas sexuais diversas, iniciação sexual precoce, comportamentos sexuais de risco, gravidez indesejada, violência sexual e disfunções sexuais

• O uso abusivo de maconha tem sido associado à disfunção erétil e à infertilidade em homens, enquanto o uso e a dependência de crack, associada ao sexo como moeda de troca para aquisição da droga e, portanto, a comportamentos sexuais de risco

• A sexualidade deve ser parte integrante do processo de recuperação de dependentes químicos para evitar recaídas e melhorar a saúde sexual desses pacientes.

Introdução

A imortalizada citação “Sexo, drogas & rock and roll”, advinda dos anos

1960 e 1970, remete a um período de extrema curtição – termo que emergiu do lendário festival de música de Woodstock, e que tem, até os dias atuais,

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Medium 9788536323091

4. Preparando o Terreno para a Terapia

Roemer, Lizabeth Grupo A - Artmed PDF

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Preparando o Terreno para a Terapia

Este capítulo apresenta uma visão geral das informações que o terapeuta e o cliente precisam ter enquanto estão se preparando para se comprometer com o tratamento de uma perspectiva comportamental baseada na aceitação. Apresentamos uma breve revisão dessa abordagem terapêutica, incluindo uma discussão dos objetivos gerais, possíveis modos de terapia, número e duração das sessões, tipos de métodos e estratégias usados no tratamento e a estrutura de uma sessão de terapia típica. Descrevemos a postura que nós (e outros) adotamos ao trabalhar dessa maneira e damos orientações para cultivar essa postura e exemplos de como ela pode ser modelada explicitamente na sessão. Por fim, demonstramos como preparamos o terreno, ao introduzir o cliente no tratamento, apresentando a nossa conceitualização do seu problema, dando-lhe uma visão geral do tratamento, descrevendo abordagens alternativas, definindo papéis e estabelecendo expectativas.

BREVE RESUMO DA

ABORDAGEM DE TRATAMENTO

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