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Medium 9788580550917

Seção 2 - A nova tecnologia relacionada às necessidades originais do cliente

Burgelman, Robert A. Grupo A - AMGH PDF

sEÇÃO

2

A rtigo 3 - 8

Nota sobre a pesquisa com usuários de ponta*1

Stefan Thomke e Ashok Nimgade

Jim Sanchez, um gestor da Bose Speakers Professional

Products, encarregado do desenvolvimento de novos produtos, ficou surpreso com a alta qualidade da música ambiente que ouviu quando caminhava próximo a uma cadeia de lojas de CD em Boston. Ao investigar, descobriu que o gerente de uma das lojas havia comprado várias caixas acústicas Bose projetadas para uso doméstico e pediu que os eletricistas as instalassem

“de qualquer maneira”. Naquele momento, no final dos anos 1980, nenhuma das caixas acústicas disponíveis era projetada para ser montada no alto, mas um eletricista as envolveu com tiras metálicas e as suspendeu acima das cabeças das pessoas – não necessariamente com segurança. Sanchez voltou para o escritório com fotografias Polaroide de algumas das instalações improvisadas. Os engenheiros da Bose rapidamente criaram protótipos que foram levados de volta para as lojas de

CD para mais testes. Essa descoberta proveitosa de uma necessidade do “usuário de ponta” levou a Bose a ser a pioneira nas caixas acústicas de alta fidelidade para o mercado de música ambiente.2

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Medium 9788521621850

Capítulo 1. Economia Primário-Exportadora, Modernização e Subdesenvolvimento

Gonçalves, Reinaldo Grupo Gen - LTC PDF

Capítulo

1

Economia PrimárioExportadora, Modernização e

Subdesenvolvimento

E

ste capítulo e o seguinte se concentram no desenvolvimento econômico do Brasil a partir da perspectiva histórica. A ênfase

é dada para as mudanças estruturais, ainda que, eventualmente, haja referências às políticas governamentais, suas causas, sua natureza e seus efeitos. O exercício taxonômico apresentado segue a maior parte dos estudos históricos existentes. Para simplificar, a formação econômica do país é dividida em seis períodos. A periodização é importante para se destacar e analisar o diferencial de desempenho e as mudanças estruturais ao longo do tempo.

Somente no Capítulo 3 é que se faz a análise dos indicadores de desempenho macroeconômico de longo prazo e o confronto dos resultados segundo as distintas fases, com destaque para o exame do desempenho da economia brasileira durante o Governo Lula.

Todo exercício de periodização da formação econômica corre o risco da simplificação exagerada. Esse risco aumenta quando se associa períodos da história econômica com a própria evolução política. Não obstante, para efeitos didáticos, pode-se dividir a formação econômica do país nas seguintes fases: sistema colonial

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Medium 9788521617648

Capítulo 6 - Desemprego

Mankiw, N. Gregory Grupo Gen - LTC PDF

6

Desemprego

CAPÍTU LO

127

Desemprego

Um homem disposto a trabalhar, e incapaz de encontrar trabalho, talvez seja a visão mais triste que a desigualdade da fortuna expõe sob o sol.

— Thomas Carlyle

O

desemprego é o problema macroeconômico que afeta as pessoas do modo mais direto e cruel.

Para a maioria das pessoas, a perda de um emprego significa um padrão de vida reduzido e uma angústia psicológica. Não causa surpresa o fato de que o desemprego seja um tópico frequente no debate político, e que os políticos frequentemente declarem que as políticas econômicas propostas por eles ajudariam a criar empregos.

Os economistas estudam o desemprego com o objetivo de identificar suas causas e ajudar a aperfeiçoar as políticas públicas que afetam os desempregados. Algumas dessas políticas, tais como programas de treinamento voltados para a recolocação de empregos, ajudam as pessoas a encontrar novos empregos. Outras, como o seguro-desemprego, amenizam algumas das dificuldades que os desempregados enfrentam. Ainda outras políticas, afetam, inadvertidamente, a prevalência do desemprego. É fato amplamente debatido que leis que determinam um salário mínimo demasiadamente alto, por exemplo, costumam fazer crescer o desemprego entre os membros menos qualificados e menos experientes da força de trabalho.

