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Medium 9788536304632

Capítulo 1 - O lúdico nos processosde desenvolvimento eaprendizagem escolar

Macedo, Lino de Grupo A - Artmed PDF

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MACEDO, PETTY & PASSOS

DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM

O que significa desenvolvimento? Para uma reflexão sobre esse termo, propomos sua decomposição nas quatro partes que o constituem: des + en + volvi + mento. O sufixo –mento expressa processo, algo que está em curso e que se realiza dinamicamente. O verbo –volv significa voltar, retornar. O prefixo en–, de natureza espacial ou topológica, indica aproximação, direção em relação a algo. O prefixo des–, ao contrário do anterior, marca um movimento para fora, que tira, expande ou nega aquilo que lhe sucede, ou seja, tem uma conotação temporal, histórica. Portanto, desenvolvimento refere-se a um processo construtivo que, ao se voltar para dentro, incluir, ao mesmo tempo amplifica-se, desdobra-se para fora. Ao envolver, marca sua função espacial, reversível, de abertura para todas as possibilidades ou combinações; ao se negar, expressa sua condição necessária, irreversível e histórica que, inserida no fluxo do existir, só pode desenrolar-se conservando sua identidade no jogo de suas transformações. Nascidos para a vida e o seu desenvolvimento, o contrário disso, de modo permanente ou transitório, é a morte, a doença, o sofrimento, a dissociação, um ser sem sentido, que vaga nas incertezas ou exclusões, sem lugar, sem tempo e sem possibilidade de conhecimento ou realização.

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Medium 9788536323541

4. Desenvolvimento profissional contínuo

Brighouse, Tim Grupo A - Artmed PDF

116 Tim Brighouse e David Woods

melhor e mais consistente em toda a instituição. As boas escolas melhoram sua competência interna criando e ampliando comunidades de aprendizagem profissional. Elas são organizações de aprendizagem em que todos estão engajados no entendimento e no desenvolvimento da prática eficaz.

Uma organização de aprendizagem é uma organização que está continuamente expandindo sua competência para criar o seu futuro.

Peter Senge (1990)

Essas escolas reconhecem a importância de estabelecer um clima positivo, no sentido de estabelecer a confiança e a abertura entre os profissionais, entre os alunos e a comunidade. O sucesso é celebrado, a tomada de decisão é um processo aberto e a comunicação é clara.

Construir e ampliar uma comunidade de aprendizagem profissional que possa transformar a realização do aluno requer o desenvolvimento de uma alta proporção de “criadores de energia” na equipe, os quais:

• sejam entusiasmados e sempre positivos;

• pratiquem a liderança em todos os níveis;

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Medium 9788527712422

Capítulo 26 - Ensinar Bem para Aprender Melhor o Jogo de Voleibol

Tani, Go Grupo Gen - Guanabara Koogan PDF

C

apítulo

26

Ensinar Bem para Aprender

Melhor o Jogo de Voleibol

Isabel Mesquita

INTRODUÇÃO

O ensino dos Jogos Desportivos (JD) tem estado associado a duas concepções didáticas com posições diametralmente opostas na forma de os abordar: o ensino das habilidades técnicas descontextualizadas, tidas como garantia da competência para se saber jogar, e o ensino do jogo formal, o qual integra toda a complexidade inerente ao jogo. A insatisfação perante abordagens antagônicas, que não mais servem do que separar de forma artificial o que no jogo coexiste e se complementa (componentes tática e técnica), veio progressivamente dar lugar a abordagens alternativas, as quais, sem deixarem de ter enfoques distintos, se complementam e dão corpo e substância a processos interativos, os quais colocam a tônica no praticante como o centro de todo o processo: o modelo de ensino dos jogos para a compreensão

(Bunker & Thorpe, 1982), o modelo desenvolvimentista (Rink, 1993) e o modelo de educação desportiva

(Siedentop, 1987, 1994).

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Medium 9788536325484

5. OS ARQUIVOS INCONSTANTES

Cosenza, Ramon M. Grupo A - Artmed PDF

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NEUROCIÊNCIA E EDUCAÇÃO

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OS ARQUIVOS INCONSTANTES

Neste capítulo, veremos os processos pelos quais o cérebro cria os registros duráveis da memória de longa duração e como esse conhecimento pode ser importante nas atividades educacionais.

