1669 capítulos
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CAPÍTULO 5 - O Eu (Self): A Compreensão de Nós Mesmos em um Contexto Social

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O Eu (Self ) 

A Compreensão de Nós Mesmos em um Contexto Social

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O

s grandes atletas nascem prontos, não são feitos — ou assim parece.

“Ela nasceu para isso”, ouvimos, ou “Ele é um em um milhão”. O talento é importante para o sucesso dos atletas, é claro, e é por isso que um dos autores

deste livro se tornou psicólogo, em vez de jogador de beisebol profissional. Mas o talento

é tudo? Pense em Michael Jordan, considerado o mais talentoso jogador de basquete que já existiu. Você sabia que ele foi cortado do time da escola (sim, aquele Michael Jordan)?

Em vez de desistir, ele redobrou os esforços, passou a sair de casa às 6 horas para treinar antes da escola. Acabou sendo aceito pela Universidade da Carolina do Norte, que tem um dos melhores programas de basquete dos Estados Unidos. Mas, em vez de descansar sobre os louros, Jordan constantemente trabalhou seu jogo. Um ano depois de uma de‑ cepcionante derrota no fim da temporada da Carolina do Norte, Jordan foi direto para o ginásio e passou horas trabalhando no arremesso com salto. Mia Hamm, que, no auge, era a melhor jogadora de futebol feminino do mundo, tinha a mesma atitude. Com 10 anos, ela conseguiu entrar em um time de garotos de 11 anos, tornando‑se depois a artilheira do time. Na universidade, ela não pensava que era tão boa, mas, conforme foi jogando contra as melhores jogadoras do país, viu que estava “melhorando mais rápido do que sonhava ser possível” (Hamm, 1999, p. 4). Depois de jogar nos times que ganharam o primeiro lugar

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CAPÍTULO 1 - Introdução à Psicologia Social

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Introdução à Psicologia Social

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A

função do psicólogo consiste em tentar compreender e predizer o com‑ portamento humano. Diferentes tipos de psicólogos realizam esse trabalho de diversas maneiras, e, neste livro, vamos tentar mostrar como os psicólogos so‑

ciais o fazem. Vamos começar com alguns exemplos do comportamento humano. Alguns podem parecer importantes, outros, triviais, e um ou dois, assustadores. Para o psicólogo social, todos são interessantes. Nossa esperança é a de que, ao terminar de ler este livro, você considere esses exemplos tão fascinantes quanto nós.

• Abraham Biggs Jr., de 19 anos, vem participando de um fórum de discussão online há dois anos. Infeliz sobre o futuro e sobre um relacionamento que terminara, Biggs gravou um depoimento afirmando que cometeria suicídio. Tomou uma overdose de drogas e conectou‑se a uma transmissão de vídeo ao vivo de seu quarto. Nenhuma das centenas de pessoas que o observavam havia chamado a polícia mesmo após 10 horas; alguns ainda o incitaram a continuar. Os paramédicos não chegaram a tempo, e Biggs morreu.

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CAPÍTULO 2 - Metodologia: Como os Cientistas Sociais Fazem Pesquisa

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Metodologia 

Como os Cientistas Sociais Fazem Pesquisa

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a atual era da informação, em que praticamente tudo pode ser encon‑ trado na internet, a pornografia está mais acessível que nunca. Uma pesquisa descobriu que um quarto de todos os empregados com acesso à Inter‑

net visita sites pornográficos durante o expediente (“The Tangled Web of Porn”, 2008).

Assim, é importante questionar se a exposição à pornografia tem efeitos prejudiciais. É possível, por exemplo, que assistir a sexo explícito aumente a probabilidade de os homens se tornarem violentos sexualmente?

Ambos os lados dessa questão vêm sendo bastante discutidos. A jurista Catharine

MacKinnon (1993) argumenta que a “pornografia é a preparação perfeita — ao mesmo tempo motivadora e instrutiva — para (...) cometer atrocidades sexuais” (p. 28). Em 1985, um grupo de especialistas nomeados pelo procurador‑geral dos Estados Unidos expressou uma opinião similar, concluindo que a pornografia é causa do estupro e de outros crimes violentos. Porém, em 1970, outra comissão analisou praticamente as mesmas evidências e concluiu que a pornografia não contribui significativamente para a violência sexual. Em quem podemos acreditar? Será que há um método científico para determinar a resposta?

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CAPÍTULO 3 - Cognição Social: Como Pensamos sobre o Mundo Social

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Cognição Social 

Como Pensamos sobre o Mundo Social

12/12/2014 09:32:50

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oi uma disputa épica no programa de televisão americano “jeopardy!”, no qual os competidores recebem uma resposta e têm de saber a pergunta correta.

Dois dos três participantes estavam entre os melhores de todos os tempos. Ken

Jennings detinha o recorde da mais longa série de vitórias (ele ganhou 74 jogos consecu‑ tivos), e Brad Rutter ganhou o maior prêmio em dinheiro da história do programa. E o terceiro participante? Quem ousaria desafiar intelectualmente esses temíveis oponentes?

Na verdade, não era “quem”, mas “o quê”: um supercomputador chamado Watson, desen‑ volvido pela IBM e batizado em homenagem ao fundador da empresa, Thomas J. Watson.

A partida começou de maneira acirrada, a liderança passava de um competidor para outro, mas, no terceiro e último dia, Watson havia acumulado insuperável vantagem. Jo‑ gada atrás de jogada, o supercomputador dava respostas corretas a pistas herméticas. Na categoria Legal “Es” (“juridiquês”), por exemplo, Watson recebeu a pista: “Esta cláusula em um contrato sindical determina que os salários aumentem ou diminuam dependendo de um parâmetro, como custo de vida”, e corretamente respondeu: “O que é ‘escalator’ (cláu‑ sula de reajuste)?” Ken Jennings, que se descreveu como “a Grande Esperança à Base de

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CAPÍTULO 6 - A Necessidade de Justificar Nossos Atos: Os Custos e Benefícios da Redução da Dissonância

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A Necessidade de Justificar

Nossos Atos 

Os Custos e Benefícios da Redução da Dissonância

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17/01/2015 23:39:13

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oi uma notícia chocante: 39 pessoas foram encontradas mortas em uma pro‑ priedade de luxo no rancho santa fé, califórnia. Todos eram membros de um obscuro culto denominado Portal do Céu e participaram de um suicídio coletivo.

Os corpos foram encontrados deitados, sem sinais de violência, calçados com tênis Nike pretos novos, e o rosto coberto por uma mortalha roxa. Os membros do culto morreram tranquilamente por vontade própria, deixando fitas de vídeo em que descreviam as razões do suicídio: acreditavam que o cometa Hale‑Bopp, recentemente descoberto cruzando o céu à noite, era o ingresso deles para uma nova vida no paraíso. Eles estavam convencidos de que, na esteira do cometa, havia uma gigantesca nave espacial, cuja missão era levá‑los para uma nova encarnação. Para serem apanhados pela espaçonave, era preciso primeiro livrarem‑se dos “recipientes” atuais, isto é, precisavam deixar o corpo, pondo fim à própria vida. Infelizmente, nenhuma espaçonave chegou.

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