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Medium 9788577806010

6 O sindicalismo brasileiro e sua relevância nas relações de trabalho e RH

Bitencourt, Claudia Grupo A - Bookman PDF

6 o siNDicALismo BrAsiLeiro e suA reLeVÂNciA NAs reLAÇÕes

De trABALHo e rH

O

Allan Claudius Queiroz Barbosa

Objetivos de aprendizagem

Discutir, dentro de uma perspectiva introdutória, a relevância do entendimento do sindicato como importante ator no processo cotidiano e estratégico da gestão de pessoas e das relações de trabalho.

proporcionar ao gestor de pessoas acesso a elementos de natureza histórica para o bom entendimento da dinâmica dos atores sociais no contexto organizacional.

Apresentar roteiro básico de reflexão e posterior ação, construído a partir de base conceitual, visando ao entendimento e à possibilidade de atuação objetiva, considerando atores com interesses distintos.

inTrOdUÇãO

O debate sobre sindicalismo, sua relevância no contexto das relações de trabalho e sua articulação com a gestão de recursos humanos permanece vivo.

Se na década de 1970 a tendência era uma discussão polarizada, dicotômica, sendo difícil visualizar uma possível tentativa de aproximação entre mundos distintos quanto à abordagem, a realidade nesta primeira década do novo século mostra o quanto mudaram o discurso e a prática sindical associados às relações de trabalho e à gestão de recursos humanos.

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Medium 9788577809363

15. Desenvolvendo seu ponto de vista sobre liderança

Blanchard, Ken Grupo A - Bookman PDF

Capítulo 15

Desenvolvendo seu ponto de vista sobre liderança

Ken Blanchard, Margie Blanchard e Pat Zigarmi

Em todo este livro, compartilhamos com você nosso ponto de vista sobre a liderança – nossas opiniões sobre liderar e motivar as pessoas. Nosso ponto de vista está fundamentado na crença de que, para criar uma grande empresa, os líderes devem ter certeza de que todos estão apontando para o alvo e para a visão certos. Precisam ter certeza de que todos estão tratando bem tanto seus clientes quanto seu pessoal. Como líderes, devem estar focados em servir e não em serem servidos.

Agora é a sua vez.

O objetivo deste capítulo é ajudá-lo a desenvolver seu próprio ponto de vista sobre liderança. Isso o ajudará a esclarecer suas ideias acerca de liderança e irá prepará-lo para ensinar seu ponto de vista para os outros.

Por que é tão importante criar um ponto de vista claro sobre liderança?

Ken Blanchard ficou convencido disso após ler o livro de Noel Tichy, The

Leadership Engine, e conversar com ele quando faziam consultoria para a

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Medium 9788521614654

CAPÍTULO 11 - Liderar - Inspirar Esforços

Schermerhorn, John Grupo Gen - LTC PDF

CAPÍTULO

11

4Liderar — Inspirar Esforços

Planejando o que Vem Adiante

Questões para Estudo do Capítulo 11

᭿

O que significa liderança?

᭿

Quais são os modelos e as teorias importantes da liderança?

᭿

Quais são as tendências atuais no desenvolvimento da liderança?

᭿

Quais são as “âncoras” da liderança para tempos dinâmicos?

O que significa uma grande liderança?, você poderia perguntar. Na Herman Miller, Inc., a inovadora fabricante de móveis para escritório com sede em Michigan, a resposta se posiciona no fato de acreditar nas pessoas. Max DePree, antigo dirigente da empresa e filho de seu fundador, conta a história do encarregado da manutenção que trabalhou com seu pai.1 O encarregado da manutenção tinha um importante cargo na fábrica, ele era responsável por manter todas as máquinas abastecidas com a energia gerada por uma caldeira central. Quando esse homem faleceu o pai de DePree, desejando expressar sua simpatia para com a família, foi até a casa de seu antigo empregado. Lá, ele ouviu a viúva ler alguns lindos poemas que, para sua surpresa, haviam sido escritos pelo encarregado da manutenção. Até os dias de hoje, DePree afirma, ele e seu pai ainda ponderam: “Ele era um poeta que fazia trabalho de manutenção, ou era um encarregado da manutenção que escrevia poesias?”

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Medium 9788521616726

CAPÍTULO 11 - A Ambiência Competitiva e o Ambiente Inovador

Carreteiro, Ronald Grupo Gen - LTC PDF

CAPÍTULO

11

A Ambiência Competitiva e o

Ambiente Inovador

As revoluções gerenciais e tecnológicas têm impactado de forma inimaginável o ambiente de negócios, tornando dramática a luta pela postura estratégica de sobrevivência das instituições em todo o mundo.