A MEMÓRIA EXPLÍCITA E A MEMÓRIA IMPLÍCITA,

O ESQUECIMENTO E O RECORDAR

No capítulo anterior estudamos a memória de trabalho, que tem uma característica transitória, e agora nos voltaremos para os processos que permitem registrar de forma mais prolongada as informações no cérebro. Esse tipo de memória é chamado tradicionalmente de memória de longa duração, e o conhecimento do seu funcionamento pode auxiliar na otimização da aprendizagem. É bom deixar claro os conceitos de aprendizagem e memória: o primeiro diz respeito ao processo de aquisição da informação, enquanto o segundo se refere à persistência dessa aprendizagem de uma forma que pode ser evidenciada posteriormente.

Como mencionamos anteriormente, boa parte de nossa aprendizagem e de nossa memória se faz por mecanismos que não envolvem processos conscientes no cérebro. Convém lembrar que a memória processada de forma inconsciente é chamada de memória implícita, enquanto chamamos de memória explícita1 aquela da qual tomamos conhecimento, porque envolve os mecanismos conscientes.

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Medium 9788536317687

14 A teoria da significação motivacional da perspectiva futura e suas aplicações no contexto do tênis infanto-juvenil

Balbinotti, Carlos Grupo A - Artmed PDF

O ensino do tênis

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14

A TEORIA DA SIGNIFICAÇÃO

MOTIVACIONAL DA PERSPECTIVA

FUTURA E SUAS APLICAÇÕES NO

CONTEXTO DO TÊNIS INFANTO-JUVENIL

Marcos Alencar Abaide Balbinotti

Carlos Balbinotti

Marcus Levi Lopes Barbosa

A motivação no contexto da teoria da significação motivacional da perspectiva futura está presente no tênis infanto-juvenil como uma força interna do tenista, e sua apresentação e discussão são de extrema relevância. Trata-se de um construto que se expressa em um comportamento com características de persistência, perseverança e força de vontade para atingir objetivos de médio e longo prazo.

O objetivo do presente capítulo é apresentar primeiramente a teoria e os autores que contribuem para o seu desenvolvimento de uma forma ou de outra, para depois destacar a importância das suas aplicações no contexto do tênis infanto-juvenil. Acredita-se que as qualidades volitivas e as aspirações profissionais dos jovens tenistas são forças que estimulam e permitem que o tenista tenha uma grande capacidade de mobilização para atingir seus objetivos de curto, médio e longo prazo.

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Medium 9788530956738

13 - REDES DE COMPUTADOR

Idankas, Rodney Grupo Gen - Editora Método Ltda. PDF

REDES DE COMPUTADOR

Sumário: 13.1 Noções gerais – 13.2 Nomes para redes de computador: visão de compartilhamento de recursos – 13.3

Nomes recorrentes em redes de computador: 13.3.1 Arquitetura de rede; 13.3.2 Topologia de rede – 13.4 Tipos de redes de computadores em relação à extensão: 13.4.1 Rede do tipo LAN;

13.4.2 Rede do tipo MAN; 13.4.3 Rede do tipo WAN – 13.5

Exercícios para fixação.

13.1 NOÇÕES GERAIS

Assunto certo em quase todas as provas de concursos públicos em razão do uso contínuo dos computadores interligados nas diversas instituições e, principalmente, pelo grande sucesso e utilização da

Internet e Intranets corporativas.

Uma rede interna corretamente configurada e ajustada permite acesso mais rápido aos serviços da rede externa.

O termo rede de computadores não é tão novo assim. Temos notícia de que a primeira rede de computadores surgiu em 1969, em território americano. Essa rede chamou-se Arpanet, e tratava-se de uma rede de defesa americana que interligava computadores a longa distância. Assim surgia o embrião da atual Internet.

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Medium 9788536314709

5 - A elaboração de jogos pelos alunos

Smole, Kátia Stocco Grupo A - Artmed PDF

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A Elaboração de Jogos pelos Alunos

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elaboração de jogos pelos alunos é uma das atividades mais interessantes de se propor aos alunos do ensino médio, já que envolve a leitura, a interpretação, a produção de textos instrucionais (regras de jogo), a resolução de problemas e o desenvolvimento de conceitos e procedimentos relativos a diferentes temas matemáticos.