Os avanços da teleinformática, as pesquisas tecnológicas e a demanda por qualidade estão pulverizando paradigmas herdados de períodos de estabilidade tecnológica. No novo ambiente de negócios, a inovação e a capacidade de adaptação às novas regras do jogo empresarial tornamse requisitos imperativos para qualquer empresa, independentemente de seu porte, participar do cenário competitivo. Surge nesse cenário a figura do empreendedor como aquele que inova e cria um novo empreendimento, bem como aquele que desenvolve o atendimento das necessidades dos consumidores, de uma forma personalizada.

11.1 AS FORÇAS QUE ESTÃO MOLDANDO OS

AMBIENTES DE NEGÓCIOS

O mundo está sendo mudado por forças incontroláveis, ocasionadas principalmente pela transformação provocada pela telemática, que não mais permite atitudes passivas, conduzindo o contexto empresarial para

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Medium 9788530942946

16) ADMINISTRANDO SEUS RECURSOS FINANCEIROS

Meirelles, Alexandre Grupo Gen - Método PDF

16) ADMINISTRANDO SEUS RECURSOS

FINANCEIROS

Este capítulo é para quem não possui amplos recursos para estudar.

Se você tiver uma boa condição financeira, suficiente para fazer jus aos seus gastos estudando por alguns anos, se for necessário, poupe seu tempo e pule para o próximo capítulo, sem o mínimo remorso.

A cada dia, estudar para concursos requer um maior investimento financeiro. Geralmente, quanto mais difícil o concurso, mais dinheiro deve ser investido nele. Aliás, isso não deveria ser surpresa para ninguém, pois sempre soubemos que os alunos que frequentavam os melhores cursinhos e escolas compunham quase todo o grupo de aprovados para os cursos mais concorridos nas universidades públicas, como Medicina,

Odontologia, Computação etc.

Sabemos que muitos candidatos resolvem começar a estudar para concursos somente quando estão “duros”, precisando urgentemente de um cargo para sustentar suas vidas. E muitos acabam comprando os piores materiais para estudar, matriculam-se nos cursos mais baratos etc. Infelizmente, quem toma este caminho gasta o resto de suas economias à toa.

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Medium 9788577260669

23. Euroland Foods S.A.

Bruner, Robert F. Grupo A - AMGH PDF

CasO

23

Euroland Foods S.A.

No começo de janeiro de 2001, o comitê da alta administração da Euroland Foods devia se reunir para elaborar o orçamento de capital da empresa para o novo ano. Onze projetos cujo valor ultrapassava � 316 milhões eram considerados. Infelizmente, o conselho impôs um limite de gastos em projetos de capital de apenas � 120 milhões; ainda assim, investimentos dessa natureza representariam um aumento significativo na base patrimonial atual da empresa de � 965 milhões. Portanto, o desafio para a alta administração da Euroland Foods seria o de alocar recursos dentro de uma variedade de projetos interessantes: introdução de novos produtos, aquisições, expansão de mercado, melhorias na eficiência, manutenção preventiva, segurança e controle de poluição.

A companhia

Euroland Foods, sediada em Bruxelas, Bélgica, é uma produtora multinacional de sorvetes, iogurtes, água engarrafada e sucos de fruta de alta qualidade. Seus produtos são vendidos para toda a Escandinávia, Grã-Bretanha, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Alemanha Ocidental e o norte da França. (Veja o mapa da região de comercialização da empresa no Quadro 1.)

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Medium 9788577805662

2. DEFINIÇÃO DO SISTEMA DE SAÚDE E DAS ESCOLHAS CONFLITANTES ENVOLVIDAS

Kotler, Phillip Grupo A - Bookman PDF

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Parte I: Entendendo o Sistema de Saúde e o Papel do Marketing

EXEMPLO INICIAL

O estado de Oregon diante de algumas decisões difíceis a respeito da alocação dos serviços médicos

No final dos anos 1980, o estado de Oregon enfrentou uma crise. Cerca de 18% de seus habitantes e mais de 20% das crianças do estado não tinham plano de saúde. O estado queria oferecer cobertura, mas seu plano Medicaid (usado principalmente para cobrir as necessidades da população de baixa renda) já enfrentava altos custos. Para controlar esses custos, havia três opções: cortar os níveis de pagamento já baixos que eram pagos aos prestadores de serviços, elevar os requisitos de elegibilidade e atender a um número menor de habitantes necessitados ou reduzir os benefícios. No início de 1987, o estado escolheu a terceira opção.

Um dos benefícios cancelados foi o transplante de órgãos. No outono desse ano,

Coby Howard, de 7 anos, teve uma recaída de leucemia e precisou de um transplante de medula óssea. Apesar da arrecadação de fundos particular, ele não chegou a receber o transplante e morreu em 2 de dezembro. No tumulto que se seguiu, outras pessoas que precisavam de transplante chamaram a atenção do público. Ao defender os cortes realizados, um porta-voz da Medicaid de Oregon disse que o dinheiro economizado com o cancelamento dos transplantes fora usado para pagar outros programas, inclusive um programa de cuidados pré-natais para 1.500 mulheres.

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Medium 9788530943868

Capítulo 7 - Duplicatas Descontadas

Souza, Sérgio Adriano de Grupo Gen - Método PDF

Capítulo 7

Duplicatas Descontadas

1. DUPLICATAS DESCONTADAS

O desconto de duplicatas é uma operação financeira, ou seja, é uma operação realizada entre uma empresa e uma instituição financeira. A empresa quando realiza uma venda a prazo e necessita de dinheiro, entrega a duplicata para o banco e este, após cobrar juros, realiza um depósito na conta-corrente da empresa. A empresa nessa operação assume responsabilidade solidária, pois caso o cliente não realize o pagamento na data prevista, o banco debita o valor da duplicata na conta-corrente da empresa.

2. CLASSIFICAÇÃO DAS DUPLICATAS DESCONTADAS

Antes da Lei n.º 11.941/09 as duplicatas descontadas eram classificadas no Ativo

Circulante, ou seja, eram contas retificadoras de duplicatas a receber. Após a Lei n.º

11.941/09 as duplicatas descontadas passaram a ser classificadas no Passivo Circulante, pois a essência das transações deve prevalecer sobre os aspectos formais e a essência das duplicatas descontadas é a de um financiamento bancário, ou seja, a empresa precisando de dinheiro, vai ao banco e este antecipada o valor das duplicatas, cobrando um juros correspondente ao período de antecipação das duplicatas.

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Medium 9788521615187

CAPÍTULO 7 - TOMANDO A DECISÃO DE INVESTIR EM TI

Lucas Jr., Henry C. Grupo Gen - LTC PDF

CAPÍTULO

7

TOMANDO A DECISÃO DE INVESTIR

EM TI1

Uma Perspectiva Gerencial

Uma das decisões emTI mais difíceis e demoradas para um administrador é investir ou não em uma aplicação em tecnologia proposta. Embora a administração da TI em andamento devesse ser mais importante, a decisão de investir parece atrair uma extraordinária atenção. Por quê? Talvez porque o administrador esteja mobilizando fundos em risco em uma decisão muito pública na firma. Outros motivos pelos quais o administrador foca nesta decisão incluem o desconforto com que isso é feito. Cada proposta de aplicação em TI parece ser justificada em diferentes bases, dificultando compará-las. Um sistema ERP é diferente de um investimento em infra-estrutura de rede ou de um investimento para se integrar eletronicamente com parceiros da cadeia de fornecimento. As propostas de investimentos em TI também contêm geralmente uma grande gama de benefícios intangíveis, o que apenas se acrescenta à incerteza quanto aos retornos. É importante ficar confortável com a decisão de investimento em TI não só porque ela é algo que você fará muitas vezes na sua carreira, mas tamabém por ser indispensável para aplicar tecnologia na organização.

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Medium 9788521606338

Capítulo 9 - O Racionamento da Energia Elétrica

Carneiro, Dionisio Dias Grupo Gen - LTC PDF

E

ntre os fenômenos que perturbaram a normalidade financeira depois da flutuação cambial está o racionamento de energia elétrica, que atingiu o Brasil em meados de

2001. Com isso, o regime de metas de inflação foi submetido ao teste de um choque de oferta cuja extensão e consequências eram, à época, totalmente desconhecidas.