Desafiar os alunos a elaborarem seus próprios jogos permite-lhes aprofundar a compreensão de um conceito em especial, criar um contexto de resolução de problemas, exercitar os procedimentos matemáticos, perceber como se estrutura um jogo, organizar um trabalho em grupo, planejar, executar e avaliar as ações de uma sequência de atividades com determinado fim.

Elaborar um jogo constitui-se em uma atividade essencialmente matemática, bastante próxima a uma modelação, a uma simulação ou a resolução de um problema. Nessa atividade, os alunos aprendem a ter uma percepção mais global dos conteúdos e da integração entre eles, a fazer antecipações e planejamento, a realizar as ações de modo mais independente, a estar mais abertos às proposições e considerações dos demais, a buscar o consenso, a ser exigentes, a levar uma tarefa até o fim, a ter confiança em si, sabendo que podem planejar e realizar algo, a avaliar seu percurso, entre tantas outras coisas.

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Medium 9788572889285

Capítulo 10 - O Bilinguismo sob o Ponto de Vista de Kristina Svartholm - Suécia

Moura, Maria Cecilia Grupo Gen - Livraria Santos Editora PDF

O Bilinguismo sob o Ponto de Vista de

Kristina Svartholm – Suécia

Kristina Svartholm

Maria Cecilia de Moura

Em 2008, por ocasião do “I Congresso Internacional sobre Educação para

Surdos – Bilinguismo, Práticas e Perspectivas”, tivemos a enorme satisfação de poder contar com a presença da Dra. Kristina Svartholm da Universidade de Estocolmo. A Dra. Svartholm é linguista e atua com Surdos há muitos anos. Ela foi uma das responsáveis pela implantação do bilinguismo na Suécia e é assessora nessa área em muitos países, como o Chile e Kosovo.

Suas apresentações nos ajudaram a compreender melhor como o bilinguismo para Surdos deve ser construído, quais as condições necessárias e as bases para que esse bilinguismo possa dar frutos e promover a formação de surdos capazes de se constituírem como sujeitos íntegros, sendo capacitados para estarem em sociedade, capazes de dominar a língua de sinais e a língua escrita de seu país.

No livro, lançado na ocasião do primeiro congresso acima citado, pudemos contar com sua inestimável colaboração no capítulo: “Educação Bilíngue para os Surdos na Suécia: Teoria e Prática”.

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Medium 9788573076387

10. UMA AULA PRÁTICA REFLEXIVA EM HABILIDADES DE ACONSELHAMENTO E CONSULTORIA

Schön, Donald Grupo A - Penso PDF

190 / DONALD A. SCHÖN

são de qualquer informação que considere que as outras pessoas provavelmente tratarão como negativa.

Argyris e eu construímos um modelo bastante geral para descrever o comportamento interpessoal, especialmente em situações de dificuldade ou estresse.

Os valores (ou variáveis dominantes), as estratégias e os pressupostos deste modelo, que chamamos de “Modelo I”, estão listados na Tabela 10.1. Seus valores são “Adquirir o objeto como o vejo”, “Lutar para vencer e evitar a derrota”, “Evitar sentimentos negativos” e “Ser racional” (no sentido de utilizar a “razão moderada” para persuadir os outros). Suas estratégias incluem controle unilateral do ambiente de trabalho e proteção unilateral de si mesmo e dos outros.

Exemplos de comportamento de Modelo I foram descritos em capítulos anteriores: as estratégias de Northover e Judith, de mistério e maestria, para mencionar um exemplo, e a recusa camuflada das idéias do residente pelo supervisor, para mencionar outro. Estratégias de Modelo I baseiam-se em pressupostos através dos quais eles parecem ser meios plausíveis de adquirir valores de Modelo I, por exemplo, “Interações interpessoais são jogos de vitória ou derrota” e “As outras pessoas não irão detectar minhas estratégias de controle unilateral”. As teorias-emuso de Modelo I contribuem para a criação de universos comportamentais que são do tipo vitória/derrota, fechados e defensivos. É difícil, em universos de Modelo I, revelarem-se os dilemas privados de alguém, ou testarem-se seus principais pressupostos. Como conseqüência, a aprendizagem tende a estar limitada ao tipo que