A partir do momento em que o governo, em março de 2001, mostrou-se surpreso com a gravidade do problema da escassez de energia, a percepção acerca do futuro da economia piorou de forma aguda. De imediato, esta revelação deslocou a atenção da recuperação da demanda para os limites da expansão da oferta. Em um segundo movimento, as atenções voltaram-se não apenas para o futuro das chuvas e dos efeitos da autorrestrição de consumo, mas também para as implicações que o novo quadro provocaria sobre o futuro das taxas de juros. As perspectivas para o futuro tornaram-se mais incertas, na medida em que os desafios pareciam maiores do que a capacidade que o governo demonstrava ter para enfrentá-los. Havia insegurança nos rumos traçados e desânimo diante dos resultados adversos. Em um nível mais profundo, mas cuja exploração está fora dos interesses deste livro, a constatação de que a falta de energia elétrica poderia estar associada aos efeitos da redução dos gastos públicos decorrentes dos esforços de contenção fiscal deu ressonância política às críticas da maioria dos técnicos do setor, que culpavam a política econômica ortodoxa pelos cortes de investimento que provocaram a escassez de energia.

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Medium 9788530936426

CAPÍTULO LXIV - RESPONSABILIDADE EM GERAL DAS SOCIEDADES, DOS ADMINISTRADORES E DOS SÓCIOS

Rizzardo, Arnaldo Grupo Gen - Editora Forense PDF

Capítulo LXIV

Responsabilidade em geral das sociedades, dos administradores e dos sócios

1.

EXTENSÃO NA APLICAÇÃO DA RESPONSABILIDADE ÀS SOCIEDADES EM

GERAL

Busca-se, no presente capítulo, abordar a responsabilidade em geral de todas as sociedades, dos administradores e dos sócios.

Segundo já várias vezes anotado, as disposições das sociedades simples aplicam-se, na omissão de regras específicas, a algumas sociedades empresárias, conforme se depreende dos arts. 1.040, 1.046 e 1.053, que preveem a aplicação de suas normas

à sociedade em nome coletivo, à sociedade em comandita simples e à sociedade de responsabilidade limitada. Nesta visão, a regra do art. 1.011, embora inserido no contexto que envolve as sociedades simples, tem uma extensão abrangente das demais sociedades: “O administrador da sociedade deverá ter, no exercício de suas funções, o cuidado e diligência que todo homem ativo e probo costuma empregar na administração de seus próprios negócios”.

Nos casos de responsabilidade própria dos diversos tipos de sociedades, no respectivo estudo examina-se a respectiva incidência.

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Medium 9788521606338

Capítulo 6 - A Importância da Responsabilidade Fiscal

Carneiro, Dionisio Dias Grupo Gen - LTC PDF

U

oma das consequências da alta instabilidade associada à experiência inflacionária brasileira (que a conquista da inflação baixa não conseguiu remover) é a precariedade das contas públicas. Desde o início do Plano Real, quando o governo recorreu ao chamado Fundo de Estabilização Fiscal,1 apenas caminhou-se de uma solução temporária para outra, confirmando um caráter frágil para a sustentabilidade fiscal, entendida como o equilíbrio intertemporal das contas públicas.

A percepção pelos arquitetos do Plano Real, de que a sinalização de austeridade fiscal era uma condição necessária para que não fossem repetidos os fracassos das tentativas anteriores, levou a uma hierarquização prática do tratamento das questões fiscais. Primeiro, diante da crise mexicana de 1994/95, o problema era evitar que um choque externo adverso, por exemplo, expusesse a fragilidade do financiamento da dívida pública. Posteriormente, atendeu-se aos requisitos de financiamento público, por meio de uma combinação de aumento precário de financiamento baseado em mais carga tributária, de forma a acomodar pressões inadiáveis das necessidades sobre o déficit, fosse para fazer face às despesas primárias, ou para sustentar maiores despesas geradas pelos aumentos da taxa de juros. Essa atitude pragmática, entretanto, não foi suficiente para suprir a falta de uma estratégia de financiamento. O espaço criado, no início do programa, para o aumento da dívida pública, pelo aumento do nível do compulsório que era canalizado para os títulos públicos, especialmente depois da instituição da nova moeda, com o objetivo de conter a expansão dos agregados monetários, confirma esta afirmação. Além deste, um exemplo da acomodação das pressões por despesa foi colocar em prática a CPMF, supostamente criada para satisfazer as necessidades do programa de gastos com saúde propostos pelo Ministro Jatene. De truques em truques, saídas políticas de ocasião predominaram sobre soluções estruturais.

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