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Medium 9788572889285

Capítulo 1 - Desenvolvimento Bilíngue Intermodal: Implicações para Educação e Interpretação de Línguas de Sinais

Moura, Maria Cecilia Grupo Gen - Livraria Santos Editora PDF

Desenvolvimento Bilíngue Intermodal:

Implicações para Educação e Interpretação de Línguas de Sinais

Ronice Müller de Quadros

Diane Lillo-Martin

Deborah Chen Pichler

O objetivo deste capítulo é apresentar as pesquisas que estamos desenvolvendo com crianças ouvintes, filhas de pais surdos, adquirindo Língua

Brasileira de Sinais (Libras) e português, e Língua de Sinais Americana (ASL) e Inglês (Lillo-Martin et. al. 2010). Os dados desse estudo fazem parte de um banco de dados de interações espontâneas coletadas longitudinalmente, alternando contextos de aquisição da Libras como língua-alvo e do português como língua-alvo no Brasil, e dados coletados longitudinalmente no mesmo contexto de crianças adquirindo ASL e inglês. Além disso, os dados de um estudo experimental com testes aplicados tanto na Libras como no português se agregam ao presente estudo. Uma visão geral dos estudos desenvolvidos sobre a aquisição bilíngue bimodal por crianças ouvintes, filhas de pais surdos, será apresentada e, então, estarão sendo discutidos alguns aspectos linguísticos desse tipo de aquisição. O foco estará nas produções simultâneas chamadas de “sobreposição de línguas”. Este tipo de produção é muito interessante, pois a criança produz as duas línguas simultaneamente, uma vez que as línguas utilizam diferentes articuladores, caracterizando a produção intermodal.

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Medium 9788530956738

1 - INTRODUÇÃO À INFORMÁTICA

Idankas, Rodney Grupo Gen - Editora Método Ltda. PDF

INTRODUÇÃO À INFORMÁTICA

Sumário: 1.1 Conceitos básicos de informática e alguns termos usuais – 1.2 Geração dos computadores – 1.3 Evolução da tecnologia dos computadores – 1.4 Sistema de informática – 1.5

Tipos de computadores – 1.6 Exercícios para fixação.

1.1 CONCEITOS BÁSICOS DE INFORMÁTICA E ALGUNS

TERMOS USUAIS

Apesar de não ser um assunto com muita incidência nas provas de concursos e exames de seleção, saber um pouco da história da informática e, consequentemente, os conceitos básicos, pode acrescentar um conhecimento importantíssimo para o candidato que busca um cargo ou emprego público tenha um entendimento geral do assunto de informática e assim consiga um desempenho excelente na prova de informática.

Neste sentido, este primeiro capítulo ajudará o concurseiro a entender de onde veio e para onde (provavelmente) irá a informática

(ou Tecnologia da Informação1) nos próximos anos, ou seja, trará a oportunidade de observar os avanços da tecnologia nos aspectos mais importantes: aumento da capacidade de processamento e da memória.

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Medium 9788536303338

2. Lei de Diretrizes e Bases no Cotidiano Escolar

Artmed Pitágoras Grupo A - Artmed PDF

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Coleção Escola em Ação

Lei de Diretrizes e Bases no Cotidiano Escolar

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Albertina Maria Rocha Salazar

INTRODUÇÃO

“De nada vale ao homem a pura compreensão de todas as coisas, se ele tem algemas que o impedem de levantar os braços para o alto.” (Vinícius de Moraes)

Este trabalho nasceu da sistematização, da reflexão e da organização de atividades desenvolvidas ao longo dos

últimos anos em escolas públicas e privadas, em Secretarias Municipais de Educação, em debates e análises sobre a educação brasileira e a lei que estabeleceu suas diretrizes e bases em 1996, a Lei Federal no 9394/96. É também o resultado de vivências, de experiências de sala de aula, do contato com profissionais da educação, de direção de escolas, de convivências em órgãos administrativos e normativos do sistema estadual de educação.

A sistematização e a reunião de experiências podem ser consideradas uma conseqüência de debates e estudos em seminários, encontros pedagógicos, programas, aberturas de anos letivos, atividades voltadas para a formação continuada de educadores, na implementação da LDB – Lei Federal no 9394, aprovada em 20 de dezembro de 1996 e das normas que se seguiram com vistas à sua regulamentação.

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Medium 9788536307572

10. Algumas implicações do estudo

Pacheco, José Grupo A - Artmed PDF

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Algumas implicações do estudo

Os capítulos precedentes resumem as principais condições dos estudos de casos nos quatro países: Áustria, Islândia, Portugal e Espanha. Este capítulo aponta algumas implicações que podem ser inferidas considerando-se as conclusões. É válido salientar no início que o propósito do projeto ETAI foi descrever e compreender a educação inclusiva praticada a fim de disponibilizar essa compreensão a outros que trabalham em direção a objetivos semelhantes. Portanto, ele não foi um levantamento das principais práticas na

área. Nem foi um projeto de avaliação, no sentido de que ele não avaliou o certo e o errado do trabalho nas escolas envolvidas.

A primeira coisa a dizer quanto às implicações é que todas as escolas envolvidas no estudo estavam começando a promover a educação inclusiva.

Dessa forma, não se pode alegar que um modelo de escola inclusiva em estado final, acabado esteja representado entre aqueles que participaram deste estudo. Por exemplo, a maioria dos professores nas escolas não tinha acesso a ou não tinha participado de um treinamento formal nessa área. Ao contrário, eles se esforçaram sozinhos para adquirir o conhecimento e as habilidades de que necessitavam para lidar com a situação que enfrentavam. Isso é importante, pois significa que, onde quer que estejamos tentando implementar políticas inclusivas, outras pessoas estão lutando para resolver situações semelhantes.

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Medium 9788521621812

Capítulo 8 - A Avaliação para os Novos Tempos: Qualitativa e Formativa

Alves, Júlia Falivene Grupo Gen - LTC PDF

Capítulo 8

A Avaliação para os Novos

Tempos: Qualitativa e Formativa

Contextualização

Um dos grandes desafios que enfrentamos hoje é exatamente o de questionar e substituir os parâmetros com os quais a aprendizagem foi mensurada durante muito tempo e construir e adotar outros que correspondam aos princípios de uma educação mais adequada à realidade do século XXI.

Para os novos tempos − e já faz cerca de 20 anos que se fala nisso − o que se propõe

é a avaliação formativa.

Conceitos para entender a prática

Como se caracteriza esta avaliação?

1. É qualitativa, pois deve ser feita para orientar e acompanhar a aprendizagem dos alunos e as práticas didático-pedagógicas dos professores, ao invés de apenas classificar, julgar, atribuir aos primeiros os resultados insatisfatórios e responsabilizar os segundos pelos os resultados satisfatórios, como se fazia mais comumente na avaliação tradicional.

2. Está inserida no processo de ensino-aprendizagem o tempo todo – desde antes do planejamento do curso até à sua finalização –, abrindo, inclusive, possibilidades para a reformulação do plano de curso e de aula elaborados pelo professor, conforme forem coletados dados nas diversas atividades avaliadas.

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Medium 9788536303666

CAPÍTULO 4 - PARA A APRENDIZAGEM DOS QUE ENSINAM

Macedo, Lino de Grupo A - Artmed PDF

Ensaios pedagógicos

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PARA A APRENDIZAGEM

DOS QUE ENSINAM

O objetivo deste capítulo é discutir um assunto fundamental, encerrado na pergunta: como aprendem os que ensinam? Apesar de todas as idas e vindas de meus comentários, o propósito é defender que, em uma escola que se quer para todos, a formação do professor, no sentido de recuperar ou aprofundar as relações com o processo de sua aprendizagem, é um requisito fundamental.

Conforme já mencionei no capítulo anterior, o jornal O Estado de São

Paulo publicou, em 2002 (21/09/2002, p. A16), uma pesquisa feita com professores da rede pública do Estado de São Paulo. O jornal referia-se aos resultados de um questionário que responderam sobre uma série de assuntos a respeito de sua vida profissional, desafios, etc. Nessa pesquisa, os professores indicaram o aprender como sua demanda mais importante de realização.

Dar prioridade à sua aprendizagem, e não à dos alunos, que sempre foi uma tarefa do professor, é algo muito relevante e justifica, creio, nossa reflexão.

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